Kawasaki acredita ser capaz de ultrapassar dificuldades de temperaturas no Qatar
Segunda-feira, 03 Março 2008
Tendo identificado as baixas temperaturas da pista como factor muito limitador durante os preparativos para a ronda de abertura da época, o Commercialbank Grande Prémio do Qatar, a Kawasaki não está, contudo, muito preocupada.

Tendo identificado as baixas temperaturas da pista como factor muito limitador durante os preparativos para a ronda de abertura da época, o Commercialbank Grande Prémio do Qatar, a Kawasaki não está, contudo, muito preocupada. A nova adição John Hopkins está ainda, segundo o próprio, a 80% um mês depois da operação à virilha, enquanto o outro piloto da Equipa Verde teve um início de teste nocturno com a 800cc no Qatar longe do ideal com uma queda e tempos fora dos dez primeiros nas duas noites de ensaios em Losail.
Não foi fácil para nós, já que com a lesão do John na virilha ainda não podemos progredir tão rapidamente como queríamos, nota Michael Bartholemy, o responsável de competição da equipa. Esperava melhor prestação geral neste teste, mas sei que podemos melhorar antes da próxima sexta-feira quando começarmos os treinos para a primeira corrida do campeonato. A temperatura da pista não ajuda, já que nos causou alguns problemas com os pneus, mas trabalhamos com a Bridgestone há muito anos e estou confiante que vamos encontrar uma solução para a próxima semana, avaliou o belga. Enquanto Hopkins se queixou ainda de algumas dores e quer evitar piorar a sua condição com a repetição da queda de 2007 em Losail, o anglo-americano conseguiu, mesmo assim, resolver alguns problemas relacionados com a corrida de domingo. Hopkins apontou ainda o que considera poder ser a chave para a ronda de abertura da temporada; as temperaturas da pista que chegaram a descer até aos 13º. Os resultados foram positivos porque conseguimos tirar um segundo ao tempo do primeiro dia com pneus de corrida. Também reduzimos o número de pneus que tínhamos disponíveis para nós no início do teste e sabemos o que vamos usar na corrida, disse Hopkins depois do último teste de pré época. Sinto-me confiante e competitivo com borrachas de corrida, se bem que não testei pneus de qualificação hoje. As condições são muito frias na pista, mas é o mesmo para todos; penso que isto será o factor principal durante a corrida. O companheiro de equipa de Hopkins, Anthony West, também apontou a mesma preocupação, dizendo que os seus tempos lentos se deveram a maiores cautelas. As baixas temperaturas da pista fazem com que não se possa puxar tanto com pneus de qualificação. Mas quando levamos as coisas na calma na volta de saída o pneu frontal arrefece do lado esquerdo, o que é um grande problema quando chegamos à curva 2 na volta lançada, explicou o australiano. Vi alguns pilotos a caírem aí durante a última hora do teste e com a corrida apenas a uma semana não queria sofrer a mesma sorte por puxar demais. Basicamente, foi por isso que não melhorei os meus tempos como seria de esperar com pneus de qualificação. Enquanto Hopkina rumou para o Dubai para curto período de descanso com a nova mulher Ashleigh, West e o patrão da equipa optaram por visitar a Federação Náutica do Qatar e assistir ao Grande Prémio do Qatar de Powerboat. O australiano foi convidado a dar a bandeirada de início da corrida, além de ter dado uma volta num dos barcos.
