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Sucesso de Stoner marca ponto alto da história da Bridgestone

Sucesso de Stoner marca ponto alto da história da Bridgestone

A conquista do Campeonato do Mundo de MotoGP de 2007 por parte de Casey Stoner, da Ducati Marlboro, representa também o primeiro título mundial da Bridgestone desde que entrou para o MotoGP há seis anos.

A conquista do Campeonato do Mundo de MotoGP de 2007 por parte de Casey Stoner, da Ducati Marlboro, representa também o primeiro título mundial da Bridgestone desde que entrou para o MotoGP há seis anos.

O sucesso de Stoner é o culminar de uma temporada de estreia de sonho com a Ducati e na qual o australiano de 21 ganhou, até ao momento, oito corridas aos comandos da sua Desmosedici GP7 calçada com borrachas Bridgestone.

Para a marca nipónica é o prémio de muitos anos de dedicação e árduo trabalho, além de ter contribuído para o dilatar do já impressionante currículo desportivo da Bridgestone que agora passa a contar com um ceptro mundial na categoria rainha da competição em duas rodas, além de todos os triunfos já conquistados nas quatro rodas, com particular destaque aqui para a F1.

A carreira da Bridgestone no MotoGP teve início humilde como fornecedor das 250cc e das 500cc nos campeonatos nipónicos nos anos 80, mas foi só em 91 que a marca se aventurou no Campeonato do Mundo, com um envolvimento de 13 anos nas 125cc.

Pelo caminho, a marca ajudou os pilotos de 125cc a conquistarem 30 vitórias em corridas e 85 pódios até à temporada de 2003. A Bridgestone foi também a fornecedora de algumas formações privadas das quarto de litro em meados dos anos 90.

Em 2001 a marca iniciou os testes de pista com as especificações de competição das 500cc, na pista de Jerez no Sul de Espanha.

A marca japonesa apoiou duas equipas e três pilotos no ano de estreia no MotoGP, em 2002, com Jurgen van den Goorberg e a Kanemoto Racing, bem como Nobuatsi Aoki e Jeremy McWilliams na Proton Team KR do tri-Campeão do Mundo de 500 Kenny Roberts Sr.

Os pontos altos da época de estreia foram o quinto posto de Van der Goorbergh, em Phillip Island, e a primeira pole no mesmo fim-de-semana por parte de McWilliams.

A Bridgestone continuou a fornecer três pilotos em 2003, o último ano que estiveram nas 125cc. Tanto Aoki, como McWilliams continuaram com a Proton Team KR, mas a Pramac Honda optou pelas suas borrachas com Makoto Tamada.

Tamada assinou alguns momentos memoráveis para a Bridgestone no MotoGP logo em 2003, com o primeiro pódio da marca no Rio. Tamada terminou num encorajador terceiro posto, apenas a sete segundos do vencedor, Valentino Rossi.

Tamada assinou as duas primeiras vitórias da Bridgestone no MotoGP no Rio e em casa, em Motegi. O pódio do Estoril ajudou Tamada a terminar o ano, enquanto Shinya Nakano reclamou o primeiro pódio da Kawasaki com a Bridgestone ao ser terceiro também em Motegi.

Em 2005 a Ducati Corse assinou com o fabricante japonês, juntando-se assim à Suzuki e Kawasaki.

As três equipas conseguiram pódios, com Olivier Jacque a conseguir o melhor resultado da carreira com o segundo posto na primeira edição do GP da China e Kenny Roberts Jr a subir ao pódio de Donington, sem esquecer a forma como Loris Capirossi brilhou com a Ducati.

O veterano italiano garantiu dois triunfos consecutivos no Japão e na Malásia que o ajudaram a concluir o ano em sexto.

Na temporada passada Capirossi foi mais além e, não fosse o feio acidente na Catalunha, podia mesmo ter lutado pelo campeonato. Começou a temporada em estilo com a primeira vitória da Bridgestone na Europa, em Jerez.

Seguiram-se pódios no Qatar, Le Mans e Mugello para liderar o Campeonato até chegar à Catalunha. Assim que recuperou totalmente das lesões Capirossi regressou em estilo para triunfar em Brno e Motegi, bem como para conquistar impressionante segundo posto na Malásia. Acabou o ano em terceiro.

Os melhoramentos levados a cabo pela Bridgestone na gama de pneus tornou-se ainda mais evidente nas suas três equipas com Nakano a ser segundo em Assen, com a Kawasaki, e Chris Vermeulen a reclamar a segunda posição, para a Suzuki, na chuva de Phillip Island.

Como substituto na última corrida do ano em Valência, Troy Bayliss impressionou o paddock ao triunfar, fazendo com que a marca terminasse o ano com quatro vitórias, o dobro do ano anterior, e um total de 11 pódios.

Ao longo do Inverno 2006/2007 foram levadas a cabo uma série de mudanças que deram à Bridgestone um desafio ainda maior no MotoGP, o maior de sempre da marca. As novas regras de pneus foram introduzidas, reduzindo o número de borrachas por piloto e por GP para apenas 31 (17 traseiros e 14 frontais).

Ao mesmo tempo, os regulamentos técnicos das motos foram alterados, reduzindo a capacidade dos motores de 990cc para 800cc. A Bridgestone passou ainda a contar com mais equipas, passando de tês formações para cinco e de seis pilotos para dez. Para um fabricante de borrachas com uma experiência comparativamente mais reduzida, a Bridgestone traçou metas bem altas.

Entre os novos pilotos de 2007 da Bridgestone estavam Toni Elias e Marco Melandri, da Gresini Honda, Alex Barros, da Pramac d'Antin, e o novo recruta da Ducati, Casey Stoner.

As primeira vitórias de Stoner no Qatar e Turquia colocaram-no na rota do título que acabou por conquistar com oito triunfos até ao momento, o que igualou o total de vitórias da Bridgestone nos últimos cinco anos, além de ter assinado já cinco poles.

A Honda Gresini conquistou os primeiros pódios com a marca nipónica através de Elias, na Turquia e Motegi, bem como com Melandri em Le Mans e nos EUA. A Pramac d'Antin conseguiu um surpreendente pódio com Barros em Mugello, enquanto o veterano da Bridgestone Capirossi voltou a triunfar em Motegi, além de ter estado nos pódios da Turquia e de Sachsenring.

A Suzuki também está a passar pela mais bem sucedida temporada no MotoGP com sete pódios graças às prestações de John Hopkins e Vermeulen – com este último a garantir popular e bem merecida vitória em Le Mans.

Tags:
MotoGP, 2007, A-STYLE GRAND PRIX OF JAPAN, Casey Stoner

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