Petrucci: "Somar um ponto é como um pódio"

Quarta, 2 Julho 2014

Em Assen Danilo Petrucci, da Octo IodaRacing Project, participou na primeira corridas desde a Argentina, em Abril, e ficou muito contente por somar um ponto no regresso à acção.

Na verdade, a desistência no Termas de Rio Hondo foi seguida de queda no Warm Up em Jerez que o colocou fora de acção durante várias semanas devido a fractura no pulso esquerdo, regressando na Holanda para somar um ponto nas difíceis condições climatéricas que se fizeram sentir; um feito notável para o italiano.
 
O motogp.com falou com Petrucci esta semana para saber o que pensa do regresso aos Grandes Prémios…
 
Foi uma corrida complicada no sábado, mas conseguiste regressar de lesão e rodar bem apesar do motor se ter ido abaixo na partida. Do teu ponto de vista, como é que correram as coisas?
 
“Não sabia exactamente o que esperar de Assen porque não corria há muito tempo devido ao pulso. Infelizmente, no início da corrida não tive sensibilidade suficiente na mão por causa dos analgésicos e quando larguei a embraiagem o motor foi-se abaixo. Tive um momento de pânico porque tinha duas filas de pilotos atrás de mim e o safety car. Coloquei logo a moto em ponto morto e, felizmente, o meu mecânico estava no muro, pelo que saltou logo para me ajudar a partir. Mas infelizmente nessa altura já tinha perdido 20 segundos.”
 
Mas ainda conseguiste apanhar alguns pilotos à tua frente…
 
“Na realidade foi um pequeno milagre! Tinha pneus de chuva montados com a pista meio molhada, meio seca, mas sempre gostei deste tipo de condições. Estava a ganhar mais de cinco segundos por volta aos pilotos que estavam à minha frente, o Pol Espargaró com uma MotoGP, o Scott Redding e o Karel Abraham com motos Open e todos os outros que não tiveram problemas à partida. Durante as primeiras voltas estava a rodar no mesmo ritmo do (Dani) Pedrosa. Depois, quando trocámos de moto, dei por mim atrás do(Jorge) Lorenzo e nem conseguia acreditar!”
 
“Contudo, ao cabo de algumas voltas comecei a sentir dores no pulso e perto do final da corrida o Abraham ultrapassou-me, mas nessa altura as dores já tinha espalhado por todo o corpo, até pelas costas. Foi uma loucura de corrida e gostei muito.”
 
No geral, como estás a recuperar da lesão?
 
“Infelizmente, desde que removeram os parafusos, não consegui muitos progressos com o pulso. Essa área é a que tem maior concentração de ossos em todo o corpo, os ligamentos unem-nos todos e para um piloto é mesmo complicado – dependemos muito das nossas mãos! Não posso fazer qualquer tipo de treino, de exercício, que afecte a mão. Ainda sinto muitas dores, pelo que receio que ainda tenha alguns meses de recuperação pela frente.”
 
Como estava a moto após quatro jornadas de ausência e quais são os próximos passos?
 
“A Aprilia tem trabalhado muito, primeiro com o (Michel) Fabrizio, depois no teste feito pelo (Alex) Hofmann. Esta semana o Biaggi está a testar em Mugello; sabemos que ele vai dar algumas respostas. Também queria testar, mas depois de Assen tinha o pulso muito inchado. O pessoal está a fazer um grande trabalho, ainda nos falta algo para igualarmos a Honda, e a mima falta-me um braço!”
 
“Honestamente, o mais importante é adaptar a moto à unidade da Magneti Marelli. Falhámos os testes de pré-época e durante as corridas a pressão do Grande Prémio não ajuda. É claro que estamos contentes com o resultado de Assen, rodámos bem contra os nossos rivais e espero melhorar ainda mais em Sachsenring.”

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