Spies: “Para mim não há pressão”

Spies Q&A 2011 M1 launch
Segunda, 21 Fevereiro 2011

O americano esteve presente numa sessão de Perguntas e Respostas no lançamento das novas cores da Factory Racing M1 de 2011 esta segunda-feira na Malásia.

Os preparativos de Ben Spies para a sua primeira época como piloto da Factory Yamaha Racing continuam nesta terça-feira com o início do segundo Teste de Sepang e nesta entrevista de vídeo com o motogp.com o americano fala da estrutura da sua nova equipa, dos planos para os três dias na Malásia e do trabalho em conjunto com o Campeão do Mundo Jorge Lorenzo.

”Este ano, a correr pela equipa de fábrica, há objectivos diferentes,” disse Spies neste vídeo filmado durante a apresentação da M1 de 2011 neste segunda-feira. “Temos de lutar com regularidade pelo pódio e, é claro, queremos vencer corridas, mas temos de estar perto da frente. Querermos terminar o Campeonato nos cinco primeiros e uma progressão natural face ao ano passado seria lutar pelo pódio em todas as corridas. É claro que também queremos vencer corridas.”

Pode ver a entrevista completa neste vídeo, além de ler abaixo a sessão de Perguntas e Respostas com o texano.

1. 2010 foi uma impressionante estreia para ti no MotoGP, conquistando o título de Melhor Estreante do Ano, como é que foi a tua primeira temporada completa no MotoGP?

“Foi boa, tive de aprender muito. Foi claramente o ano mais difícil e de maior aprendizagem que tive nas corridas, o que era de esperar no MotoGP. Fiquei a conhecer muitas pistas novas e adaptei-me à equipa, foi um grande ano de aprendizagem! Chegámos a um bom nível a meio da época e continuámos a trabalhar nisso, somando um segundo lugar, uma pole e alguns pódios. Garantir um lugar na equipa oficial fez com que fosse um grande ano.”

2. Como resultado de tudo isso és piloto oficial da Yamaha Factory esta época. Como é que se sentes por fazeres parte de uma equipa de topo do Campeonato? É uma experiência diferente?

“Muitas pessoas podem olhar e pensar que há muita pressão, mas para mim não há pressão. No ano passado tinha de provar algo, o que fiz. Agora estou na equipa de fábrica, sinto que trabalhei arduamente no ano passado para o conseguir e que o mereci. Agora tenho de continuar a dar 100%, tenho uma grande equipa atrás de mim e estou a rodar por um grande construtor. Devemos ter uma grande moto este ano e temos o Campeão do Mundo como companheiro de equipa, pelo que tenho o melhor do melhor. Este é o último passado, MotoGP numa moto de fábrica, a única que coisa que falta na carreira de um piloto nestas condições é ganhar uma corrida de MotoGP e o Campeonato e isso não é impossível.”

3. Este é o teu terceiro ano como piloto Yamaha, tendo em conta que se trata do 50º Aniversário da Yamaha no MotoGP, pode dizer-se que é uma experiência única fazer parte da família Yamaha?

“É claro, só fazer parte da família Yamaha já é muito, estou com eles há três anos e tem sido fantástico. Receberam-me muito bem no meu primeiro ano e estou orgulhoso por ter conquistado o primeiro título de SBK da marca. Este ano, passar para a equipa de fábrica no ano do 50º Aniversário é magnífico para mim; vamos ter várias coisas especiais ao longo da época e ser companheiro de equipa do Campeão do Mundo é muito bom.”

4. O que achas da YZR-M1 de 2011?

“É boa. Tivemos três dias de testes para a avaliar. Ainda temos de trabalhar em muitas coisas e testar muito material e esperamos ter mais coisas para o Qatar. Com a regra das 1000cc a entrar em vigor em 2012 não vamos ter nenhuma novidade arrasadora na moto, mas a Yamaha fez algumas melhorias para o que precisamos.”

5. Dever ser uma grande oportunidade de aprendizagem poderes partilhar a garagem com o Campeão do Mundo?

“É claro! O Jorge é o piloto mais rápido do mundo, ou ficamos um pouco intimidados, ou aprendemos com isso. Há coisas que faço, como a forma como abordo as minhas corridas e o meu estilo de pilotagem, de que gosto, mas há outras que tenho de aprender e que gostaria de o fazer com o Jorge, não apenas como ser mais rápido na moto. Ele tem velocidade pura, pelo que não há outro piloto que gostaria de ter como companheiro de equipa.”

6. Tiveste um ano produtivo em 2010, conhecendo novos circuitos do Campeonato, quais são os teus objectivos para este ano?

“Não se pode chegar e dizer que se vai lutar pelo Campeonato este ano, ainda é cedo e é apenas a minha segunda época. Em 2010 terminámos em sexto; quero sempre fazer melhor todos os anos, pelo que quero terminar nos cinco primeiros. De forma realista, o meu objectivo é lutar por vitórias e pódios. Normalmente numa corrida de MotoGP vê-se quem vai ganhar relativamente cedo e depois vê-se a luta pelo pódio; quero estar nessa luta todos os fins-de-semana e quero vencer algumas corridas. É claro que queremos vencer o título, é o que todos querem, mas na verdade a meta realista é lutar pelo pódio e pelos cinco primeiros em todas as corridas. Quando for possível vencer vamos fazer por isso e espero ter algumas oportunidades.”

7. Este ano vais ter caras novas e outras mais antigas na garagem, depois do teu teste de há duas semanas, como é que te sentes com a nova equipa?

“A sensação é mesmo boa, o último teste foi a primeira vez que trabalhei com todos os elementos da equipa, é o meu primeiro ano com o engenheiro de telemetria, que trabalhou com o Valentino, pelo que conhece bem a moto. Há alguns anos que estou com o meu Chefe de Equipa e mecânico chefe, pelo que os conheço bem. Trabalhei com alguns dos meus mecânicos no passado, seja nas SBK, no MotoGP como wildcard, ou no AMA. O Director de Equipa Massimo Meregalli foi meu director desportivo nas Superbikes e ajudou-me a vencer o meu primeiro título mundial.”

8. Quais são os teus planos para o este teste aqui em Sepang?

“Durante o último teste trabalhámos alguns elementos chave, desta vez vamos trabalhar na afinação, tentar encontrar aquele tempo rápido e fazer mais algumas simulações de corrida para vermos como é que a moto se porta ao cabo de algumas voltas. Vamos mexer na electrónica um pouco e ver o que podemos fazer. O último teste foi para avaliar e escolher as peças a usar este ano, agora temos um pacote base e temos de o afinar para sermos mais rápidos!”

9. Tens alguma mensagem para os fãs da Yamaha?

“Penso que a Yamaha é uma grande equipa, estamos num grande ano com o aniversário, pelo que vai ser espectacular. Muitas pessoas vão querer ver as corridas e estar envolvidas.”

10. Tiveste a oportunidade de ver o azul oficial da Yamaha na moto de 2011, o que pensas?

“Penso que é muito bom, adoro as cores oficiais e creio que está com um ar muito profissional. Destaca-se muito, é único e clássico. Sou um grande fã da decoração!”

11. Quais são as tuas previsões para o Jorge para esta época?

“Creio que é o homem a bater, sem dúvidas. É um tipo de pessoa que tem só uma coisa em mente quando coloca o capacete. É maduro na pista e todos vemos isso. Tem a velocidade e aprendeu a tirar o melhor partido dela. Quando tem de aumentar o ritmo é capaz de o fazer, pelo que creio que é o homem a bater; se alguém quiser vencer o título terá de passar por ele.”

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