Conversas Pós-Época: Valentino Rossi

A Post-season Catch-up: Valentino Rossi
Quinta, 5 Dezembro 2013

O regresso de Valentino Rossi à Yamaha Factory Racing foi a grande notícia do início de 2013. A campanha resultou numa vitória em Assen e agora o nove vezes Campeão do Mundo quer muito mais na próxima época, apesar do italiano ter ficado muito triste com os recentes acontecimentos.

Valentino, 2013 foi uma temporada de altos e baixos. Na noite de quarta-feira tiveste a oportunidade de recordar todas as memórias no evento da Yamaha em Milão…
Sim, foi uma boa noite em que estivemos todos juntos a beber uns copos e a pensar na época; alguns bons momentos e bons vídeos para vermos. Gostava de dizer que foi uma temporada muito boa, com muitas boas corridas, mas na verdade tivemos alguns altos e baixos. Foi um ano difícil, é certo, e no final da época esperava estar mais competitivo e a lutar por pódios; infelizmente, algumas vezes puxámos demais e não consegui, mas vamos voltar a tentar para o ano.
 
Qual é o objectivo de Valentino Rossi para 2014?
Antes de mais, agora vamos descansar e recarregar baterias para estarmos prontos para o próximo ano [sorrisos]. A meta é tentar ser melhor: tentar estar mais vezes no pódio, vencer lagunas corridas e ver onde terminamos a época.
 
Houve rumores sobre o final de carreira, mas desde então disseste na imprensa que era um mal entendido…
Não foi bem um mal entendido! Foi claro, mas eles escreveram as notícias da forma certa para (criarem) alguns rumores! Tenho mais um ano de contrato e quero continuar depois do próximo ano, com outro contrato de dois anos; mas tenho de ser competitivo e rápido, pelo que decidirei no próximo ano.
 
Pediste alguma em especial à Yamaha, em termos de moto?
Para trabalhar em conjunto com a Yamaha para resolver o problema e adaptar a M1 mais ao meu estilo de pilotagem. É este o objectivo com a Yamaha e eles também têm muita motivação para darem o seu melhor para eu ser capaz de tentar estar na frente. Estou desejoso! Veremos, mas é essa a meta: melhorar a moto e fazê-la mais ao meu estilo.
 
E é sempre bom ter um colega de equipa como o Jorge Lorenzo na box – e ele disse que se sente “abençoado” por trabalhar ao teu lado…
[Risos] Peso que somos uma equipa muito boa! Honestamente a atmosfera este ano foi muito boa, assim como a relação entre mim e o Jorge. Ele é um dos melhores… para mim, agora, ele é o melhor. Este ano ele fez uma coisa fantástica, mesmo sem vencer o Campeonato, pelo que estou muito contente por estar na equipa dele; é sempre uma grande luta e é sempre muito bom tentarmos subir o nosso nível.
 
Na semana passada lançaste a tua equipa Team Sky-VR46 Moto3™, com os pilotos Romano Fenati e Francesco Bagnaia, na tua quinta em Itália. Parece que há muito entusiasmo com o projecto!
Sim! O projecto começou, antes de tudo, como uma academia para os jovens pilotos e é um grande projecto porque gostámos muito dele. Temos uma boa organização e estamos a tentar ajudar alguns jovens pilotos italianos a chegarem ao topo. A ideia da equipa surgiu depois. De início estávamos muito preocupados – e ainda estamos [risos] – mas é um bom projecto e as pessoas gostam muito dele. Juntámos uma boa equipa com muita experiência e vamos tentar ajudar o Fenati e o Bagnaia a chegarem a boas posições no próximo ano.
 
Qual é o plano para as férias?
Nada de especial! Gosto muito de snowboard, pelo que vou para as montanhas no Inverno, fazer algum snowboard e estar com os amigos, mas vai ser algo muito, muito tranquilo.
 
Infelizmente, o ano terminou de forma trágica com a morte do Doriano Romboni…
Sinceramente, o que aconteceu ao Doriano deixou-me sem palavras – por motivos diferentes. Primeiro, o Doraiano era como um herói para mim quando era jovem; nos primeiros anos da década de 90 acompanhava muito o MotoGP™ e as 250cc eram muito famosas; especialmente em Itália por causa do (Max) Biaggi, (Loris) Capirossi e do Romboni.
 
Era um grande fã do Doriano e tive a sorte de o conhecer bem, era um bom amigo do (meu pai) Graziano. Ele era sempre muito amável e gentil comigo, na altura quando eu tinha dez anos. O acidente também foi inacreditável… perder uma vida numa corrida para recordar o Marco (Simoncelli). Tudo em conjunto, deixou-me sem palavras, muito, muito triste.

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