Dall’Igna: "Muitos passos na direcção certa"

Quinta, 22 Maio 2014

O novo Director Geral da Ducati Corse, Luigi Dall’Igna já conseguiu festejar o primeiro pódio, bem como uma presença na primeira linha. Após o Grande Prémio de França, em Le Mans, o italiano falou com o motogp.com sobre os mais recentes desenvolvimentos da marca de Borgo Panigale, as alterações à moto e a relação com os pilotos.

Não passou muito tempo desde que vieste da Aprilia para a Ducati. Com isto em mente, como te adaptaste ao novo ambiente?
Estou muito contente com a Ducati. Encontrei um grupo de pessoas com muito valor e o ambiente é muito positivo, mesmo com as dificuldades que estamos a enfrentar. Somos um grupo coeso, trabalhamos em conjunto de forma incrível para tentarmos reduzir a diferença de prestação entre nós e os outros concorrentes, a Honda e a Yamaha. Não é fácil, mas estamos a tentar arduamente.
 
Estão previstas alterações para Mugello? Quais?
Vamos para Mugello com algo especial do ponto de visto do motor e também do chassis; é algo que o Dovizioso e o Iannone testaram há duas semanas e de que gostaram, se bem que o Crutchlow ainda tem de decidir ser vai, ou não, usar na corrida. Assim, em Mugello haverá uma pequena alteração; não será um grande passo, mas claramente vamos rumar na direcção certa. Em termos de chassis é o que já testámos com o Dovizioso e depois usámos na corrida de Le Mans; um quadro com medidas diferentes que nos permitiu experimentar algumas coisas que não conseguimos no ano passado.
 
Quão importante será 2014 em relação ao que vai acontecer em 2015?
A moto de 2015 vai claramente depender do que acontecer esta época; tudo nesta época será importante no que toca a definir a moto do próximo ano.
 
Quanto do que já atingiram este ano se deve aos benefícios Open, como os pneus traseiros mais macios ou a maior capacidade de combustível?
Conseguimos testar mais coisas que os outros, como trabalhar nos motores ao longo da temporada, motivo pelo qual decidimos fazer o que fizemos. Com o pneu traseiro de composto mais macio, em alguns casos foi uma vantagem na qualificação, mas não em todas as corridas. No que toca à maior capacidade de combustível, não estamos a tirar total partido disso, apenas um pouco.
 
O Andrea Dovizioso somou mais pontos que qualquer outro piloto Ducati até ao momento este ano. Contudo, o nome dele foi ligado a outros construtores para o próximo ano. Qual é o teu ponto de vista em relação a isto?
Desde o início do ano, tanto o Dovizioso como o Iannone têm sido fulcrais em termos das contribuições que têm dado para os desenvolvimentos do projecto. Gostava muito de contar com os dois no próximo ano.
 
E como avalias o Cal Crutchlow? Está totalmente recuperado da queda no Texas? Ainda falta alguma coisa?
O Cal teve muito azar durante a primeira parte da época, em especial nas corridas porque sofreu vários problemas técnicos – e é claro que não se pode terminar corridas assim. Ele é um piloto rápido; sempre mostrou o seu melhor lado nas corridas e é muito mais forte que outros. Ainda temos de ver todo o seu potencial na Ducati. A corrida em Le Mans foi a primeira em que não teve problemas técnicos, mas é claro que de momento ainda está em busca da melhor forma em termos físicos e psíquicos.
 
Por várias vezes – em particular nos treinos – o Andrea Iannone tem sido o melhor piloto Ducati. Podemos vê-lo na equipa de Fábrica no próximo ano?
O Iannone deu um grande passo em frente, seja em prestação, seja em maturidade. Mas quando se passa tanto tempo a desenvolver pode-se cometer erros e infelizmente ele comentei alguns nas corridas. Contudo, ainda o vejo como um dos mais importantes talentos italianos do futuro.

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