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Randy Mamola preparado para a paixão de Mugello

Randy Mamola preparado para a paixão de Mugello

Randy Mamola preparado para a paixão de Mugello

Duas semanas de paragem no MotoGP depois de apenas três rondas tão emocionantes trazem uma sensação estranha. Eu, por exemplo, já não posso esperar pelo regresso da acção em Mugello na próxima semana.

Tive a sorte de ver um pouco do que nos espera em Itália na World Ducati Week em Misano, na semana passada. Para aqueles que já tinham pensado ir à WDW e ainda não tiveram essa oportunidade não percam a edição de 2006, porque foi um evento espectacular onde a paixão dos italianos pelas motos foi mais uma vez bem visível.

Foi essa mesma paixão que se acendeu no Campeonato do Mundo de MotoGP do ano passado quando a Ducati regressou aos Grandes Prémios e está a ser uma pena o facto do Loris Capirossi e do Troy Bayliss não estarem a ser capazes de repetir as performances com as motos de 2004. Contudo, os resultados entre os dez primeiros do Loris e do Troy em Le Mans mostram que o trabalho que estão a levar a cabo está a começar a dar frutos. Gostava muito de os ver assumir um papel preponderante nesta prova em que correm em casa.

Mas as performances de Nicky Hayden e Colin Edwards têm sido ainda mais desapontantes que as da Ducati, pelo menos pelos tendo em conta os elevados objectivos que estabeleceram. Tanto o Nicky como o Colin estavam muito bons na pré época, criando expectativas e uma pressão à altura das quais ainda não estiveram.

Parece-me que desde que a verdadeira temporada teve início a fasquia tem sido estabelecida por Sete Gibernau, Max Biaggi e Valentino Rossi, enquanto o Nicky, o Coline e Alex Barros não têm sido capazes de os acompanhar.

Muito se tem dito em relação a que equipas recebem que peças da HRC, mas até ao momento, e enquanto não vir uma Honda ultrapassar outra na recta com uma clara vantagem, para mim tudo se deve ao que cada piloto e equipa conseguem fazer com a sua moto.

É certo que podem existir algumas diferenças em termos de mapeamentos dos motores, mas no final de contas se uma equipa consegue uma boa afinação para o piloto num determinado circuito não há razões para os restantes seis pilotos Honda de fábrica não lutem também pelas vitórias.

Prova disso foi a prestação de Max Biaggi na África do Sul. É do conhecimento geral que, pelo menos nessa altura do campeonato, o Max não contava com grande apoio por parte da HRC. Mas a equipa tirou o máximo partido da moto e do piloto, de tal forma que o Max apresentou uma das melhores performances do ano ao lado do seu rival Valentino Rossi.

No que respeita a Rossi foi bom vê-lo fora do pódio de novo em Le Mans. Não me interpretem de forma errada, não se trata de ter algo contra o Valentino, acredito que o vamos ver no pódio várias vezes este ano. Foi mais uma questão de ter gostado de ver o Carlos Checa lá, ao lado do Gibernau e do Biaggi.

Não há dúvidas que Le Mans é uma pista feita à medida do Checa, isto tendo em conta a forma como fazia tudo de forma tão fácil. Além disso, o segundo lugar que conquistou levantou muito a moral daquele lado da garagem da Yamaha e deveremos vê-lo apresentar mais uma boa performance em Mugello.

Contudo, só se a Yamaha conseguir apresentar algo de especial para o motor é que deveremos ver o Rossi e o Checa em luta directa. Mugello exige muita potência intermédia e muita velocidade máxima, o que tanto a Honda como a Ducati têm em abundância. Já a Yamaha está, por enquanto, um pouco atrás nesse aspecto. Vai ser interessante ver até que ponto conseguem apresentar algo de novo em Itália.

Haja o que houver, Mugello vai despertar o espírito das corridas que temos em todos nós – mas nada se comparará ao que vai acontecer no seio da Ducati. Não começarem 2004 da melhor forma, mas não vejo melhor local que Mugello para regressarem aos grandes resultados.

Tags:
MotoGP, 2004

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