Conversas de Pós-Época: Scott Redding

Segunda, 2 Dezembro 2013

Scott Redding esteve perto, mas ao mesmo tempo longe da glória da Moto2™ em 2013, liderando a classificação durante boa parte da época antes de azarada queda na Austrália. O inglês falou com o motogp.com durante o último Motorcycle Live 2013 no NEC, em Birmingham.

Scott, quais foram os melhores e piores momentos de 2013?
O bom momento foi Silverstone… teve de ser o melhor fim-de-semana de sempre. Penso que a pior parte foi a combinação de Phillip Island e Japão, com a Austrália a ser, é claro, o início daquela sequência de azar quando parti o pulso.
 
Antes da época muitos apontaram o Pol Espargaró como o favorito. Como avaliaste as tuas possibilidades de chegar ao título quando voaste para o Qatar?
Pensava que ia estar mais ou menos onde estava porque porque era a minha meta para este ano. O Pol aumentou a parada quando começou a adaptar-se às coisas; ele foi consistentemente rápido. O Campeonato acabou por terminar ao contrário do que foi no início; como sabemos, ele terminou no topo no final.
 
Silverstone foi um fim-de-semana particularmente brilhante para ti – ficaste surpreso pelo apoio e reacções de emoção que recebeste do público?
Foi mesmo uma surpresa porque estive sempre bem lá e é claro que estava a ter uma boa época. Por essas razões, senti que os fãs esperavam de mim uma vitória e usei isso como confiança, e não como pressão. Mas para vencer com as cores da “Union Jack” e com o capacete lobo foi fantástico.
 
Infelizmente, não podemos falar de 2013 sem referir Phillip Island. De que te lembras do acidente e quão depressa viste que estavas com problemas?
Recordo-me de perder o controlo e de voar pela frente da moto, esperando que tudo ficasse bem. Depois senti o meu pulso torcer e partir. Nunca tinha partido um osso antes e sabia que não era bom… Disse a mim próprio: ‘Está tudo bem, não está partido, não está partido….’ Mexia os dedos e isso, depois tirei a luva e vi que tinha a mão pendurada – tornou-se óbvio que era mau.
 
O Espargaró venceu na Austrália – mas estavas lesionado – ele foi algo criticado pelas celebrações. Sentes que ele mereceu essas críticas?
A meu ver, ninguém merece ser criticado daquela forma, mas é difícil falar porque nas corridas tudo pode acontecer. Muitas pessoas disseram que ele só ganhou porque eu não estava a correr, como se até ao meu acidente ele não tivesse sido consistente e rápido naquele fim-de-semana.
 
No final, eu não corri, ele ganhou e pode festejar como quer. Em comparação comigo ele festeja sempre demais, mas é assim que ele; somos todos diferentes! Algumas pessoas talvez tenham considerado que festejou em demasia, como se já tivesse ganho o título.
 
Olhando para o próximo ano, o teste de Valência foi o teu primeiro com a Honda cliente RCV1000R e com a GO&FUN Honda Gresini. Primeiras impressões?
Muito boas. Todas as pessoas são fantásticas e estava muito motivado. O único ponto negativo foi o meu pulso, que me estava a travar, mas queria fazer o maior número de voltas possível; agora tenho apenas de pensar na Malásia e voltar a estar em forma.
 
Deste-te bem com o teu novo colega de equipa Álvaro Bautista?
Ele parece ser um bom tipo, mas ainda não falámos muito. Mais uma vez, não estou lá para fazer amigos. Estou lá pela minha carreira e para fazer o melhor possível.
 
Qual é o objectivo do Scott Redding para 2014?
Ser o melhor piloto Honda RCV1000R em todas as corridas. Não será fácil, principalmente quando se tem pilotos como o Nicky Hayden à volta, mas vou claramente lutar por isso.
 
Tens muitos planos para as férias que tens pela frente?
Só tive um mês de paragem e que não queria, devido às lesões, pelo que não quero estar muito mais tempo parado! Tenho tentado recuperar nos treinos e vou continuar a fazer o mesmo no Natal e em Janeiro para estar pronto para o Ano Novo.

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