Transcrição da Conferência de Imprensa de Carmelo Ezpeleta

Carmelo Ezpeleta Press Conference Transcript
Quinta, 11 Outubro 2012

Antecedendo a conferência de imprensa dos pilotos esta quinta-feira no Twin Ring Motegi, o Director Executivo da Dorna Sports, Carmelo Ezpeleta, falou com a imprensa para explicar o recente anúncio da entrada do Campeonato do Mundo de Superbike para a gestão da Dorna.

"O motivo desta conferência de imprensa é, como todos sabem, o facto da Bridgepoint, empresa mãe da Infront Sports and Media e da Dorna, ter anunciado na semana passado as decisões sobre a Dorna e a Infront Motorsport, que é a empresa que gere o Campeonato do Mundo de Superbikes.

"Há um ano, um pouco mais de um ano, a Bridgepoint, que é a maior accionista da Dorna Sports, adquiriu a Infront Sports and Media – donos da Infront Motorsport, que é a companhia que gere o Mundial de Superbikes. Desde a aquisição da Infront Sports and Media pela Bridgepoint, tivemos várias reuniões com a Infront Motorsports para tentarmos adaptar as regras dos dois campeonatos. Este era o principal objectivo da Bridgepoint, tentar pensar nos dois campeonatos em conjunto, o que pode ter muitos benefícios e também muitas sinergias.

"Tivemos várias reuniões durante o ano passado, primeiro em Madrid, depois em Roma, em Paris e finalmente em Donington, para tentarmos acomodar as regras. E isto foi impossível. Por isso, a decisão final da Bridgepoint foi manter os dois campeonatos, dois campeonatos separados como duas companhias separadas, mas sob a direcção da Dorna Sports.

"É claro que para o próximo ano vamos continuar como estamos e tanto o MotoGP, como o WSBK vão continuar da mesma forma, com o mesmo sistema de organização e com os mesmos regulamentos técnicos. E a partir de agora, em conjunto com a FIM, construtores, circuitos e equipas, vamos tentar acomodar estes difíceis tempos da economia para estabelecermos dois campeonatos capazes de continuarem a crescer juntos. Também haverá uma colaboração com a Infront Sports and Media no que toca a outros aspectos dos dois campeonatos."

É verdade que a propriedade do campeonato de Superbikes foi colocado directamente sob a Dorna?
R. Sim, é correcto.

Porque é que até agora ainda não recebemos o novo regulamento das Superbikes que o Sr. Flammini anunciou no domingo? Vão surgir alterações, ou é apenas uma questão de tempo?
R. Para 2013 os regulamentos serão os mesmo que foram aprovados entre a FIM e a Infront Motorsports. Para 2014 vamos, é claro, trabalhar em conjunto com construtores e os diferentes corpos [directivos] envolvidos para alterarmos os regulamentos. Pensamos que um campeonato derivado de motos de produção que usa 39 motores durante uma época, e no MotoGP estamos a usar seis – para ser franco, não me parece muito correcto e temos de definir os dois campeonatos com o seu próprio espírito. Um tem por base motos de produção e o outro é para protótipos. Isto é algo que vamos fazer com a FIM primeiro e depois com os construtores que estão envolvidos em ambos os campeonatos.

Espera convencer a BMW, Kawasaki, Aprilia e Suzuki a estarem no MotoGP™ em 2014?
R. Não, não estou a tentar convencer ninguém. A obrigação do organizador do campeonato, em conjunto com a FIM é estabelecer os regulamentos técnicos para fazer o campeonato. Mas é claro que os regulamentos, na minha opinião, em ambos os campeonatos são tão caros que temos de tratar disso. Há muito tempo que trabalhamos com a MSMA aqui, no campeonato de MotoGP, mas isto é um pouco contraditório se estivermos a tentar reduzir custos e reduzir a prestação e a usar seis motores, e a MSMA está mesmo a propor cinco motores para o próximo ano, e depois as Superbikes, que teoricamente tem por base motos de produção, estiver a usar 39 [motores].

Quem é que vai dirigir o Campeonato do Mundo de Superbikes?
R. Em princípio ainda estamos a galar com as pessoas para sabermos exactamente quem o vai dirigir, mas vai ser disputado sob a alçada da Dorna. No topo dos dois campeonatos estará a Dorna.

Em termos de electrónica, sabemos o que estão à procura no MotoGP™, mas qual é o futuro da electrónica no WSBK?
R. Ainda é muito cedo para falar de electrónica, ou de que quer que seja. Em 2013 será exactamente como proposto pelas diferentes partes envolvidas, não haverá alterações para 2013.

Pensa que agora será mais fácil para a Dorna chegar a acordo com as fábricas para os regulamentos no futuro?
R. Não necessariamente. Todas das decisões foram tomadas no MotoGP com todas as partes envolvidas e vamos continuar a agir assim. É importante estabelecer algo que seja razoável e possível do ponto de vista económico. A situação económica é difícil e não sabemos durante quanto tempo será assim. Estou convencido que todos vão compreender isso.

Isso significa que farão duas reuniões diferentes com as fábricas para os dois campeonatos?
R. As discussões técnicas serão em separado porque os construtores não são os mesmo em ambos os campeonatos.

No que toca ao calendário, há quatro ou cinco datas que são iguais para o MotoGP™ e para as Superbikes; vão fazer algumas alterações para 2013?
R. Para 2013 os calendários serão os apresentados. São ambos provisórios, pelo que as coisas podem ser alteradas, mas é claro que é fácil haver alguns conflitos.

Para 2014 a ideia é introduzir uma ECU padrão para todos, vai continuar a ser a mesma, ou vão aceitar algumas ideias dos construtores durante o próximo ano?
R. Aceitamos sempre ideias de qualquer pessoa. Não somos ‘a favor’ de ECU’s, ou de limitações de regime, ou do que seja; somos a favor de reduzir custos e aumentar o espectáculo. Este é o principal objectivo de ambos os campeonatos – reduzir custos e aumentar o espectáculo.

Teve alguma reunião com algum membro da MSMA após o anúncio?
R. Entre o anúncio e o dia de hoje, não. Estivemos em viagem. Vamos falar com todos e falamos em cada Grande Prémio com todas as partes envolvidas. Vamos falar em separado com eles e em conjunto se assim o quiserem. Os grandes prémios normalmente são palco de reuniões sobre tudo, não há uma reunião especial agendada, mas é claro que vamos falar com todos sobre o assunto.

É mais fácil agora falar com a Honda a partir desta posição?
R. É sempre fácil falar com a Honda. Não temos problemas para falar com a Honda, Yamaha e Ducati, que são os três construtores envolvidos no Campeonato do Mundo de MotoGP™ e vamos continuar a falar com eles. Estamos contentes por termos a possibilidade de falar com os construtores sobre as formas de gerir o campeonato.

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