Travões dão que falar a Crutchlow e Smith

Brakes the talking point for Crutchlow and Smith
Segunda, 28 Outubro 2013

A Monster Yamaha Tech3 terminou o Grande Prémio do Japão nas sétima e oitava posições, com Cal Crutchlow à frente de Bradley Smith. Após a corrida o britânico falou dos travões e de possíveis soluções para o futuro.

A qualificação foi complicada, com Smith em 13º da grelha em Motegi e Crutchlow apenas duas posições à frente. Na corrida de domingo o estreante fez uma partida canhão e rodou à frente do mais experiente colega de equipa, que mais tarde o ultrapassou. Depois, os dois foram superados por Valentino Rossi (Yamaha Factory Racing) que, como Crutchlow, teve dificuldades com os travões e cometeu mesmo dois erros no início do Grande Prémio.
 
“Ao longo das primeiras voltas queimámos os nossos discos de travão,” explicou Crutchlow numa entrevista de vídeo. “Tivemos um problema com os travões; sobre-aqueceu e isso fez com que apenas metade do disco estivesse a travar, pelo que tive de ficar atrás do Bradley durante várias voltas para os travões arrefecerem; eu estava um pouco perigoso nas zonas de travagem – não queria provocar um grande acidente, pelo que tive de acalmar um pouco.”
 
“Também escolhemos o pneu traseiro errado. O Bradley e o Jorge (Lorenzo, Yamaha Factory Racing) fizeram a escolha certa com o macio. O Vale e eu não; usámos o duro, que é muito mais favorável à Honda. Precisávamos de aderência lateral e nunca a tivemos. Assim, com meio disco de travão e sem bom pneu, foi complicado. Uns apostaram de uma forma, outros doutra e dói isso, mas o Jorge está de parabéns pela fantástica corrida que fez.”
 
Apesar das frustrações, Crutchlow – que vai passar para a Ducati Team para pelo menos duas época de competição – ficou contente com o resultado final.
 
“Agora tenho o quinto posto garantido no campeonato,” continuou. “Não posso chegar mais longe, nem ficar pior, mas estou contente com isso. Significa que somos a melhor equipa satélite e o melhor piloto do ano e que a Tech3 está a fazer um bom trabalho. Vou dar outra vez o máximo em Valência.”
 
No caso de Smith, a corrida de Motegi foi uma das melhores da sua época de estreia.
 
“Estava um pouco preocupado por partir de 13º, receava ter estragado a corrida antes mesmo de a começar, mas estive bem na partida e agressivo na Curva 1; tive alguma sorte porque ninguém alargou a linha e consegui ir por fora e colocar-me em boa posição desde o início – no mínimo, foi bom! Infelizmente, com o desenrolar da corrida comecei a ter dificuldades de aderência em algumas áreas; ainda alguma falta de experiência minha, talvez uma pilotagem um pouco agressiva demais tendo em conta a posição em que estava e o facto do Cal estar mesmo à minha frente. No geral, depois de três corridas muito difíceis, terminar com o resultado com que terminámos é um sucesso.”
 
No que toca ao travões, Smith também partilhou o que pensa: “Sabia que os travões iam ser complicados e algo a que tinha de estar atento. Gostei mesmo dos discos maiores de 340mm que a Brembo disponibilizou este fim-de-semana. Não tive problemas durante a corrida e talvez tenha gostado mais deles que dos de 320mm, pelo que acredito que temos de olhar para esta solução para o próximo ano; do ponto de vista da segurança, acredito que é mais seguro rodar com os 340, pelo que temos de falar um pouco mais com os organizadores.”

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