Bradley Smith fala de 2012 e não só

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Sexta, 9 Março 2012

O motogp.com esteve com Bradley Smith após os dois difíceis testes de pré-época da Tech 3 Team para discutir os desafios que tem pela frente este ano e olhar também para o futuro e para o MotoGP™.

A estreia de Bradley Smith na Moto2™ no ano passado viu-o somar três pódios, terminar em sétimo no Campeonato e assinar um contrato de três anos com a Tech 3 que o vai levar para o MotoGP™ a partir de 2013. As expectativas são elevadas para o britânico este ano, mas até ao momento os testes de pré-época revelaram que ainda há muito trabalho a fazer por parte da formação antes da primeira corrida do ano no Qatar.

Depois dos difíceis três dias em Jerez acabaste por voltar às afinações de Novembro. Conseguiste algo de positivo no teste?
“Foram muitas voltas sem conseguir nada, mas encontrámos uma boa direcção. Estamos sempre a aprender e não creio que estejamos muito longe. Assim que todos colocarem o mesmo motor penso que ficará mais renhido, mas preferia estar na situação [dos nossos rivais] do que na minha porque ainda temos muito trabalho a fazer. Nunca gostei de tornar as coisas fáceis para mim!”

Terminaste esse teste com uma base para o próximo?
“A loucura toda é que modificámos a moto outra vez, pelo que vamos com mais uma nova moto para o próximo teste. Desde o final do ano passado não testámos com a mesma moto duas vezes. Já melhorámos meio segundo – mas também todos os outros – pelo que temos de encontrar esse outro meio segundo. Mas é por este motivo que estou numa equipa como a Tech 3. Queria uma moto que possa fazer a diferença e desenvolvê-la. Esperamos estar competitivos no Qatar e nas primeiras quatro ou cinco corridas.”

A nova moto do próximo teste será definitiva, ou haverá mais mudanças antes do Qatar?
“Uma das grandes coisas em relação a esta equipa é o facto de podermos fazer qualquer alteração, em qualquer altura e em qualquer lugar. Não podemos fazer uma moto totalmente nova antes do Qatar, mas podemos claramente fazer mais alterações. Vou para Jerez com duas motos, a que decidir usar será a moto definitiva para o Qatar. Se não for suficientemente boa terei de fazer a diferença – mas estou certo que será boa o bastante.”

Quão confiante estás com a moto da Tech 3 em comparação com as Kalex e as Suter?
“Para ser franco, a moto estava muito pior no ano passado e fui competitivo; assim, considerando as melhorias que fizemos e também olhando para os tempos do Xavier [Simeon, companheiro de equipa na Tech 3], estamos claramente mais perto. Nunca fui uma pessoa capaz de grandes tempos na qualificação. Consegui sempre fazer os mesmo tipos de tempos que fiz na qualificação, pelo que o meu forte são as corridas, algo onde penso que os outros lutam. Em Aragón vim de 18º depois da primeira volta para terminar em sexto na corrida, pelo que sabemos que temos um bom ritmo de corrida, mas não se pode esperar vencer vindo de 18º. Temos de estar entre os seis primeiros e lutar desde a primeira volta. É nisso que vamos trabalhar assim que tivermos uma moto de que gostamos. Significa que vou ter de fechar os olhos e esperar o melhor na qualificação para me colocar nas primeiras linhas da grelha!”

Pensas que tu e a moto são capazes de pódios e vitórias consistentes?
“Vencer uma corrida é um bónus para nós neste momento; estamos a ser realistas sobre o ponto de que partimos. Estamos em melhor que forma que no ano passado, mas ainda resta saber se conseguiremos vencer. Penso que o tempo o dirá quando chegarmos ao Qatar e terminarmos as 20 voltas e virmos a que distância estamos. Temos mais três dias de testes, outras 150 voltas para tornar esta moto na certa, depois chegaremos ao Qatar na melhor forma possível e tentaremos obter o melhor resultado possível e o trabalho começará a partir daí.”

