Compra de bilhetes
VideoPass purchase

Jurgen van den Goorbergh fala da sua brilhante estreia no MotoGP na China

Jurgen van den Goorbergh fala da sua brilhante estreia no MotoGP na China

Jurgen van den Goorbergh fala da sua brilhante estreia no MotoGP na China

O piloto Jurgen van den Goorbergh deixou o mundo de MotoGP estupefacto no passado domingo ao averbar o sexto lugar no primeiro Grande Prémio da China na sua estreia em MotoGP. O holandês rodou pela Konico Minolta Honda em substituição do lesionado Makoto Tamada. Jurgen começou de um longínquo 19º lugar da grelha para, sob forte chuva, fazer uma corrida calculista até final e terminar em sexto atrás dos veteranos Max Biaggi e Sete Gibernau.

Jurgen van den Goorbergh fala agora da experiência…

P: Encontraste o que esperavas durante o fim-de-semana de trabalho?

R: Sim, e mais, especialmente depois de terminar a corrida em sexto! Fui para a China no último minuto e sem grandes expectativas, mas queria fazer o melhor possível. Sabia que ia ser difícil porque nunca tinha andado numa 4 tempos, mas tenho corrido desde que deixei o MotoGP, por isso as sensações ainda cá estavam. No final somei mais pontos do que esperava e fez com que eu e a equipa ficássemos contentes! O método de trabalho muito profissional da equipa também foi impressionante e isso foi muito bom.

P: Quais são pontos positivos e negativos que encontraste?

R: A potência da moto dá muito gozo e a aderência que se obtém com estes pneus é impressionante, precisava de mais tempo para me habituar outra vez. Foi por isso que perdi demasiado tempo no seco quando comparando com os três primeiros. Também foi bom trabalhar com uma organização tão profissional como a Dorna e a IRTA, ainda conheço toda a gente dos meus dias de Grandes Prémios. Estar numa box tão profissional também me fez sentir bem. Outro aspecto positivo foi a forma como me receberam no paddock – isto apesar de alguns pensarem que era doido ao correr com a Honda RC211V sem testar primeiro! Não creio que tivesse havido alguma coisa negativa no fim-de-semana – se houve foi a falta de tempo seco para me permitir sentir a 100% com a moto, mas isso acabou por não ser problema na corrida!

P: Como é que sentiste com a equipa Konica Minolta Honda?

R: Já conhecia o Luca há muito tempo, tenho o visto a crescer até ao Director Desportivo que agora se tornou. Estava muito impressionado com aquilo que os seus parceiros construíram. A equipa é muito profissional e recebeu-me de braços abertos. O Giulio e eu trabalhámos bem desde que nos conhecemos; falámos em inglês, pelo que foi fácil para os dois. A equipa tem muita experiência de corridas, como eu, e foi excelente trabalhar com este grupo de pessoas.

P: Quais são as diferenças na adaptação a uma Supersport e a uma moto de MotoGP?

R: Em primeiro lugar a aderência dos pneus. E também a grande disponibilidade de potência. Há claramente uma grande diferença para uma Supersport, mas também há diferenças para a última moto com que rodei que era uma 500cc. O desenvolvimento nestes últimos anos foi impressionante.

P: Quais foram os rivais mais fortes durante o fim-de-semana?

R: Basicamente todos os pilotos, já foram todos campeões de alguma coisa e é a competição mais exclusiva nas duas rodas. O topo do desporto motorizado está no MotoGP, por isso todos os opositores são fortes. Foi muito bom voltar a correr com todos eles, de forma tão competitiva e tão próxima, ombro com ombro por vezes. Sei que a chuva me ajudou um pouco, mas acredito que mostrei que não se devem esquecer de mim quando chega a hora de pilotos de topo!

P: Estou certo que está contente com o 6º lugar, mas arrependeste de não teres puxado um pouco mais para chegares ao pódio, isto porque no início foste um dos pilotos mais rápidos em pista?

R: Estava muito confiante para a corrida, mas faltou-me algo no final – não tive tempo suficiente de pista com a moto e não queria deitar tudo a perder com uma queda! Foi um resultado importante para mim e para a equipa que o mereceu plenamente depois de todo o árduo trabalho.

P: Pensamento final?

R: Um sonho que se tornou realidade. Se a equipa voltar a precisar de mim no futuro – agora ou mais tarde – estarei disponível para eles! Foi muito bom fazer parte da Konica Minolta Honda nesta corrida e estou contente por lhes ter dado alguns pontos para o campeonato de equipas. Desejo-lhes a eles e ao Makoto Tamada uma boa temporada!.

Tags:
MotoGP, 2005

Outras actualizações que o podem interessar ›