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Randy Mamola retrata testes de Sepang

Randy Mamola retrata testes de Sepang

Randy Mamola retrata testes de Sepang

Em primeiro lugar deixem-me desejar um feliz ano de 2005 a todos. Foi um Inverno longo para todos e estou certo que, como eu, estão ansiosos pela primeira corrida que se realiza a 10 de Abril em Jerez.

E certa forma, a temporada iniciou-se na passada semana em Sepang e foi interessante seguir as notícias e os tempos por volta aqui em motogp.com. O único mal destes testes é que senão se está lá, é muito difícil perceber o que realmente se passa. O tempo mais rápido de cada piloto é apenas a metade da história e é-me tão difícil a mim como a vós perceber o que está além disso.

Por exemplo, gostaria de saber se o Loris Capirossi seria capaz de realizar aquele magnífico tempo de forma consistente com a Desmosedici GP5 em pneus de corrida, ou se o Sete Gibernau está a dizer a verdade quando afirmou que andou calmamente ao realizar 2m02s!

Uma coisa temos a certeza. Os que estão no topo são os mesmos e todos querem bater o Valentino Rossi que, por sua vez, me pareceu muito consistente e alegre com a forma como a versão de 2005 da sua moto se está a comportar nesta fase do seu desenvolvimento.

Esta altura do ano é crucial para que a época corra de feição, já que é a altura das marcas, técnicos de suspensões e especialistas de pneus se juntarem e trabalharem em conjunto com o objectivo de terem um pacote completo mais competitivo do que os rivais. No ano passado a Yamaha fez um trabalho incrível ao responder ao pedido do Valentino de lhe dar uma moto capaz de bater a Honda nos testes oficiais de Março e, claro está, de vencer o Campeonato do Mundo.

Apanharam a Honda desprevenida e não penso que isso vá acontecer outra vez este ano. A Honda tinha muitos homens em Sepang, todos com o propósito de recolherem informação para ser utilizada na sua moto de 2005, que penso foi o factor mais importante deste teste. Estão desesperados por recuperarem o título e as alterações que fizeram na sua equipa de fábrica, bem como o esforço que estão a fazer para terem uma moto competitiva a tempo mostra isso mesmo.

Para mim, a chave para o sucesso da Honda pode ser o regresso do Ery Kanemoto. O Ery é exactamente o que faltou à HRC em 2004. Quando perderam o Rossi, não há dúvida que perderam o melhor piloto, mas o facto de terem perdido o Jeremy Burgess fez com que também perdessem o rumo. Penso que isso afectou toda a equipa, mesmo o Nicky Hayden, já que a influência do Jeremy nas boxes é muito grande.

A Honda sabe claramente o que fazer quando se trata de projectar a moto, mas nas boxes de MotoGP alguém precisa de lá estar para tomar as decisões de como será a afinação para cada traçado, para ser o elo de ligação entre os mecânicos, engenheiros e a marca e, acima de tudo, ser capaz de lidar com os pilotos e transpor o seu feedback em informação relevante para os técnicos.

O Ery é o homem ideal para esse trabalho, já tendo trabalhado com o Max na sua primeira vez na Honda. Julgo que irão ser uma dupla muito forte.

Julgo que os resultados do trabalho de ambos em conjunto terá reflexos já nos próximos testes em Sepang, onde a Honda terá as motos de 2005 pela primeira vez e o Valentino saberá o que terá pela frente.

Tags:
MotoGP, 2005

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