Maria Herrera: "Vou para o MotorLand para me divertir"

Maria Herrera about her debut in moto3 world championship
Quinta, 26 Setembro 2013

O nome ‘Maria Herrera’ originou vários cabeçalhos a 26 de Maio. Desconhecido para a maioria dos fãs, ela surpreendeu muitos ao vencer a corrida de Moto3 do CEV no MotorLand Aragón – tornando-se na primeira mulher da história a garantir tal feito. Este fim-de-semana ela estreia-se no Campeonato do Mundo.

 

Na categoria pela segunda época, Herrera não começou o ano como favorita ao título, somando apenas um ponto no ano de estreia. Contudo, ela surpreendeu todos com a consistência no MotorLand mas, acima de tudo, com a tremenda velocidade em curva, começando assim a construir invejável reputação.
 
“O MotorLand é um circuito como qualquer outro, mas adapta-se ao meu estilo. Sou uma piloto que gosta muito de curvas rápidas; tenho muita confiança nelas e este circuito é longo e adapta-se muito bem ao meu estilo. Tive bom ritmo nos testes e a corrida também me tratou bem. Desde que venci acho que posso estar na frente e lutar para apresentar bons tempos, trabalhar ainda mais e crescer como piloto para o futuro.”
 
O mundo do motociclismo nunca foi desconhecido para Maria Herrera. Em Talavera de la Reina a sua infância esteve muito ligada a pneus e combustível de competição. O pai António era piloto e, na verdade, continua a sê-lo, competindo na Kawasaki Z Cup, o que faz com que pai e filha partilhem a mesma paixão. Mais, nos primeiros contactos com o motociclismo acabou mesmo por contar com os conselhos de Álvaro Bautista, o conterrâneo do MotoGP™.
 
“Conheço o Álvaro desde que nasci; é um amigo e um piloto do Campeonato do Mundo, deu-me muitos conselhos e ajudou-me muito. Tenho motos em casa desde sempre. O meu pai sempre correu, pelo que acabei por começar a andar de moto muito cedo e depressa descobri que gostava. Ele nunca me disse para correr – eu corria e ele nunca me pressionou – e isso fez-me crescer e gostar ainda mais do que estava a fazer com a moto.”
 
O progresso de Maria na presente época de Moto3 do CEV parece imparável. No passado fim-de-semana ela voltou a dar que falar graças a convincente vitória em Navarra – um triunfo que reforçou o de Aragão no início da época.
 
Este fim-de-semana a carreira de Maria dá mais um passo com a estreia no Campeonato do Mundo de Moto3 como wildcard. Mas ninguém tem ilusões: tudo se resume a aprender, melhorar corrida a corrida e recolher o máximo de experiência possível. Aconteça o que acontecer, vai ser um fim-de-semana memorável para Maria Herrera.
 
“É o Campeonato do Mundo. É claro que estou um pouco nervosa, mas quero levar as coisas na calma, aprender com os outros e ganhar experiência. Não há pressão, pelo que posso desfrutar e aprender o que puder com os pilotos mais rápidos se tiver essa possibilidade. Eles são muito rápidos e já fizeram 12 corridas este ano, são muitos quilómetros e têm bom ritmo. Vou apenas aparecer e fazer as coisas na calma. Quero igualar os tempos que já fiz, ou ser mais rápida, se possível. Seria muito bom melhorar o meu tempo por volta aqui.”
 
Com Maria e Ana Carrasco a competirem na Moto3 neste fim-de-semana, esta é a primeira vez desde 1994 que a grelha da categoria mais baixa conta com duas mulheres.
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