Hiroshi Yamaha, da Bridgestone, fala da época de 2013 do MotoGP™

Quinta, 10 Janeiro 2013

Com o primeiro teste de pré-época de 2013 do MotoGP™ a menos de um mês de distância, Hiroshi Yamaha, Director do Departamento de Competição da Bridgestone, explica o trabalho de desenvolvimento levado a cabo pelo fabricante nipónico de pneus com vista ao 15º ano enquanto Fornecedor Oficial de Pneus do principal campeonato do mundo de motociclismo de velocidade.

 

Yamada-san, na época passada a Bridgestone teve um grande desafio para produzir pneus que respondessem às exigências da novas máquinas de 1000cc do MotoGP, apresentando, ao mesmo tempo, melhorias nos níveis de segurança dos pilotos. Está satisfeito com os resultados das especificações de pneus de 2012?
 
“Claro que sim. O nosso objectivo era oferecer uma família de pneus mais seguros, mais fáceis para os pilotos compreenderem e com uma prestação capaz de responder às exigências da nova geração de motos de 1000cc do MotoGP. Tendo por base dados empíricos e respostas dos pilotos conseguimos atingir esse objectivo, pelo que sim, estou muito satisfeito.
 
“A velocidade máxima, aceleração e nível geral da prestação das máquinas de MotoGP melhorou no ano passado devido à potência extra das motos de 1000cc e a juntar a isso, o peso mínimo foi também aumentado, o que em conjunto criou condições ainda mais duras para os pneus. Apesar destes desafios e da rápida mudança de foco no que toca ao desenvolvimento, para tornarmos os pneus mais seguros, a prestação das nossas borrachas de 2012 foi excelente, com nove novos recordes de melhores voltas a serem estabelecidos e com muitas corridas a apresentarem um tempo final geral mais rápido.
 
“Além disso, a introdução das CRT fez com que, pela primeira vez desde que nos tornámos fornecedores únicos do MotoGP, tivéssemos que desenvolver um pneu que se adaptasse a máquinas com entregas de potência e prestações muito diferentes. Este desafio foi particularmente importante para nós porque tornou o nosso desenvolvimento de pneus para o MotoGP ainda mais relevante para a nosso programa de desenvolvimento de pneus de estrada; nunca antes tinha sido assim. A época passada foi valiosa para aprendermos a desenvolver um pneu que pode apresentar segurança e prestação em alargado leque de condições de funcionamento.”
 
Que caminho de desenvolvimento escolheu a Bridgestone para a especificação de pneus de MotoGP para 2013?
 
“Vamos continuar com a mesma especificação base em 2013. A construção da especificação de pneus de 2012 recebeu boas críticas por parte dos pilotos e faz sentido para os pilotos, equipas e construtores usar a mesma construção nesta temporada.
 
“Contudo, levámos a cabo algum desenvolvimento do composto para este ano e também vamos usar os nossos actuais compostos de borracha de formas diferentes. Talvez a maior alteração para este ano seja o facto de termos utilizado no nosso composto extra macio para criarmos um conjunto de slicks traseiros macios específico para as CRT, dando-lhes uma distribuição de pneus posteriores mais favoráveis para as corridas. Também continuámos o desenvolvimento de um composto duro que vai aproximar esta opção da borracha de composto médio e tornar o slick traseiro duro uma opção mais desejável entre as máquinas de fábrica.”
 
Então, como no ano passado, a Bridgestone vai oferecer a mesma especificação de pneus para todas as motos da grelha, mas para esta temporada haverá uma diferença nas opções de compostos disponíveis para as CRT e motos de fábrica?
 
“Sim, a construção de todos os pneus para a época de 2013 vão ser as mesmas, apenas os compostos disponíveis para cada especificação de moto serão diferentes. Para este ano teremos até três opções de slicks traseiros disponíveis para cada corrida, com as CRT a poderem escolher uma opção traseira macia e uma média, enquanto as motos de fábrica vão escolher entre compostos médio e duro.
 
“Acreditamos que não há necessidade de desenvolver uma construção de pneus para as CRT porque as respostas que temos tido dos pilotos nestas motos dizem-nos que as sensações e comportamento dos pneus é excelente. Contudo, tivemos alguns pilotos CRT que pediram uma opção de pneu traseiro mais macio, pelo que vamos usar os nossos compostos mais macios para apresentar opções de slicks traseiros que se adaptem a estas motos de menor potência.
 
“Esta decisão também é corroborada pelos dados do ano passado, que mostraram que os pilotos CRT não escolheram a opção mais dura dos slicks traseiros para as corridas com muita frequência; por isso, e após discussão com a Dorna e a FIM ficou claro que a solução mais lógica era apresentar escolhas de pneus diferentes para as motos de fábrica e para as CRT.”
 
Há mais algumas alterações ao fornecimento de pneus de MotoGP em 2013?
 
“Da perspectiva do desenvolvimento não haverá mais alterações, contudo, haverá uma revisão na distribuição de slicks frontais e traseiros aos pilotos para que tenham mais flexibilidade na escolha dos seus pneus para o fim-de-semana de corridas.
 
“Em resposta a este aumento nas sessões de treinos e qualificação nesta época, cada piloto terá um slick traseiro extra na sua distribuição, elevando o total para 11 slicks traseiros por piloto. Há também uma pequena alteração na distribuição de slciks frontais, com a opção extra macia que estava antes disponível, mas que nunca foi usada, a ficar de fora, o que permite aos pilotos escolherem um maior número de pneus frontais das opções macia normal e dura para cada corrida.
 
“Esta revisão da distribuição do pneu frontal está a ser implementada na sequência das respostas dos pilotos no ano passado – eles estão muito contentes com a nossa actual geração de slicks frontais, mas querem poder escolher maior número de pneus da especificação que deverão usar na corrida.”
 
De um ponto de vista pessoal, o que espera da próxima época?
 
“Há muito por que esperar esta época! Temos pilotos com talento a virem para o MotoGP e muitas estrelas estabelecidas a mudarem de equipas. O Jorge vai estar muito determinado na defesa do título, mas o Dani mostrou, no ano passado, que vai ser difícil de ser batido, enquanto o Valentino regressa à equipa com que venceu quatro campeonatos do mundo. A Ducati também apresenta uma equipa muito forte, com quatro excelentes pilotos, pelo que antevejo algumas grandes corridas este ano.
 
“É claro que os fãs vão ver com interesse qual o desenvolvimento das equipas CRT naquela que será a segunda época da classe. No ano passado tivemos motos, equipas e pilotos e novos a juntarem-se pela primeira vez, pelo que com um ano de experiência estas equipas devem começar a mostrar o seu verdadeiro potencial. Também a nova sessão de treinos e novo formato de qualificação devém trazer ainda mais competitividade entre os pilotos ao longo das sessões, pelo que penso que os adeptos do MotoGP vão ter uma temporada muito excitante.”
 
Comunicado de imprensa Bridgestone.
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