Toni Elías: "As dificuldades tornaram-me mais forte"

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Sexta, 3 Fevereiro 2012

Neste entrevista com o motogp.com o piloto espanhol revela a intenção de tentar converter-se no primeiro bi-campeão de Moto2™ e de regressar à categoria rainha no futuro.

Recém chegado da montanha – esteve em Andorra nos seus habituais treinos de inverno – Toni Elías regressa à arena. O piloto espanhol vai estar em Valência na próxima semana para iniciar a pré-época com a participação num teste de três dias. Após a campanha sem brilho do ano passado, o primeiro Campeão do Mundo de Moto2 regressa à categoria intermédia com o objetivo declarado de lutar por novo ceptro, defende o seu estatuto de piloto – "não é por ter um mau ano que deixo de ser um piloto de MotoGP™ de nível" – e avisa: "Espero que ainda haja Toni por muito tempo."

Acabas de regressar de uns dias de treino em Andorra. Voltas em forma para os desafios da nova temporada?

"Sim, no inverno gosto de praticar desportos de montanha, encontro-me fisicamente bem e com muita vontade de começar o trabalho e a pré-época e, de momento, estou muito contente."

Como encaras a campanha de 2012 e o teu regresso à Moto2 com a Aspar?

"Depois de ter ganho o Mundial em 2010 o objetivo é tentar repetir o feito. Mas estou consciente que o nível é elevado, que há pilotos muito competitivos durante todo o ano que vão tornar as coisas complicadas e que vai ser duro, mas neste momento, e na parte que nos toca, estamos concentrados para fazermos uma boa temporada, trabalhar correctamente e tentat chegar à primeira corrida muito competitivos."

Aspiras desde já a converteres-te no primeiro bi-campeão de Moto2...

"Adoraria; vou trabalhar duro porque é um sonho e uma motivação que tenho. Também tenho outra, estivemos perto de ganhar o Campeonato de 2003 com esta equipa, não o conseguimos e seria bonito fazê-lo agora. Há que trabalhar arduamente com a equipa, lutar a cada dia e no final do ano veremos se podemos dizer que conseguimos coisas boas."

Como vês a grelha de 2012 e o nível dos rivais que vais encontrar no teu regresso à categoria?

"Há pilotos que não conheço e outros cujo nível conheço muito bem... E não vou descurar nenhum! Pelo que já se viu, o mais regular do ano passado foi o Marc (Márquez), que atingiu um grande nível e vai dificultar as coisas; não sei como está agora em termos físicos, espero que tenha recuperado a 100%. Mas não se trata apenas do Marc, há muitos outros pilotos que conheço bem, como o De Angelis, que este ano terá uma boa moto, o Iannone, com quem lutei muito no passado, haverá muitas Kalex com rivais como o Espargaró, Rabat, Redding e Kallio, e pilotos que são muito rápidos, como o Luthi, Takahashi, ou o Julián Simón, que este ano mudaram de equipa. E também podem surgir más surpresas. Surgiu o nome do Gino Rea, que se pode revelar forte com a Gresini. Como digo, não vou descurar nada."

E na tua garagem o Campeão de 125cc de 2011, o Nico Terol…

"Sim, sempre me dei bem com o Nico. No ano passado ele mereceu o título e vai seguramente ser muito competitivo na Moto2, se bem que talvez precise de um pouco de tempo e experiência."

Quando levaste a cabo a época de 2010 uma das tuas principais motivações era conquistar o título de Moto2 como passaporte para o regresso à categoria rainha. A tua meta volta a ser a mesma e 2012?

"Sim, a meta é essa. O objetivo é sempre voltar ao MotoGP, espero sair-me bem e conseguir. Não é por ter tido um ano tão mau que deixo de ser um piloto de MotoGP de nível. Mas aprendi muito, as dificuldades tornaram-me mais forte, diria que mais forte e com mais experiência, e espero colocar tudo isto em prática e voltar lá (ao MotoGP) no futuro."

Que balanço fazes da última época? Tens a sensação que foste injustiçado em alguns momentos? "Absolutamente, creio que não tive o que merecia, mas foi assim e agora não quero criar polémicas, nem falar mal de ninguém. Gosto de olhar para as coisas de forma positiva e o positivo de 2011 foi o facto de todas as situações difíceis em que me encontrei, tanto dentro, como fora da pista, me fizeram mais forte e me deram mais experiência. Agora tenho que aplicar tudo isso e continuar a lutar. Não é por ter tido um mau ano que está tudo terminado. Espero que ainda haja Toni por muito tempo."

Que impressões iniciais tiveste da estrutura da Aspar com a Suter? Crês que pode ser a moto de referência na categoria este ano?

"É uma incógnita. Esperamos, em conjunto com a Suter, fazer um grande trabalho, que quando surgirem problemas os solucionemos com a equipa e a fábrica. Atualmente a Suter ganhou os dois Campeonatos de Construtores, mas nenhum de pilotos e o objetivo é esse, ver a Suter conquistar o ceptro de pilotos. Será importante planear as coisas, ter uma estratégia, e a partir daí atingir os objetivos."

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