A Michelin indica pressão do lado esquerdo como chave do sucesso em Sachsenring

Segunda-feira, 07 Julho 2008

Principal produtor de pneus em Sachsenring na primeira classe, a Michelin menciona os níveis de aderência do lado esquerdo do pneu traseiro como ponto a focar na sua visita à Alemanha.

Aeerial shot of the Sachsenring Circuit

Embora a pista do Le Mans possa ser geograficamente a casa do produtor de pneus Michelin, Sachsenring é sem dúvida uma das fortalezas da companhia francesa no calendário do MotoGP. O seu arqui-inimigo Bridgestone só terminou no pódio no circuito alemão (com Loris Capirossi em segundo lugar o ano passado) enquanto eles o conseguiram com Valentino Rossi e Dani Pedrosa nos últimos anos.

Com isto em mente, a Michelin tem uma ideia clara das exigências do circuito Sachsenring, apontando a aderência do lado esquerdo como factor crucial para o sucesso no circuito.

`Sachsenring não é particularmente abrasive mas é muito exigente no lado esquerdo da parte traseiro´, diz Jean-Philippe Weber, chefe de corrida de motociclos da Michelin. `A principal característica da pista é a sua assimetria, com o lado esquerdo dos pneus a sofrer grande pressão, é nisto que temos que trabalhar acima de tudo. O traçado é também muito acidentado, por isso o pneu da frente sofre muita pressão nas secções em declínio.

`Em Sachsenring o lado esquerdo dos pneus faz uso de compostos mais duros do que os que usámos em Assen e Donington, semelhantes aos que usámos no lado direito na Catalunha, outra pista exigente. Os frontais vão ser semelhantes aos da Catalunha – compostos médios mais para o duro.

Apesar de as temperaturas da pista terem no passado excedido os 50 graus Celsius, aquecer os pneus é sempre um aspecto importante no desempenho máximo da borracha. Weber espera que isto não seja problema para a Michelin este fim-de-semana, embora possam gastar um pouco mais dinheiro do que é hábito nos compostos, em consequência de um resultado bem sucedido de Colin Edwards em Assen.

`Aquecimento no lado direito é importante em Sachsenring porque não há muitas curvas para a direita. O nosso aquecimento de pneus é bom este ano e os nossos pneus também têm uma boa amplitude de manobra. Até em Assen usámos pneus bem duros para a corrida porque queríamos ser consistentes. Mas depois vimos que podíamos ter usado pneus um pouco mais suaves com alguns dos nossos pilotos porque a Tech3 usou compostos ligeiramente mais suaves e o Colin foi muito rápido. Agora temos que ter o desempenho em conta porque o Casey Stoner é muito rápido, o alvo é sermos capazes de competir com o Casey.

`Se se quer aderência, quer-se pneus suaves, se se quer consistência, quer-se pneus mais duros, por isso temos que encontrar um equilíbrio entre os dois. Naquilo que estamos realmente a trabalhar agora é em usar compostos mais duros que consigam correr muito depressa. É principalmente um desafio químico, mas o manuseamento da máquina é muito importante por isso a construção é também essencial.

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