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Ellison mantém-se em forma para regressar aos testes

Ellison mantém-se em forma para regressar aos testes

Ellison mantém-se em forma para regressar aos testes

James Ellison diz-se esperançado em começar a campanha de testes de pré época com a WCM em Fevereiro, mas admite que ainda não tem a certeza se vai estar aos comandos da nova Blata V6.

Têm sido poucas as notícias sobre o protótipo de MotoGP do construtor checo de mini-bikes e Ellison também tem sido mantido no escuro sobre os progressos. Contudo, o jovem de 24 anos diz que espera um anúncio a qualquer momento e está a fazer tudo para garantir que está pronto a tempo.

"Para ser franco não sei quando será o primeiro teste, apesar de esperar algo em Fevereiro", diz Ellison. "Se vai ser com a nova moto, ou não, ainda não sei. De momento estou apenas concentrado no meu programa de treino e espera de um telefonema".

"Estou a fazer um programa variado - corrida, bicicleta, aulas de aeróbica, escalada... basicamente qualquer coisa que me permita estar em forma e tentar manter o maior interesse possível. Também comecei a fazer descidas de BTT, o que é muito divertido e bem menos perigoso que motocross ou supermoto. A última coisa que quero agora é lesionar-me".

A busca por uma máquina totalmente nova na pista e competitividade contra as fábricas como a Yamaha, Honda, Suzuki, Kawasaki e Ducati é um desafio tremendo, mas Ellison, que é um antigo Campeão Britânico e Europeu de Endurance, acredita ter o pedigree e a experiência para o trabalho.

"Vai ser um começo difícil, não tenho ilusões, mas já não posso esperar por voltar ao trabalho", diz. "Precisamos de desenvolver a moto rapidamente e vai-me caber a mim dar as informações à equipa para que o possam fazer".

"Passei toda a minha carreira a desenvolver moto, desde que comecei a correr, e conheço todas as peças de uma moto. Isso ajuda muito quando chega a altura de dar opiniões aos mecânicos e em 90% das vezes chegamos às mesmas conclusões".

"Rodei com uma Mv Agusta em desenvolvimento para o Mundial de Endurance e acabou por ir para produção, por sei o que é necessário fazer e espero levar a WCM-Blata V6 na mesma direcção".

Ellison passou para o MotoGP a meio da temporada passada para uma prova com a WCM em Brno, impressionando o patrão da equipa, Peter Clifford enquanto privado no SBK inglês. Foi uma experiência bizarra para o piloto britânico, mas a sua performance durante o fim-de-semana e durante o teste no circuito checo no dia seguinte à corrida garantiu-lhe um lugar até ao final da época e abriu-lhe as portas para a primeira temporada completa em 2005.

"Foi estranho, tenho de admitir. Lembro-me de andar no paddock pela primeira vez e sentir-me como um fã. Levei um bocado a habituar-me ao facto de que estava lá para correr. Foi fantástico e tive a sorte de ainda fazer as últimas seis corridas do ano. Agora penso se será o mesmo em todas as 17 provas desta temporada".

"De início estava algo intimidado - não pelos outros pilotos, mas mais pelo conceito de estar a correr em MotoGP e pelo facto de não querer desiludir ninguém. Tinha de conhecer a moto, encontrar o ritmo... não era fácil e para tornar tudo mais difícil choveu durante os treinos".

"Mesmo assim consegui habituar-me e na segunda-feira depois da corrida ficámos para testar, o que ajudou muito para conhecer ainda melhor a moto. Depois disso não podia esperar por ir para a pista e comparar-me aos outros".

"Depressa entendi que não havia muita diferença entre mim e eles em termos de capacidades de condução e isso ficou provado quando choveu em Phillip Island. Foi preciso uma coisa dessas para ficarmos todos ao mesmo nível e creio que mostrou que com uma boa máquina em 2005 podemos ser competitivos".

Vencer a Taça Inglesa de SBK para o melhor privado com 133 pontos em 2004 fez com que Ellison fosse um dos mais cobiçados para um lugar de topo no BSB em 2005, mas ele sempre teve o coração no MotoGP.

"Podia ter ficado nas SBK inglesas, mas não queria. O meu objectivo a longo prazo era correr em Grandes Prémios e penso que esta é a melhor a oportunidade de prova que mereço o meu lugar aqui. O objectivo qualquer piloto é provar que é o melhor batendo os melhores e a única competição no mundo onde podemos fazer isso é MotoGP".

Além do desafio de desenvolver uma nova moto e competir contra os melhores pilotos e fábricas do mundo, Ellison é também o único britânico na actual lista de inscritos e admite sentir mais alguma pressão.

"Gosto de um desafio... creio que nos ajuda a manter a vontade de vencer. Penso que se estamos em desvantagem isso acaba por nos dar um objectivo, motivação extra para bater quem está à nossa frente. Se nos habituamos a puxar forte na moto que talvez não seja a mais competitiva do pelotão penso que nos dá a oportunidade de andar um pouco mais quando temos uma máquina de topo".

"Ainda não pensei muito no facto de ser o único inglês. Pode representar mais alguma pressão porque há muita gente a ver o MotoGP na Inglaterra agora e está a tornar-se muito popular. Estou em boa posição porque não esperam nada de mim, por isso vou apenas fazer o meu melhor e esperar fazer os ingleses orgulhosos".

O oportunidade de testar a moto mais cedo vai ajudar Ellison na sua batalha, mas por enquanto conforma-se com observar os desenvolvimentos feitos pelas outras equipas na pré época.

"Já estamos a começar muito atrás, por isso os progressos que estão a fazer são más notícias para nós", admite. "É impressionante o quão rápido têm estado. Estava a prestar atenção aos desenvolvimentos feitos em Sepang e nem acredito como conseguiram ser 1,5 segundos mais rápidos que em Outubro passado".

"O pior que nos podia acontecer agora era ver as grandes fábricas fazerem progressos enquanto ainda esperamos por começar a testar, mas isso significa apenas que ter de trabalhar ainda mais quando chegar a nossa altura".

Tags:
MotoGP, 2005

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