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Uma volta a Jerez

Uma volta a Jerez

Uma volta a Jerez

Os 4,423 quilómetros de extensão do circuito de Jerez podem muito bem ter perdido o "estatuto" de traçado mais utilizado para testes oficiais do calendário, mas a sua localização e recurso na pré-época fazem dele um circuito com uma agenda carregada. A segurança é um capítulo em foco, já que a criação de mais e melhores escapatórias são o resultado directo do aumento de potência e velocidade das "máquinas" actuais do MotoGP.

O circuito de Jerez é composto de cinco curvas para a esquerda e oito para a direita e um "declive" significativo que obriga a muito trabalho de camber nas motos num traçado que, para o "comum dos mortais", parece feito para aceleração pura. A precisão das trajectórias origina a procura do melhor "set up" possível, algo várias vezes testado, e a distância entre curvas obriga a colocação imediata de toda a potência disponível, potência essa que deve "chegar" na forma e momento exactos.

Com apenas uma recta de 600m, Jerez não se apresenta com uma das mais compridas do calendário, mesmo se está frente no que diz respeito à segurança. Apesar da potência máxima marcar presença de uma forma irregular, o factor importante passa por uma afinação da moto o mais perfeita possível para tirar partido das zonas sinuosas e suas mudanças de direcção.

As zonas existentes que requerem travagens acentuadas reforçam isso mesmo para quem procura um bom resultado, bem como a correcta escolha de pneus, visto o piso não ser o mais abrasivo ou, ao invés, o mais escorregadio do campeonato. A escolha correcta de "borracha" é, assim, crucial.

"A pista de Jerez é bastante exigente para ambos os pneus", explica Nicolas Goubert, responsável da Michelin no MotoGP. "A superfície é ‘agressiva' e as motos passam muito tempo na berma do pneu devido ao elevado número de curvas. Os pilotos procuram sempre mais tracção e ‘grip' em Jerez, pelo que temos que trabalhar com eles para conseguir criar uma borracha que lhes permita serem consistentes ao longo de uma corrida".

"A superfície é muito diferente do que existia antes de colocarem um novo ‘tapete', em 2002, mesmo se continua muito susceptível à temperatura. A temperatura de uma pista pode mudar drasticamente da manhã para a tarde – podem estar 25 graus nos treinos da manhã e 50 graus na qualificação, à tarde. Temos que estar sempre atentos, pois torna-se complicado escolher o melhor pneu para a corrida".

Visto ser Jerez uma pista bem conhecida de pilotos, equipas e fornecedores de pneus, os "set up" são acertados relativamente rapidamente, com a luta pela "pole" a ser bastante equilibrada, o mesmo acontecendo em prova.

Tags:
MotoGP, 2004, GRAN PREMIO MARLBORO DE ESPAÑA

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