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Michelin sobre Elías e as regras de 2007

Michelin sobre Elías e as regras de 2007

Michelin sobre Elías e as regras de 2007

O construtor de pneus Michelin foi o grande vencedor da corrida de domingo passado no Estoril ao garantir os cinco primeiros lugares. A caminho da última corrida do ano há apenas dois pilotos com possibilidades de conquistarem o ceptro e qualquer um deles rodar com borrachas da marca gaulesa. Valentino Rossi, que foi segundo em Portugal, e Nicky Hayden, que não terminou a prova, vão atacar o título dentro de pouco mais de duas semanas.

A corrida do passado domingo foi ganha por um estreante nas andanças dos triunfos de MotoGP: Toni Elías, que bateu o Campeão do Mundo por dois milésimos de segundo. Kenny Roberts Jr terminou em terceiro a 0,174s. Qualquer um dos três primeiros optou por compostos diferentes dos slicks da Michelin; Elías rodou com um traseiro médio, Rossi com um duro e Roberts com um macio.

"Os nossos pilotos dominaram este fim-de-semana", disse Nicolas Goubert, director do departamento de competição de motociclismo da Michelin. "Conseguimos resultados dentro dos cinco primeiros na qualificação e corrida, bem à frente dos nossos rivais. A performance dos nossos pneus e consistência são muito boas, o Toni fez o seu melhor tempo de corrida à 20ª volta e a corrida pela liderança foi uma das mais interessantes deste ano. Não esperávamos que ele ganhasse aqui depois de se ter qualificado em 11º. Mas é engraçado, em Sepang um dos canais de TV fez entrevistas com alguns dos nossos pilotos, todos eles com os chapéus do pódio da Michelin".

"Depois do Toni ter terminado devolveu-me o chapéu e disse-me que queria que fosse eu a dar-lhe o chapéu quando conquistasse o primeiro pódio de MotoGP. Mereceu mesmo ganhar e o cahp´éu também! A corrida não foi fácil para ninguém porque as condições estavam muito mais frescas no domingo, apesar do Kenny ter sido o único piloto da frente a mudar a opção de pneus depois do warm-up da manhã. Tenho muita pena do Nicky. Esta corrida provou que tudo pode acontecer a qualquer momento nas corridas de motos. A última corrida em Valência será muito excitante, o título só será decidido com a bandeira de xadrez."

Goubert também comentou sobre as novas regras de pneus para 2007 anunciadas antes da corrida do Estoril.

"O acordo de pneus é muito bom, especialmente se olharmos para o que está a acontecer nos principais campeonatos de desportos motorizados, em particular na Fórmula 1 que vai mudar para um fornecedor único. O mais importante das novas regras é o facto de garantirem que as marcas de pneus vão poder continuar a competir entre si. O Carmelo Ezpeleta (Director Executivo da Dorna) desempenhou papel muito importante em tudo isto, falou com as marcas de pneus para chegar a um compromisso aceitável por todos porque quer continuar a contar com diferentes fabricantes a lutar em pista. Os principais fabricantes de motos também fizeram força para que continuassem a existir várias marcas de pneus porque entendem que a tecnologia proveniente do MotoGP pode ser aplicada nas motos de estrada, por isso este acordo é muito bom para o utilizador final. Assim que ficou claro que se queria o envolvimento de todos o segundo aspecto mais importante passou a ser garantir que não temos grandes aumentos de custos porque estes podem escalar quando temos construtores de monta a competirem entre si numa competição tão prestigiada. Neste aspecto o mais importante foi a redução de equipas de testes de pneus."

"Para o próximo ano as equipas só podem rodar nos testes oficiais da IRTA e em mais uma pista durante a temporada e noutra na pré época. O terceiro ponto foi para garantir que não haveria mais testes para as equipas de MotoGP, por isso a Dorna limitou o período de Inverno a sete sessões de testes organizadas pela IRTA. Isto é bom, em particular por causa da segurança uma vez que os testes passarão a contar com toda a estrutura médica das corridas. Durante a temporada os únicos testes que se podem realizar são logo depois dos Grandes Prémios com as equipas a ficarem nas pistas onde correram para trabalharem. Há uns anos que sugerimos isto e é muito eficiente em termos de resultados, segurança e custos. É outra boa mudança. Todas estas restrições garantem que haverá maior igualdade competitiva ao longo de toda a grelha porque as formações de fábrica não poderão testar mais que as privadas."

"O último ponto diz respeito à limitação de pneus por piloto durante um fim-de-semana de corrida. O limite de 31 pneus por piloto, o que não representa grande redução face ao actual sistema, vai, ainda assim, evitar aumentos, especialmente no que respeita aos pneus de qualificação. As novas regras não exigem que todos os pneus que fornecemos sejam iguais, por isso podemos trabalhar ainda mais do que agora em termos de transporte de pneus para fornecermos cada piloto porque o estilo de pilotagem é crucial para as escolhas. Os nossos pilotos estarão fortemente envolvidos no processo de transporte dos pneus para as suas necessidades".

"Como sempre, vamos apoiar o MotoGP ao máximo, fornecendo pneus a significativo número de equipas, queiram elas trabalhar connosco. Estamos preparados para fornecer 50% da grelha. As regras de pneus entram em efeito a partir do início do próximo ano e não há limite de tempo para as regras, mas se os fabricantes de pneus decidirem que determinado aspecto dos regulamentos têm de ser melhorados, podemos chegar a acordo para alterações para o ano seguinte."

Tags:
MotoGP, 2006, bwin.com GRANDE PREMIO DE PORTUGAL, Toni Elias

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