Do MotoGP para a Moto2: Os experientes

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Sexta, 16 Abril 2010

Os pilotos que já correram no MotoGP estão entre os favoritos na corrida ao ceptro da nova categoria intermédia e têm no objectivo do regresso à categoria rainha um incentivo extra.

A classe de Moto2 teve um grande início no Qatar na semana passada e a acção da primeira corrida foi apenas um aperitivo daquilo que 2010 tem para oferecer. Com o mesmo motor Honda 600cc a 4 tempos e pneus Dunlop para todos os pilotos e com o chassis a ser a única coisa que as equipas podem escolher livremente, o nível de igualdade na Moto2 promete grande luta para se descobrir o Campeão do Mundo.

Os pilotos que já correram na categoria rainha estão, como é natural, entre os favoritos à coroa de Moto2 e a lista de nomes com experiência de MotoGP é composta por Alex de Angelis (RSM Team Scot), Toni Elías (Gresini Racing) Niccolò Canepa (RSM Team Scot), Yuki Takahashi (Tech3 Racing), Gabor Talmacsi (Fimmco Speed Up) Anthony West (MZ Racing Team) e Roberto Rolfo (Italtrans STR).

Contudo, a competitividade foi sublinha no Qatar com o triunfo de Shoya Tomizawa, o jovem piloto da Technomag-CIP, com Alex Debón e Jules Cluzel a juntarem-se a ele no pódio. Nenhum deles com experiência na categoria rainha e Elías e Rolfo foram os únicos antigos nomes de MotoGP nos cinco primeiros. O espanhol, que começou a corrida da pole position, deu o seu ponto de vista sobre como é que a experiência na categoria rainha pode desempenhar importante papel.

“Todos querem ganhar o primeiro Campeonato do Mundo de Moto2 e há muitos pilotos rápidos, pelo que vai ser difícil para todos,” disse Elías, que rodou de forma admirável para terminar em quarto no Qatar, apesar de lesões da pré-época. “A experiência de MotoGP é claramente positiva, mas algumas coisas são mais difíceis, como a trajectória da Moto2, que é mais semelhante à das 250cc.”

De Angelis acrescentou: “Creio que é difícil saber o que podia fazer no MotoGP, mas é claro que neste momento estou a gostar da Moto2 porque estou forte. Sinto-me bem com a equipa, pelo que de momento diria que fiz a escolha certa.”

Outro piloto com vasta experiência é o húngaro de 28 anos Talmacsi, que acredita que a categoria de Moto2 lhe oferece mais uma grande oportunidade de mostrar a sua capacidade naquela que é a sua 11ª temporada no Campeonato do Mundo.

“Já corri em todas as categorias,” disse. “Fui Campeão do Mundo de 125cc, fiz algumas corridas nas 250cc, depois passei para o MotoGP. Agora na Moto2 acredito em mim, posso mostrar o quão competitivo sou numa máquina a 4 tempos.”

Mas não são só os pilotos que estão a trazer experiência de MotoGP para a nova categoria, já que são muitos os técnicos que também passaram para a Moto2. Takahashi beneficia dos conhecimentos de Gary Reynders — o homem que trabalhou com Colin Edwards e James Toseland na categoria rainha — na Tech3.

“Foi um bom desafio vir para a Moto2 com a nossa nova moto que nós próprios construímos e com um piloto que já sabíamos que era rápido nas 250cc,” disse Reynders. “Aqui não há electrónica, mas o meu passado está nas suspensões e chassis, pelo que penso que isto vai ajudar muito a equipa e piloto a compreenderem o que é necessário para se ser rápido.”

Do outro lado da box da Tech3, o Director Desportivo de Jorge Lorenzo no ano passado, Daniele Romagnoli, está a ajudar Raffaele de Rosa.

“A maior diferença é a tecnologia que temos na Moto2, muito longe da que existe no MotoGP. É muito importante poupar dinheiro, reduzir custos. Estamos a usar material quase de produção, especialmente no que toca ao motor e electrónica, o que é a maior diferença,” disse Romagnoli.

O adolescente britânico Scott Redding, da Marc VDS Racing Team, é outro que beneficia opiniões experientes. Pete Benson, que ajudou Nicky Hayden a conquistar o título de Campeão do Mundo de MotoGP de 2006, é o chefe de equipa de Redding.

“Basicamente é quase um pouco mais fácil em alguns aspectos,” observou Benson. “Não há o mesmo nível de electrónica que no MotoGP, pelo que alguns problemas que tínhamos de resolver com electrónica agora temos de solucionar de outra forma. O regulamento de pneus é muito semelhante, o que torna as coisas excitantes, mas penso que se trata mais de um regresso ao básico. Isso torna as coisas interessantes.”

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