Redding: "Um título seria muito bom este ano"

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Terça, 6 Março 2012

O motogp.com falou com Scott Redding antes do último Teste, em Jerez, discutindo os desenvolvimentos da paragem de Inverno que levaram a renovadas expectativas no que toca à luta pelo título em 2012.

O ano de 2011 foi desapontante para o jovem Redding, que não somou um único pódio na Moto2 apesar de fortes prestações nos testes de Inverno. Este ano o piloto da Marc VDS voltou ao topo nos dois primeiros Testes Oficiais de Moto2 depois da mudança do chassis Suter para um Kalex, o que se traduziu em resultados imediatos.

Tiveste um teste bem sucedido em Jerez, em que é que te focaste?
“Tirando uma queda, foi bom, mas o contratempo não foi nada de especial. Todo o resto correu bem; resolvemos algumas coisas e o que ficou por testar foram algumas coisas pequenas, nada de mais. Trabalhámos principalmente nas sensações da moto e um pouco mais nas curvas. Cheguei a um ponto em que estou a inclinar muito a moto e a obter boas sensações.”

Quão diferente é o chassis Kalex do Suter?
“O Suter era bom na parte frontal, mas estamos a começar a fazer melhorias nessa matéria [no Kalex]. A frente está a trabalhar mesmo bem e temos boas sensações nessa matéria, é previsível, o que ajuda. Estamos apenas a tentar fazer com que as sensações sejam mais parecidas com o da Suter na frente. Creio que tem potencial para ser melhor que o Suter, trata-se apenas de encontrar a direcção certa em termos de afinação. De forma geral, as sensações são espectaculares, isto posto de uma forma a preto e branco. É tão bom que quero estar sempre a rodar, o que é fantástico para a minha confiança.”

Quanto da mudança se deve à moto e quanto se deve a ti?
“A moto está a ajudar-me. Estou a trabalhar arduamente na moto e ela está a trabalhar comigo. A moto e eu juntos somos uma boa combinação. Conseguir resultados é ainda melhor para mim porque ganho mais confiança com a moto, faz com queira ir para a pista rodar mais e sinto-me muito confortável na moto, o que me permite fazer muitas voltas.”

Que outras mudanças houve? Pareces mais confiante este ano.
“Apenas tenho desfrutado a vida um pouco mais, antes era tudo treinar, treinar, treinar; agora não deixo de treinar nem de me dedicar ao meu desporto, mas tenho coisas como a [Scott Redding Young Riders] Academy, o que é muito bom. Coisas como essas estão a ajudar-me a encarar a vida de forma diferente, em vez de treinar todos os dias e ficar dorido todos os dias. Com a nova moto é muito mais fácil rodar, pelo que posso relaxar um pouco mais, tenho mais motivação; faz-me uma pessoa mais feliz e todos sabem que um piloto feliz, é um piloto rápido.”

Como é que mudaste o teu treino?
“Reduzi um pouco o meu treino, não estou a fazê-lo sempre de forma dura. Estou a correr mais, nada mais, a fazer caminhadas de três horas, coisas desse género. Deixei-me um pouco de fazer o trabalho duro, ainda o faço para manter o corpo em boa forma, mas não estou a fazer três horas de ciclismo por dia seguidas de ginásio e depois de outra coisa qualquer. Sinto-me melhor assim e não me sinto exausto todos os dias quando acordo. Com a nova moto não preciso de tanta força porque não parece ser tão pesada nas mudanças de direcção. Por isso posso dar-me ao luxo de reduzir um pouco o peso, o que é o objectivo.”

Crês que é justo dizer que no ano passado tiveste problemas de confiança?
“Não foi bem a minha confiança; era mais a moto não trabalhar para mim no ano passado. Sei que tenho o que é preciso para o fazer, por isso quando monto uma moto que sei que funciona posso tranquilizar-me porque vai funcionar quando chegar o momento.”

Quais são as tuas expectativas para esta época?
“Creio que podemos chegar aos cinco, ou três primeiros, é essa a meta. Será bom no último teste quando tivermos todos o mesmo motor e quando tivermos a oportunidade de ver em tempo real o que acontece porque de momento não sabemos o que os outros estão a fazer; alguns pilotos podem estar a esconder a prestação. Mas creio que poderemos estar nos cinco, ou três primeiros em todas as corridas deste ano.”

Quem serão os teus principais rivais e quem são os favoritos ao título este ano?
“O Lüthi parece estar muito rápido e consistente; de momento para mim é ele. Não vi o Marc Marquéz rodar este ano, pelo que não sei o que dizer sobre ele e o Andrea Iannone parece estar a lutar um pouco, mas ele depois está sempre bem no dia da corrida. Penso que o Bradley Smith está a tentar compreender melhor o novo chassis, mas ele vai lá estar este ano. Por agora não se pode prever muito mais.”

O teu companheiro de equipa Mika Kallio também esteve forte no final do ano passado e nos testes de Inverno. Até que ponto vai ser um dos teus rivais este ano?
“Penso que o Mika também está a esconder algum trunfo na manga. Ele fez uma simulação de corrida no teste e os tempos foram bons. É complicado dizer porque algumas pessoas estão a fazer testes de uma volta, outros a fazerem longas tiradas e voltas rápidas. Depois do próximo teste veremos os tempos para saber o que as pessoas estão a fazer.”

O que pensas que é necessário para vencer o título contra tantos pilotos competitivos?
“Temos claramente de ser competitivos, terminar todas as corridas. É preciso rodar entre os três, ou cinco primeiros em todas as corridas por causa da competitividade da classe, que é muito forte. Mas estamos a preparar-nos para isso. Vamos estar entre o grupo de pilotos que vai fazer a classe muito competitiva e dificultar a vida aos outros pilotos, mas nada surge de forma fácil e já estamos à espera disso. Trata-se de ser consistente em todas as corridas e não fazer disparates.”

Os teus bons resultados nos testes surgiram depois de fortes palavras do Michael Bartholemy [director desportivo] após um desapontante 2011. Agora as pessoas estão a voltar a falar de ti como candidato ao título. Sentes mais pressão este ano?
“Não diria que há mais pressão. Todos parecem mais relaxados porque os resultados estão a surgir de forma muito mais fácil e sabem-no porque estou mais contente. Estou a gostar, a equipa está a gostar e quando o espírito é bom as coisas começam a acontecer. Quando as coisas não funcionam ninguém anda contente e no fim de contas tem de ser culpa de alguém, por isso temos de encarar as coisas e fazer o melhor possível com o que se tem.”

Pensas no MotoGP no futuro?
“Só quero tentar chegar aos três primeiros, ou ao título este ano; seria bom para mim porque nos últimos anos tive muitos altos e baixos. Seria positivo conquistar o título ou terminar em segundo. Temos apenas de ver como corre o ano e ver o que acontece em 2013.”

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