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Uma volta ao circuito de Donington Park

Uma volta ao circuito de Donington Park

Uma volta ao circuito de Donington Park

No traçado actual de Donington Park há duas secções distintas: a primeira é rápida e sinuosa onde a moto tem de estar estável na frente para negociar as rápidas curvas em descida de "Hollywood" e "Craner" que se fazem a mais de 200 km/h. Esta primeira secção é toda a descer e feita em quinta velocidade até ao lendário "Old Hairpin" onde a travagem é muito delicada, já que é o ponto mais baixo do circuito e tem de ser feito em terceira velocidade.

Depois desta curva os pilotos passam pela curva "Schwantz" em quinta e seguem para a curva "McLean". Segue-se a "Coppice", feita em terceira velocidade e onde os pilotos são vistos várias vezes a escorregar à saída da curva, e depois surge a recta mais longa do traçado.

Neste ponto as velocidades vão, normalmente, além dos 275 km/h porque a recta é atravessada pelo ponto mais alto de uma colina o que faz com que as motos levantem voo e isso provoca uma súbita aceleração nas rotações do motor, o que leva a uma paragem momentânea da ignição do motor.

Neste ponto da recta cada piloto tem a sua técnica para reduzir a perda de tempo: alguns passam de quinta para sexta no ponto da descolagem; outros mudam ligeiramente a trajectória no topo para que a moto esteja inclinada e assim não levante a roda da frente, isto apesar de ter de se reduzir a velocidade no final da recta.

Logo depois desta recta surge a secção mais lenta da pista com três curvas feitas a menos de 70 km/h e mais três rectas feitas em quarta ou quinta velocidade. Uma destas curvas são os famosos "Esses", uma chicane muito lenta, e a outra é o "Melbourne Hairpin" que se faz a 60 km/h e é o ponto mais lento do traçado. Com estas travagens tão fortes a afinação da travagem do motor com as motos de quatro tempos é crucial para permitir travagens tardias nas ultrapassagens.

Idealmente em Donington os pilotos necessitam de duas geometrias de chassis diferentes para as duas secções da pista. Uma daria estabilidade com baixo centro gravítico para permitir mudanças rápidas de direcção; outra onde as motos seriam mais curtas, com centro mais elevado para que a moto curvasse rápido nas curvas mais lentas e apertadas.

Como é hábito, temos de procurar um compromisso ideal que não provoque demasiadas perdas de tempos em alguns pontos da pista. Donington é também um circuito com pouca aderência, o que torna a afinação ainda mais complicada. Dizem que a falta de aderência se deve ao combustível deixado pelos aviões nas descolagens e aterragens no aeroporto de East Midlands que fica muito próximo. Algumas equipas dizem que em dias de chuva se consegue ver o combustível formar uma pequena película na pista, tornando-a muito escorregadia.

É difícil encontrar a afinação ideal para as relações de caixa, uma vez que todas as mudanças são utilizadas. Como as relações de caixa são muito curtas e as mudanças mais baixas são muito requisitadas, surge o problema de excesso de potência o que leva a moto a fazer cavalinhos. Tal como em Le Mans, nesta pista o piloto muda de velocidades muitas vezes por volta, chegando a média a rondar as 33 passagens de caixa em cada volta e quase 1.000 durante a corrida.

Donington é um dos circuitos onde há maior desgaste do pneu frontal. A primeira secção da pista, a descer e com sete zonas de travagem forte, cria grande desgaste na frente durante a corrida. Normalmente são utilizados compostos duros na traseira, especialmente no lado direito, para contrariar o aumento de desgaste provocado pelas rápidas acelerações e escorregadelas à saída da curva "Coppice".

Tags:
MotoGP, 2005, betandwin.com BRITISH GRAND PRIX

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