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Pedrosa desejoso por continuar a simular corridas

Pedrosa desejoso por continuar a simular corridas

Pedrosa desejoso por continuar a simular corridas

Depois de ter testado na Malásia, Austrália e de novo na Malásia, Dani Pedrosa e a Repsol Honda alinharam nos Testes Oficiais de MotoGP da semana passada na Catalunha. Apesar do tempo não ter sido o ideal, particularmente no último dia em que choveu, o príncipe espanhol das duas rodas recolheu impressões positivas da experiência.

Numa entrevista levada a cabo após os Testes da Catalunha, Pedrosa analisou os três dias de trabalho e toda a pré época.

Dani, o mau tempo estragou um pouco a tua estreia em casa, não foi?

"Sim, esteve frio e os pneus não aqueceram o suficiente, o que fez com que a moto não tivesse as reacções correctas, mas foi mais uma boa experiência e tem sido positivo para as corridas que se aproximam porque, tirando o Qatar, as condições climatéricas vão ser muito similares a estas."

E no domingo a chuva estragou o teste de Barcelona.

"Foi uma pena porque no domingo esperávamos testar coisas que tinhas analisado em profundidade no dia anterior, mas acabou por chover… Não queria ir para a pista nessas condições, já que era muito perigoso devido às baixas temperaturas. Mas no final acabei por ir, a 20 minutos do fim, e fiz apenas algumas voltas porque não estava a planear entrar na luta pelo carro. Espero que as coisas corram melhor em Jerez esta semana e ser capaz de testar algumas coisas pendentes porque será a última oportunidade antes da primeira corrida."

A simulação de corrida está a fugir de ti!...

"Tens razão! Não sei o que se passa, mas não há maneira de fazer uma, creio que, se possível, faremos uma no primeiro dia de Jerez. Caso contrário receio não o poder fazer antes da primeira corrida."

Estás curioso em relação à simulação para saberes em que ponto estás?

"Muito. Estou desejoso por fazê-la e ganhar experiência, ver como me sinto no final, tanto em termos físicos como com a moto, e ver se o meu ritmo enfraquece muito com o passar das voltas devido aos pneus e à minha preparação física."

Houve dias perdidos na Malásia devido à chuva, tal como em Barcelona, e só tens mais três dias de testes em Jerez. A tua equipa está preocupada por não ter ainda todo o trabalho feito?

"Não porque é apenas a situação que temos neste momento e é a mesma para todos os que estão a começar na categoria, por isso é normal para mim. Já testámos muito; em breve teremos as primeiras corridas e tenho de continuar a fazer o meu papel, aprender a tempo inteiro. Não posso chegar às primeiras provas com o mesmo conhecimento que pilotos que, por exemplo, já estão no MotoGP há cinco anos."

É importante testares agora na pista onde vais fazer o primeiro Grande Prémio da temporada?

"Claro que sim, é sempre importante poder testar num circuito algumas semanas antes de irmos correr nele, mas nunca sabemos se as condições climatéricas vão ser as mesmas, apesar de poderem ser muito similares. Vamos ver se temos bom tempo tanto nos testes como no Grande Prémio para ganharmos mais experiência. Testar em Jerez antes da corrida vai ser bom para ter referências de velocidades e de como se porta a minha nova moto no circuito."

Como é que tem sido a tua adaptação à categoria desde Novembro, em Valência, até agora?

"Ainda me vejo muito longe do que posso fazer. Não no que respeita a resultados, mas no que toca ao que sinto na moto. Ainda não temos uma posição definida para o guiador nem para os pisa pés e coisas do género. Estamos num circuito diferente e encontrámos condições diferentes. Não posso dizer que esta é a moto definitiva e que será sempre assim que a vou afinar. Estamos a fazer alterações todos os dias e isso significa que ainda somos inexperientes nesta classe."

Sentes mais pressão depois de teres feito o teu primeiro testes em frente dos fãs espanhóis?

"Não, foi apenas mais um teste para mim e o que quero é continuar a fazer o meu trabalho. É verdade que as pessoas esperam muito de mim, senti-o nas corridas. O mais importante para mim e para a equipa agora não é vencer, mas progredir. Alcance o que alcançar na primeira corrida e daí para a frente é o que interessa, seja, ou não, bom para o público. Desde que seja bom para mim será o suficiente para a equipa."

O que é que falta neste momento para te começares a sentir competitivo na classe?

"Há classes onde se pode ganhar se só tivermos talento; há outras onde se pode ganhar porque se tem uma boa moto… Mas nesta categoria é necessário talento, boa moto, bons pneus, boa equipa… Temos de ter tudo no lugar e experiência, muita experiência, e neste momento é isso mesmo que não tenho."

Alguma conclusão sobre os Testes Oficiais?

"As conclusões são… neste momento são positivas para mim porque foi a primeira vez que rodei com a máquina de MotoGP num circuito. Se voltasse na próxima semana e fizesse pior então, sim, vou ficar mais pessimista; mas a minha primeira vez aqui. Cheguei acostumado à Malásia e a moto não se portou da mesma forma que em Sepang. Testei muito lá. O que sentimos em Barcelona na semana passada é o que vamos sentir esta temporada. Pelo menos até meio da época vou passar a sexta-feira e o sábado a descobrir coisas novas porque não conheço bem a moto, nem os circuitos, porque as diferenças deverão ser muitas."

Tags:
MotoGP, 2006, Dani Pedrosa

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