Análise da Bridgestone a Phillip Island

Quarta, 31 Outubro 2012

A análise da Bridgestone com Shinji Aoki – Director do Departamento de Desenvolvimento de Pneus de Competição da Bridgestone

 

As condições climatéricas durante o fim-de-semana foram frescas, com vento e chuva intermitente a contribuir também para que o estado da pista representasse um desafio para os pilotos na sexta-feira e no sábado. As temperaturas da pista na corrida rondaram os 30ºC, o que tornou o slick de composto macio uma escolha popular. Os 20 pilotos optaram pelo slick frontal de composto macio, enquanto todos excepto um escolheram o traseiro de composto médio, que era a opção mais macia disponível.
           
Perguntas e Respostas com Shinji Aoki – Director do Departamento de Desenvolvimento de Pneus de Competição da Bridgestone
 
As condições durante a maior parte do fim-de-semana foram mais frias que o habitual, que efeito teve isto na prestação e escolha dos pneus para a corrida?
 
“A prestação ao longo do fim-de-semana foi boa, com os pilotos a relatarem boa performance de aquecimento e aderência do pneu, mas as temperaturas limitaram os pilotos aos compostos frontal e traseiro mais macios. Muitos pilotos avaliaram o composto mais duro nos treinos, qualificação e warm up, mas como as temperaturas da pista ainda estavam frias para a corrida nenhum piloto optou pelo frontal duro e apenas um elegeu o slick traseiro mais duro.
 
“Analisando as reacções após a corrida, parece que se as condições fossem mais quentes então teria havido mais pilotos a optarem pelos slicks mais duros, em particular na frente porque o composto médio do pneu frontal oferecia maior estabilidade em curva, particularmente nas zonas mais irregulares.”
 
Houve algum problema de desgaste de pneus com o composto macio a ser usado num circuito tão rápido como este?
 
“Não foi registado desgaste excessivo após a corrida já que ambas as opções do slick traseiro assimétrico oferecidas tinham borracha muito mais dura na lateral esquerda, que é precisamente a que sofre mais cargas. Além disso, o circuito de Phillip Island tem um desenho fluído e produz temperaturas de pista muito elevadas ao longo das curvas 11 e 12; de forma geral não há muitas zonas de aceleração forte, o que cria grande níveis de desgaste.
 
“Alguns pilotos verificaram a formação de grânulos nos seus pneus ao longo do fim-de-semana, mas foi a um nível que não causava problemas de maior na prestação do pneu. De forma geral, nesta situação aconselharíamos as equipas a trocarem para o composto mais duro para se evitar o problema, mas com as temperaturas mais frias a tornarem isto mais difícil, os nossos engenheiros tiveram de aconselhar as equipas de outra forma para gerirem a situação.”
 
O circuito de Phillip Island tem uma velocidade média muito elevada e gera temperaturas extremas no pneu traseiro. A geração das 1000cc do MotoGP provou ainda maior stress nos pneus no fim-de-semana passado?
 
“Apesar da potência extra das máquinas de 2012 do MotoGP, os tempos por volta foram muito similares aos do ano passado e as temperaturas dos pneus não foram muito diferentes das registadas nos últimos anos. A Bridgestone voltou a fornecer uma construção especial dos slicks traseiros resistente ao calor para Phillip Island este ano e em conjunto com uma construção menos rígida da especificação de 2012 o resultado foi uma boa prestação de aquecimento e aderência lateral, evitando ao mesmo tempo o sobre-aquecimento do pneu traseiro – em particular no último sector da pista.”
 
 
Compostos slick oferecidos pela: 
Frontal: Macio, Médio
Traseiro: Médio, Duro (Assimétrico)
 
Compostos de chuva oferecidos pela Bridgestone: Macio (Principal), Duro (Alternativo)
 
Comunicado de imprensa Bridgestone.
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