Danny Webb: "O meu companheiro de equipa é o principal rival"

Quinta, 15 Março 2012

O motogp.com falou com o britânico Danny Webb antes do terceiro e último teste de Moto3 em Jerez para ficar a saber quais os desenvolvimentos efectuados na máquina da Mahindra Moto3.

Um veterano das 125cc, Danny Webb passa para a nova categoria de Moto3 com a Mahindra Racing Team depois da formação indiana se ter estreado no Campeonato do Mundo no ano passado. Falámos com o jovem piloto para sabermos quais as expectativas que tem para esta época conta as fortes KTM e Honda.

Como te sentes depois dos dois testes?
“Sinto-me bem. Temos algumas coisas para resolver, mas a equipa testou na segunda-feira com o Riccardo [Moretti – piloto de testes da Mahindra] e disseram que melhoraram a moto. Ainda estamos numa fase inicial do desenvolvimento, enquanto a KTM e Honda já desenvolvem as suas motos há algum tempo, por isso penso que as coisas estão a correr bem para nós. Não demorei a habituar-me à 4-tempos, só temos de melhorar um pouco a aceleração e a travagem de motor. Penso que se melhorarmos estas últimas coisas devemos estar lá.”

Como é pilotar uma 4-tempos?
“É muito divertido. De momento estou a escorregar um pouco à entrada nas curvas, o que é divertido, mas não nos está a trazer os tempos por volta. Penso que é a aí que KTM e Honda nos estão a ganhar tempo, por isso quando resolvermos esse ponto podemos estar lá.”

Em que áreas pensas que a Mahindra ainda está atrás da KTM e da Honda?
“Creio que é mais na entrada e saída das curvas. A meio das curvas rápidas estamos bem e podemos ficar atrás do Viñales e dos outros da frente. É nas curvas lentas, onde temos de travar forte e reduzir de caixa e usar alguma potência em regime mais baixo para sairmos das curvas.”

O que esperas deste ano?
“Espero estar nos dez primeiros no início e depois puxar para chegar aos cinco primeiros. Tenho mesmo muita confiança na moto e quando resolvermos estas coisas estou certo que poderemos andar na frente. Não quero ficar muito confiante e depois ter as coisas a correr mal, só quero dar um passo de cada vez.”

Até que ponto tiveste de mudar o teu estilo de pilotagem para a máquina de Moto3?
“Um bom bocado! Mas senti que foi fácil mudar o meu estilo de pilotagem porque penso que o motor a 4-tempos é-me mais favorável que o 2-tempos. Quando está a escorregar na curva gosto de ser mais agressivo com a moto e esta permite que o seja.”

Quão envolvidos estás tu e o teu companheiro de equipa Marcel Schrotter com o desenvolvimento da moto?
“O Marcel e eu trabalhamos em grande proximidade, pelo que juntamos as nossas opiniões e explicamo-las à equipa e depois eles olham para os dados para saberem do que estamos a falar. Penso que é bom o Marcel e eu trabalharmos em tão grande proximidade porque a Mahindra tem os dois pilotos a dizerem o mesmo.”

Tu e o Marcel são pilotos similares? Dás o mesmo tipo de respostas?
“Sim, tirando a afinação do chassis, onde usamos acertos diferentes por termos estilos de pilotagem diferentes. Tirando isso, somos muito semelhantes e parece que temos o mesmo tipo de sensações com o motor. Somos bons amigos também e não nos importantes de partilhar os dados e de nos ajudarmos mutuamente.”

Quem são, para ti, os favoritos para este ano e quais os teu principais rivais?
“Creio que o Viñales vai estar bem e o Cortese também. A maior parte dos pilotos da KTM vão estar na frente porque têm uma moto muito boa. Penso que o Marcel e eu podemos rodar com eles. Ambos sabemos que temos o mais ou menos o mesmo nível e velocidade o que faz com o Marcel seja provavelmente o meu principal rival. É meu companheiro de equipa e sei que ele é um bom piloto, por isso espero conseguir batê-lo.”

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