Stoner nomeado 20ª Lenda do MotoGP™

Domingo, 11 Novembro 2012

O duas vezes Campeão do Mundo de MotoGP™ Casey Stoner foi nomeado Lenda do MotoGP™ no domingo em Valência depois de ter terminado a sua última corrida na categoria rainha antes de colocar ponto final na carreira.

 

O australiano tornou-se na 20ª Lenda do MotoGP™, juntando-se a um clube exclusivo que tem como membros Giacomo Agostini, Mick Doohan, Geoff Duke, Wayne Gardner, Mike Hailwood, Daijiro Kato, Eddie Lawson, Anton Mang, Angel Nieto, Wayne Rainey, Phil Read, Jim Redman, Kenny Roberts, Jarno Saarinen, Kevin Schwantz, Barry Sheene, Freddie Spencer, John Surtees e Carlo Ubbiali.
 
Stoner terminou a carreira no Grande Prémio Generali da Comunidade Valenciana com o terceiro posto após emocionante prova disputada em condições mistas. O final da carreira surgiu cinco meses e meio depois de ter anunciando a decisão de deixar a competição no final desta época.
 
Muito se esperava de Stoner quando, com 15 anos, se estreou no Campeonato do Mundo como wild card em Donington Park, nas 125cc em 2001. Tendo passado pelo mesmo sistema de academia que também produziu o que viria a ser o seu companheiro de equipa Dani Pedrosa na Honda, Stoner tirou total partido da corajosa decisão da família de vir para a Europa para desenvolver mais a sua carreira.
 
A carreira a tempo inteiro nos Grandes Prémios começou nas 250cc sob a tutela de Lucio Cecchinello em 2002, mas depois desceu às 125cc na época seguinte, onde o talento de Stoner começou a surgir com quatro pódio e a primeira vitória na última jornada do ano. Em 2004 ele lutou pelo ceptro, conquistando a primeira vitória da KTM em Grandes Prémios e terminando a época em quinto.
 
O regresso às quarto de litro com a equipa de Cecchinello em 2005 proporcionou emocionante batalha pelo ceptro com Pedrosa, com Stoner a conquistar cinco vitórias com a Aprilia e no ano seguinte ele e a LCR estrearam-se na categoria rainha do MotoGP aos comandos de uma Honda, com o australiano a mostrar laivos de brilhantismo – entre eles uma pole position na sua segunda corrida no Qatar e um segundo posto na Turquia – e, ao mesmo tempo, a apresentar desapontantes quedas, tudo parte da curva de aprendizagem. Mas ele mostrou o bastante para receber uma oferta da Ducati para rodar pela formação de fábrica na época seguinte, uma campanha fantástica.
 
A primeira vitória no MotoGP surgiu na primeira corrida de 2007, no Qatar, uma surpresa como o próprio e a equipa confessaram. Mas assim que apresentou triunfos na Turquia e China a corrida pelo título tornou-se um objectivo mais realista. A sua impressionante prestação na Catalunha, onde luta taco a taco com o penta-Campeão do Mundo Valentino Rossi, ficará para a história como uma das melhores corridas de todo tempo. Seguiu-se depois o domínio a meio da época com três vitórias consecutivas desde a pole em Laguna Seca, Brno e Misano. Stoner conquistou o ceptro a quatro jornadas do final e terminou o ano de 2007 com dez vitórias, 14 pódios e cinco poles.
 
A defesa do título em 2008 viu Stoner lutar intensamente com Rossi com a dupla a degladiar-se em várias ocasiões, como foi o caso do duelo de Laguna Seca de ainda hoje se fala como uma das mais emocionantes batalhas dos últimos tempos. O australiano acabou por terminar a época como vice-Campeão atrás do rival italiano, isto apesar de seis vitórias e nove poles numa forte segunda campanha aos comandos da Desmosedici.
 
O ano de 2009 não foi fácil para Stoner, com a fadiga provocada pela descoberta de intolerância à lactose a meio da época a levar à ausência de três corridas depois de ter visto a sua condição física na moto ser afectada. Ainda assim, terminou a temporada em quarto da geral. O ano de 2010 foi bem mais fácil, somando três vitórias – todas no último terço da época – numa Desmosedici muito difícil de domar. Por essa altura Stoner tinha já anunciado que iria correr pela Repsol Honda Team em 2011.
 
A mudança revelou-se um grande sucesso com o Campeão do Mundo de 2007 a mostrar o mesmo tipo de domínio que lhe valeu o primeiro ceptro. A pole position e vitória na primeira corrida no Qatar foi sinal do que estava para vir e quando Stoner venceu a corrida de Phillip Island para conquistar o título a duas provas do final, tinha já nove triunfos em seu nome. Juntou-se a isso uma incrível consistência que lhe permitiu terminar sempre no pódio excepto numa corrida – a segunda jornada em Jerez onde caiu sem culpa. Ao vencer pela quinta vez consecutiva em casa, na Austrália, Stoner não só conquistou o segundo título Mundial, mas a 32ª vitória da carreira no MotoGP depois de ter partido da pole – a 11ª pole da época, o que se revelou novo recorde de maior número de partidas da primeira posição da grelha numa época na era do MotoGP a 4-tempos.
 
Stoner foi para para 2012 como claro favorito depois do domínio de 2011, contudo as primeiras corridas revelaram que Jorge Lorenzo seria um rival muito mais forte que no ano anterior. A juntar a isto, os rumores da sua retirada começaram a ser ouvidos a partir da segunda corrida do ano, em Jerez, com o australiano a acabar por confirmar tudo em Le Mans. O seu ano foi depois cruelmente interrompido com feia lesão contraída numa queda em Indianápolis da qual resultou a fractura do tornozelo direito e danos sérios nos ligamentos, o que o obrigou a ficar de fora em três corridas. Ele voltou à acção no Japão, mas só na sua última corrida em casa, em Phillip Island, é que voltou a mostrar todo o seu valor ao assinar uma das mais dominadoras prestações do ano. Ele despediu-se na última corrida do ano em Valência com um pódio, garantindo o terceiro posto no Campeonato com cinco vitórias, dez pódios, cinco pole positions e dez partidas da primeira linha.
 
Stoner retirou-se aos 27 anos depois de conquistar dois Campeonatos do Mundo de MotoGP™, 45 vitórias em Grandes Prémios, 89 pódios e 43 pole positions.
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