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Cecchinelli admite que a Ducati ainda tem trabalho a fazer

Cecchinelli admite que a Ducati ainda tem trabalho a fazer

Cecchinelli admite que a Ducati ainda tem trabalho a fazer

Depois dos primeiros seis dias de testes com a Desmosedici de 2004 a serem realizados em Sepang e Phillip Island durante as passadas duas semana o Director Técnico da equipa Ducati de MotoGP, Corrado Cecchinelli, revelou que a formação ainda tem trabalho a realizar com a máquina de fábrica com vista à luta pelo título. "Espero que tenhamos tempo para resolver todos os problemas antes de Welkom," disse o italiano. "Sinceramente, penso que vamos conseguir. Não digo que vamos conseguir ganhar um segundo e ser mais rápidos, mas é razoável dizer que vamos estar mais próximos da frente."

Afirmava Cecchinelli depois dos testes de Phillip Island em que Loris Capirossi e Troy Bayliss completaram o primeiro teste coma GP4. "Fizemos alterações significativas tanto ao motor como ao chassis. O bloco está agora muito mais suave e potente, enquanto o quadro está completamente diferente. Também estamos a trabalhar nos garfos, o que é uma das nossas maiores necessidades. Não que não tenhamos mais nada para fazer, mas a meu ver é a área onde temos de trabalhar mais."

Apresentada numa conferência de imprensa em Bolonha no início deste mês, a GP4 é uma versão totalmente nova da Desmosedici que surpreendeu o mundo de MotoGP no ano passado. Depois dos testes preliminares levados a cabo por Vittoriano Guareschi em Janeiro na pista de Valência, os testes da semana passada marcaram a estreia de Capirossi e Bayliss aos comandos desta máquina e a oportunidade de tecerem as primeiras opiniões.

"Os pilotos têm-me dito que sentem alguma falta de confiança na frente da moto nas curvas rápidas," prosseguiu Cecchinelli. "No final do último dia também tiveram alguns problemas com a aderência traseira, algo que não haviam sentido antes e que nos obriga a prestar alguma atenção a este problema." Já de forma mais positiva o engenheiro italiano revelou que os pilotos "afirmam que a entrega de potência é muito melhor que no ano passado, mas ainda não está perfeita. Facto que nos tem feito apresentar os resultados actuais. É algo de normal com todos os pilotos. Com mais potência podemos andar mais depressa. Mas isto é mais fácil de dizer do que fazer."

Muitos jornalistas presentes no teste começaram a sugerir que se tinha feito demais a uma moto que já era incrível no ano passado e que a luta entre os dois pilotos acabou por deitar mais achas para a fogueira. Contudo, Cecchinelli refuta todas as acusações: "Não creio que tenhamos tentado alterar demasiadas coisas como algumas pessoas sugeriram. Creio que se queremos estar no topo temos de estar sempre a fazer grandes desenvolvimentos."

"Não nos podemos limitar ao que está feito e a dar pequenos passos porque a concorrência dará sempre grandes passos. E de certeza que neste campeonato todos estarão ao seu melhor nível. A Yamaha porque quer voltar a ganhar o título, desta feita com Rossi, e a Honda porque o quer fazer sem o Rossi. Por isso, todos querem estar ao melhor nível este ano. Sabíamos que com a moto do ano passado, mesmo que melhorada, não seríamos capazes de ganhar, por isso tivemos de fazer uma melhor"

Muito foi dito sobre as alterações levadas a cabo na moto, mas só depois do primeiro teste é que Cecchinelli revelou mais detalhes. "Trabalhámos na concentração de massas de forma a melhorar o comportamento da moto, além de termos analisado a aerodinâmica e o arrefecimento para melhorar o conforto do piloto. Olhando de perto vê-se que é uma moto diferente. Os conceitos básicos mantiveram-se, pois consideramos que são os correctos, principalmente no que respeita ao tipo de quadro, desenho do motor, suspensão traseira, etc."

O motor era, sem dúvidas, um dos pontos fortes da Ducati em 2003, mas não foi por isso que deixou de ser analisado com detalhe pelos designers da Ducati. "Trabalhámos mais na afinação do motor. Além disso, também alterámos a câmara de combustão e a forma da cabeça dos pistons. Já para melhorar a potência e reduzir o consumo trabalhámos na inércia de algumas peças. Não se trata de um novo motor, mas antes de uma evolução. Estudámos a fricção e diferentes tipos de óleos com a Shell, ao fim ao cabo, tudo o que se pode fazer para melhorar um motor."

Em resposta à confirmação da redução da capacidade dos depósitos de combustível em 2005 de 24 para 22 litros, Cecchinelli admitiu que se trata de uma das preocupações dos italianos. "Estamos a tentar não pensar apenas na potência, mas também nos consumos. Isto não significa, é claro, que em 2004 vamos correr com 22 litros porque estamos em crer que seria uma verdadeira limitação. Vai acontecer de alguma forma, mas temos a redução do depósito em mente," concluiu.

Tags:
MotoGP, 2003

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