Mugello: Que diferença faz um ano

Preview Mugello: MotoGP
Segunda, 27 Maio 2013

Com quatro corridas já disputadas na época de 2013 do MotoGP™, Dani Pedrosa lidera o Campeonato do Mundo com seis pontos de margem sobre o companheiro de equipa e estreante Marc Márquez, com o Campeão do Mundo Jorge Lorenzo a 17 da frente. No ano passado por esta altura o piloto da Yamaha Factory Racing liderava a classificação com oito pontos de margem. Como as coisas mudam com o tempo.

 

As coisas nunca se mantêm na mesma durante muito tempo nos desportos motorizados. É verdade que as quatro primeiras corridas do ano não foram exactamente as mesmas que em 2012 (a pista portuguesa do Estoril foi substituída pelo Circuito das Américas, no Texas), mas não há dúvidas quanto ao forte arranque de campanha por parte da Repsol Honda Team.
 
Em 2012 Lorenzo venceu dois dos primeiros quatro Grandes Prémios, o primeiro e o quarto. Enquanto isso, o então Campeão Casey Stoner vencia as segunda e terceira rondas, deixando Pedrosa com um segundo posto, dois terceiros e um quarto. Desta feita, o catalão assinou a quarta posição na abertura da época, terminando depois em segundo no Texas e conquistando a vitória nas duas últimas jornadas.
 
Márquez parecia estar imbatível. O actual Campeão do Mundo de Moto2™ ainda não terminou fora do pódio, no que está a ser o melhor início de época de estreia de todos os tempos. No ano passado foi quinto em Mugello, mas já tinha ganho a corrida da categoria intermédia no ano anterior.
 
A corrida italiana deverá ser uma em que a Yamaha se deverá mostrar mais forte. Lorenzo ruma ao traçado da Toscana com apenas 73% dos pontos conquistados no ano passado, enquanto Pedorsa melhorou por 22% em comparação com 2012. Tendo em conta que o piloto da Repsol Honda Team assinou os triunfos em seis das últimas oito corridas do ano passado e que perdeu uma sétima vitória apenas por culpa sua, são vários os elementos do paddock que dizem que a Honda deverá estar tão forte, se não mesmo mais forte, nas mesmas pistas este ano.
 
A posição de Lorenzo tanto pode jogar a seu favor, como contra. Tendo por base a forma apresentada até ao momento o bi-Campeão do Mundo é o piloto mais rápido da Yamaha e está a competir contra duas Hondas. Isto funcionou contra ele em Jerez , lutando contra Márquez e acabando mesmo por perder para Márquez enquanto Pedrosa se destacou para conquistar a primeira vitória do ano. Por outro lado, no final do ano a Honda pode vir a lamentar o facto dos seus pilotos terem andado a tirar pontos um ao outro, enquanto Lorenzo pode ser assistido por Valentino Rossi, caso o italiano acabe por se atrasar.
 
Pelos motivos expostos, é muito importante que Rossi comece a melhorar o andamento para se manter a par de Lorenzo e atacar a dupla da Honda em conjunto com o espanhol. Que melhor lugar para o fazer que em casa, em Itália? Ele ainda não venceu, nem subiu ao pódio em Mugello desde 2008, e a fractura da perna no acidente de há dois anos também não ajudou. Mas também não se pode esquecer Cal Crutchlow, da Monster Yamaha Tech 3, que, apesar de fractura na perna, rodou para o melhor resultado da carreira ao terminar em segundo em Le Mans.
 
O Grande Prémio de Itália TIM do ano passado foi a nona prova da época, enquanto este ano é a quinta. Contudo, pode ter a certeza que tal facto não vai desencorajar Jorge Lorenzo de lutar pela vitória no regresso do MotoGP™ a Mugello. A acção tem início na pista com os treinos livres de sexta-feira.
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