Marquez: "Defender o título é um novo desafio para mim"

marc marquez interview ahead Qatar GP
Segunda, 10 Março 2014

O Campeão do Mundo de MotoGP analisa o início da temporada, numa altura em que continua a recuperar de uma fractura no perónio.

A contagem decrescente continua para Marc Marquez, que espera pela primeira corrida de 2014 no Qatar. O Campeão do Mundo de MotoGP falhou os testes da Malásia e da Austrália devido a uma fractura no perónio e sabe que não estará a 100% no início da época, mas está confiante que irá conseguir estar presente.
 
O piloto da Repsol Honda fala sobre a segunda temporada na Classe Rainha, onde terá a difícil tarefa de defender o título.
 
A pergunta que qualquer equipa, adversário ou fan quer saber a resposta: como está o Campeão do Mundo depois da lesão? Já recuperado?
"Estou a melhorar. O osso está recuperado, o que é importante, e cada vez que vou ver o Dr. Mir ele diz-me que a minha condição está a melhorar. Estou gradualmente a fazer cada vez mais exercícios, por isso vamos ver como estarei no Qatar. É claro que não vou estar a 100%, mas vou tentar estar tão bem preparado quanto possíel”.
 
Como é que encaras o início do Campeonato do Mundo, sem ter estado em pista nos últimos dois meses?
"Claro que preferia ir para o Qatar completamente preparado depois de uma pré-temporada normal, mas a realidade é outra. Tenho de ter calma, especialmente no primeiro treino, porque já não estou em cima de uma mota desde há um mês e meio. A verdade é que o primeiro teste em Sepang correu muito bem e o facto de termos conseguido experimentar muitas coisas tranquiliza-nos, mas claro que ainda temos coisas por fazer da lista de ‘coisas a fazer’ da pré-temporada. Vamos ter que trabalhar um pouco mais nas primeiras corridas. A prioridade no Qatar é levar as coisas com calma”.
 
No início de Fevereiro estiveste aos comandos de uma Honda, mas a mota mudou muito em relação à máquina do ano passado?
"Não, a mota de 2014 é muito semelhante à do ano passado. Obviamente que tivemos de adaptar a mota aos novos regulamentos, em especial no que diz respeito ao consumo de combustível. O chassis e o braço oscilante são diferentes, mas o comportamento da mota é muito semelhante. O mais importante é que melhorámos. Com estas alterações e a base que já tínhamos do ano passado estamos melhor, mas claro que ainda temos de avaliar tudo nos diferentes circuitos”.
 
Como é que vês esta temporada com uma nova luta entre três pilotos espanhóis, o rejuvenescimento de Valentino Rossi e as novas regras Open?
 "O Campeonato do Mundo de 2014 vai ser difícil e mais ainda depois de ter assistido à pré-temporada em casa. Muitos pilotos fizeram bons tempos. Vai também ser interessante ver como as coisas funcionam sob as regras Open, porque em especial na qualificação podem ficar muitas vezes à nossa frente graças ao pneu traseiro macio. A competição será maior – é claro que, em teoria, os nossos maiores adversários são Jorge Lorenzo ou Dani Pedrosa, mas o Rossi acabou de fazer uma grande pré-temporada; está com um grande ritmo, que foi o que lhe faltou no ano passado. Vamos também que ter em atenção a Ducati, a estreia de Pol ESpargaro no MotoGP e de Aleix ESpargaro com as regras Open… Tenho a certeza que vai haver diversão para todos os fans”.
 
Depois de conquistar o título, este ano és o favorito. Sentes a pressão?
"A pressão está lá: para ser campeão, para defender o título. Vamos ter que ter cuidado, porque logo desde a primeira sessão vamos ter o mundo a olhar para nós. Na primeira corrida temos a desculpa de termos falhado a pré-temporada, mas também nós próprios vamos ver como corre. O importante é conquistar pontos e, depois, em Austin vai ser outro fim-de-semana normal”.
 
Nunca estiveste a defender um título de campeão. Manter o título é o grande objetivo?
"Vai ser interessante passar pela experiência de defender o título, porque até agora sempre que venci um título passei para a categoria a seguir. Este ano, apesar de estar na mesma categoria, é um novo desafio para mim. Nunca tive esta experiência antes e penso que será muito bom. Não vou correr com o número 1, porque o número 93 deu-me sorte e não quis mudar. Mas, sei que sou o actual campeão e vamos tentar defender o título”.
 
Finalmente, uma previsão para o Top 3 desta temporada e o que vai ser o 20º aniversário da equipa Repsol Honda?
"A minha aposta para o MotoGP é, apesar de parecer mal: Eu em primeiro e o Dani em segundo, para comemorar o 20º aniversário da Repsol Honda e o Jorge (Lorenzo) em terceiro”.

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