Brilhante quinto lugar para Oliveira no Circuito das Américas

Terça, 23 Abril 2013

Depois da difícil qualificação de ontem, em que terminou em 18º, Miguel Oliveira sabia que tinha uma corrida complicada pela frente e apontou um resultado nos pontos como o objectivo para este domingo, além de começar já a olhar para as próximas provas. Contudo, o jovem da Mahindra Racing fez uma brilhante prova para terminar não só nos pontos, mas para fechar a lista dos cinco primeiros.

O português já tinha mostrado significativas melhorias de ritmo durante o warm-up da manhã e durante a corrida desta tarde deu tudo de si para apresentar uma prestação de luxo. Oliveira ganhou nove posições até à 12ª volta, altura em que a prova foi interrompida com bandeira vermelha devido à aparatosa queda do holandês Jasper Iwema, mas o dia não estava ainda terminado.

Sem que os pilotos tenham atingido o mínimo de dois terços da distância, a Direcção de Corrida ditou novo procedimento de partida para um sprint de cinco voltas. Desta feita em nono da grelha, o jovem de Almada manteve a calma e arrancou bem para os derradeiros 27,5 km competitivos onde tudo estava em jogo.

Mantendo o mesmo nível de prestação e ritmo apresentado na primeira parte da corrida, em que o seu andamento só foi superado pelos três primeiros, Miguel Oliveira deu continuidade à recuperação e acabou mesmo por melhor o resultado que tinha conseguido na ronda de abertura da época, há 15 dias no Qatar, para terminar num brilhante quinto posto, o que faz dele o melhor piloto não KTM, tanto na corrida, como na tabela de pontos, onde também ocupa o quinto posto.

“Estou bastante satisfeito com o resultado da corrida. Depois de dois dias de trabalho conseguimos encontrar uma solução mais ou menos equilibrada do chassis,” começou Miguel Oliveira. “Também conseguimos fazer boa partida; as primeiras voltas foram complicadas porque tinha de aquecer bem o pneu dianteiro. Mas acabou por ser uma boa corrida.”

“Na primeira estava a apanhar o quinto classificado, a rodar cada vez mais rápido e o pneu estava a ficar cada vez melhor. Na segunda corrida, com apenas cinco voltas, tinha de ser agressivo, sair bem e arriscar tudo nas travagens – que era onde conseguia ganhar mais tempo. Na última volta sabia que conseguia chegar à quinta posição e acabámos por recuperar 13 lugares numa pista e numa corrida muito complicada para a nossa moto. Foi um resultado muito positivo, mas agora já estamos a pensar em Jerez, uma pista onde temos uma base muito boa.”

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