Então, não estás a pensar no título?
“Sendo honesto, não posso pensar no título a partir da primeira jornada. O importante nas três primeiras corridas será somar pontos. A Moto2 é uma daquelas classes em que na tarde de sábado parece que não temos oportunidade e depois chegamos à manhã de domingo e, por algum motivo, as coisas mudam e damos alguns passos e o nosso ritmo de corrida está um pouco melhor, alguns caiem e damos por nós no pódio. É assim que este campeonato funciona. Por isso estamos apenas a tentar fazer o nosso melhor e é isso que podemos pedir da equipa e de mim próprio.”

Teres um contrato assinado para 2013 [no MotoGP] vai mudar a forma como vais rodar este ano já que sabes que não vais ter a distracção a meio da época de tentar resolver o próximo ano?
“Tenho um plano em curso para os próximos três anos desde Setembro do ano passado, por isso posso dizer que há conforto em ter um contrato de longo prazo. Estou a 100% nesta equipa. Quero mesmo fazer este projecto de Moto2 funcionar, é uma grande paixão para todos os elementos da equipa. A minha atenção será esta para as 17 corridas até cruzar a meta em Valência e depois poderei olhar para o MotoGP. Até lá, é bom ter a segurança de saber que a moto vai lá estar e ir para as corridas fora da Europa e não ter de entrar noutras garagens à procura de um lugar para o próximo ano. Estará tudo assinado e resolvido e penso que será uma das minhas forças.”

Ter um contrato para o MotoGP coloca-te mais pressão este ano?
“Sim, há alguma pressão. Gostarias de ganhar o campeonato para dizer ‘sou o campeão, mereci estar nessa moto’, mas deve haver algum motivo por me terem escolhido para o MotoGP. Não nos é dada a oportunidade de um contrato sem o merecermos, por isso o que quer que tenha feito no ano passado e no anterior deu-me essa oportunidade. Só tenho de continuar a aprender, melhorar e garantir que estou pronto para o MotoGP, ao invés de ter de provar a alguém que mereço o lugar.”

Vais estar de olho no que o Crutchlow e o Dovizioso fizerem este ano?
“O lado bom da Tech 3 é que o MotoGP e a Moto2 é uma grande equipa. Estive na oficina no outro dia e falei com o pessoal técnico do Cal e também com o Guy [Coulon, chefe de equipa de Dovizioso]. Estão todos optimistas em relação à M1, pensão que reduziram mesmo a diferença para a Honda. Ver os resultados que o Cal e o Andrea conseguiram no teste da Malásia foi muito promissor. Vou continuar de olhos neles, estou sempre a fazer perguntas ao Cal. Vou tentar aprender o máximo possível antes de começar.”

És amigo do Cal – é para ti estranho saberes que o teu contrato com a Tech 3 o coloca sob mais pressão este ano?
“Não é uma situação ideal e é claro que não foi fácil para mim, mas tenho de olhar pelos meus melhores interesses e ir com o que a equipa quer. Não vou recusar a oportunidade de assinar por três anos por ser amigo de alguém. O Cal vai estar neste campeonato no próximo ano também. Ele teve um grande época de estreia e acredito que vai ter um segundo ano ainda melhor.”

O que se está a passar com o projecto CRT da Tech 3 e que moto esperas rodar em 2013?
“Ao que sei, estão todos à espera do projecto CRT para ver quais serão as regras finais. É claro que a paixão do Guy de desenvolver e construir moto é grande, mas neste momento esse projecto foi colocado em espera até termos mais informações. Parece que no próximo ano haverá dois pilotos numa M1 e que a CRT será uma espécie de projecto de backup, talvez para 2014 porque estes projectos requerem 12 meses de avanço. Assim, ao que sei, haverá motos CRT, mas enquanto a Tech 3 conseguir correr com a Yamaha M1 é com ela que vão correr.”

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