Louis Rossi comenta brilhante primeira vitória em casa

Terça, 22 Maio 2012

Sob condições climatéricas muito complicadas no Monster Energy Grand Prix de France, em Le Mans, o piloto local Louis Rossi assinou a primeira vitória de Moto3™ em casa para gáudio do público.

Tendo dado sinais promissores durante toda a época desde que se juntou à Racing Team Germany no início de 2012, o jovem gaulês fez história no domingo não apenas ao assinar a sua primeira vitória, mas também ao registar o primeiro triunfo francês no circuito Bugatti desde 2008, quando Mike Di Meglio ganhou nas 125cc.





Rossi, cujo anterior melhor resultado tinha sido um nono lugar, fez uma impressionante primeira volta na qual disparou de 15º para sexto em condições de piso muito molhado. Ele passou depois a rodar com o grupo da frente, que foi ficando mais pequeno de forma gradual com as quedas de Luis Salom (RW Racing GP), Héctor Faubel (Bankia Aspar), Jakub Kornfeil (Redox-Ongetta-Centro Seta), Miguel Oliveira (Estrella Galicia 0,0) e Maverick Viñales (Blusens Avintia). A oito voltas do final o francês ocupava a primeira posição com uma margem de 20 segundos. Grande maturidade e controlo nas últimas voltas levaram o piloto da casa ao triunfo, o que o fez subir ao sétimo posto da classificação do Campeonato.

A corrida começou em condições muito complicadas, com muita água na pista. Como lidaste com isso e qual foi a tua estratégia?





"Fiz uma boa partida. Não demorei a encontrar o ritmo e consegui passar muitos pilotos. Assim que cheguei ao grupo da frente tive dificuldades em manter-me com eles porque há sempre muitas quedas à chuva e não queria bater em ninguém e ir ao chão. Foi importante para mim ficar um pouco atrás e ver o que se estava a passar porque sabia que tinha o ritmo. Depois os primeiros pilotos caíram. Na chuva há sempre alguns pilotos a tentarem rodar rápido e que eventualmente acabam por cometer erros."





"Quando só tinha o Oliveira e o Viñales à minha frente fiquei com eles. Não pensei que cometessem um erro, mas o Viñales acabou por cair logo depois do Oliveira e dei por mim sozinho na frente, com boa vantagem para o segundo. Reduzi um pouco o ritmo para não cometer erros. Não estava habituado a manter o ritmo na frente, que era de segundo e meio, ou dois segundos mais rápido que os demais. Depois terminar a corrida a tentar ser o mais certinho possível e muito concentrado.”





O que passou pela tua cabeça quando o Viñales caíu mesmo à tua frente e viste que estavas na liderança?





"Houve um momento em que estive tão excitado como uma criança. Durou cerca de um segundo, porque sabia que cairia se rodasse daquela forma, pelo que me voltei a concentrar de imediato. Havia uma recta após a queda do Viñales, o que me permitiu reflectir e dizer a mim próprio que não podia cometer erros nas curvas seguintes."





Não foi apenas a tua primeira vitória, mas também o teu primeiro pódio em França, na tua casa...





"Foi um cenário de sonho. O meu primeiro pódio ser também a minha primeira vitória foi fantástico. Agora, da próxima vez que puxar forte, terei um pouco menos de pressão porque não estarei a pensar quando conquistarei o meu primeiro triunfo. Na noite passada revimos a corrida com amigos e alguns dos meus parceiros e foi mesmo divertido. É nestas alturas que vemos os progressos que fizemos."





No início da época não sabias que terias a oportunidade de lutar pelo pódio em várias corridas. A vitória na tua quarta prova muda de alguma forma a maneira como vais agora abordar o campeonato?





"Não muda nada. Sei que foi em condições extraordinárias e que será difícil fazer isto de forma regular. Não tenho o nível do Viñales ou do Cortese (Sandro, líder da Moto3 da Red Bull KTM Ajo). É preciso trabalho. Não muda os nossos objectivos e a nossa forma de trabalhar. Contudo, dei um passo em frente na minha carreira porque agora posso olhar para o Laurent Fellon e para o Johann Zarco (vice-Campeão do Mundo de 125cc, que fez grande início de época na Moto2™) em termos do que quero atingir."





"Vou treinar com eles esta semana. Vou aprender a usar o meu travão traseiro, que normalmente não uso, e tentar progredir tecnicamente, trabalhar na minha posição de pilotagem, gestão de corrida, consistência, concentração e muitas outras coisas. É muito importante para mim porque faço a gestão de muitas coisas na minha vida (Louis é o seu próprio manager). Agora tenho de reservar mais tempo para me concentrar apenas na minha pilotagem."

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