Reacções mistas ao dia molhado de Jerez

Sábado, 23 Março 2013

O primeiro dos três dias do último Teste de Pré-época do MotoGP™ foi marcado por muita chuva esporádica, o que levou a alguma frustração em Jerez. Enquanto alguns tiraram partido das condições climatéricas diferentes, outros mostraram-se ansiosos por tempo seco.

 

A chuva fez com que os tempos por volta apresentam-se grandes diferenças ao longo da tabela, sendo que a maior parte do pelotão passou boa parte do dia nas boxes antes de rodar com cautela.
 
“Este foi o primeiro dia molhado da pré-época, pelo que foi importante testarmo-nos nestas condições difíceis,” disse Jorge Lorenzo, da Yamaha Factory Racing, ao motogp.com. “O problema é que é difícil manter a consistência e poupar os pneus quando começa a secar. Creio que têm todos o mesmo problema.”
 
“Bem, eu vinha para Espanha para estar na praia e me divertir com uma cocktail... é claro que isso não vai acontecer!” brincou Colin Edwards depois de ter terminado o dia em 20º com a máquina da NGM Mobile Forward Racing. “Por mais que não o queira dizer, hoje foi um bom dia porque tivemos a oportunidade de procurar uma afinação de molhado e compreender o mapeamento electrónico. Quaisquer que sejam os problemas que se tem no seco que pensamos que podemos ultrapassar, são multiplicados por um milhão no molhado.”
 
A Repsol Honda Team terminou o dia com as segunda e terceira posições, com Dani Pedrosa à frente de Marc Márquez, que se estreou em Jerez com uma máquina de MotoGP.
 
“Hoje tivemos chuva á séria, pelo que foi bom termos boas sensações com a moto,” explicou Pedrosa. “Fizemos apenas algumas alterações com a afinação para nos acostumarmos antes dos Grandes Prémios. Mas estou desejoso pelo regresso do seco!”
 
Para todo o pelotão o grande problema foi o facto da Bridgestone agora só fornecer quatro conjuntos de pneus de chuva. Isto pode não ser complicado em tempo totalmente molhado, mas com uma pista a seca, como foi o caso hoje, a ameaça dos pneus sobre-aquecerem é significativa.
 
“Estamos muito limitados em termos de pneus de molhado e esperamos mais chuva amanhã, pelo que o plano é usar dois conjuntos amanhã e ter mais tempo de pista – se possível entre 40 a 50 voltas, o que ajudaria à minha adaptação,” acrescentou Bradley Smith, que se vai estrear no MotoGP com a Monster Yamaha Tech 3. “É uma situação azarada, mas é o que temos; talvez signifique que vá para a primeira corrida menos preparado do que gostaria e isso quer dizer que vou ter de me concentrar ainda mais no Qatar.”
 
Na 21ª posição, o estreante australiano Bryan Staring admite que precisa de muito tempo a rodar no seco, mas não ficou desanimado por ter andado no molhado.
 
“Na verdade, muito bom!” disse o piloto da GO&FUN Honda Gresini sobre o dia de hoje. “Diverti-me e foi bom conhecer a nova moto no molhado. Nem acredito na aderência, não consigo! Disseram-me que é um bom traçado em termos de aderência, com o novo piso, mas é a primeira vez aqui e estou contente. Foi bom ter este tempo de pista molhada, mas preciso mesmo de tempo no seco; estou certo que todos dizem isso, mas sinto que preciso mesmo, por isso veremos.”
 
As previsões climatéricas continuam instáveis, mas deverá voltar a chover antes do final do teste.

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