Antonio Jimenez sobre o potencial vencedor de Bautista

Sexta, 28 Março 2014

Apesar de Álvaro Bautista e o Chefe de Equipa Antonio Jiminez não terem somado pontos no Grande Prémio do Qatar, ambos vão para Austin optimistas depois do espanhol ter terminado a duas voltas de um pódio na primeira jornada.

Bautista pareceu estar forte ao longo do fim-de-semana de Losail, qualificando-se num impressionante segundo lugar da grelha com a Honda satélite de opção Fábrica. Ele deu por si a lutar por um resultado nos três primeiros durante toda a corrida, até perder o controlo na Curva 2, na 21ª e penúltima volta do Grande Prémio.
 
“Estou bem – não me lesionei,” confirmou Bautista após a corrida. “A queda foi estranha. Tive muitos, muitos problemas com os travões durante a corrida; foi irregular e inconsistente. Não sei se os travões foram o motivo da queda, de todas as formas foi a minha corrida e uma grande desilusão para mim.”
 
O resultado pode não ter sido o esperado, mas Bautista ficou particularmente contente por ter rodado entre nomes como Marc Márquez, Valentino Rossi, Dani Pedrosa e Stefan Bradl durante boa parte da corrida. O Chefe de Equipa Antonio Jiminez destaca o eficazes planos de pré-época como chave para o início da temporada.
 
“Neste primeiro Grande Prémio do ano conseguimos tirar partido das boas coisas que surgiram durante os testes de Inverno, também melhorámos outros aspectos ao mesmo tempo,” explica Jiminez.
 
“O Álvaro sentiu-se bem desde a primeira sessão de livres; na qualificação falhámos a pole position por poucos milésimos e estávamos prontos para fazer uma boa corrida graças a uma moto muito consistente, mesmo no que toca ao uso dos pneus. No domingo provámos isso: o Álvaro, apesar de ter perdido algumas posições de início, conseguiu recuperar e colocar-se entre o grupo da frente. Não conseguimos terminar a corrida, mas deixamos o Qatar com boas sensações, sabendo que temos um pacote vencedor: lutámos com os melhores e tirámos o melhor partido dos novos pneus Bridgestone, pelo que penso que também podemos ser competitivos no próximo Grande Prémio.”
 
Jimenez salientou ainda os pontos fortes da RCV213V de Bautista: “Temos boa electrónica, em termos de entrega de potência e travagem de moto, mas diria que o maior passo em frente foi feito com a suspensão. Este é o nosso terceiro ano com a Showa e estamos a colher os frutos do excelente trabalho feito nas duas épocas em conjunto. Comparando com o final de 2013, demos mais um passo em frente com a introdução do novo amortecedor traseiro no último teste de Sepang. Durante esta corrida só tivemos um pequeno problema com os travões, o que nunca tinha acontecido nos treinos; vamos trabalhar com a Nissin para melhorar isso.”
 
“Finalmente, o consumo de combustível: conseguimos fazer uma boa gestão dos 20 litros trabalhando o mapeamento do moto, limitando o patinar da roda traseira. Infelizmente, não terminámos a corrida, mas a duas voltas do fim a situação estava sob controlo. Estamos satisfeitos e mostrámos boa prestação numa pista tradicionalmente difícil para nós, o que não coincidência.”
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