Compra de bilhetes
VideoPass purchase

Hayden determinado a recuperar título em 2008

Hayden determinado a recuperar título em 2008

Depois de ter visto Casey Stoner roubar-lhe o título de MotoGP este ano as coisas não correram da melhor forma a Nicky Hayden em 2007, mas o Kentucky Kid está apostado em recuperar o ceptro e está confiante depois do primeiro teste de Inverno.

Depois de ter visto Casey Stoner roubar-lhe o título de MotoGP este ano as coisas não correram da melhor forma a Nicky Hayden em 2007, mas o Kentucky Kid está apostado em recuperar o ceptro e está confiante depois do primeiro teste de Inverno.

Depois do anúncio desta semana que Hayden e Dani Pedrosa vão continuar a correr com pneus Michelin em 2008, como já se esperava, e após alguns primeiros sinais positivos do norte-americano aos comandos da RC212V na preparação da próxima época em Valência, o antigo Campeão do Mundo arranjou algum tempo para uma breve entrevista.

Depois do teu primeiro contacto com a nova moto, qual é a impressão com que ficaste dela?
Estou muito impressionado com ela, foi a primeira vez que rodei com ela. Parece estar quase pronta, mas é claro que ainda temos muito trabalho pela frente e temos também de continuar o desenvolvimento, mas é um bom princípio. Se me fizerem a mesma pergunta dentro de algumas semanas poderei dizer mais.

Podes compará-la com a versão de 2007?
É muito similar, não há grandes diferenças. Talvez a maior seja a utilização de válvulas pneumáticas, que estão a atrair todas as atenções. Gosto da posição de pilotagem. Também gosto da transferência de pesos, não é tão brusca e rápida como na moto antiga.

A Repsol Honda anunciou há poucos dias que vai continuar com a Michelin. Estás contente com esta decisão?
Sim. Têm muito trabalho a fazer, mas é porque podem melhorar. Não estiveram ao nível esperado este ano, mas estou desejoso por ver o material que vão usar na próxima época. A Bridgestone tem estado à frente todo o ano e espero que na próxima temporada estejamos mais fortes. O nível deste ano não foi suficientemente bom.

Encontraste algo de novo nos pneus neste teste?
Talvez, mas o mais importante neste momento é habituar-me à moto antes de começar a pensar nos novos pneus.

Foi muito difícil perder o número 1?
Foi doloroso, é difícil de engolir, principalmente por causa da forma como o perdi. Preferia ter estado mais forte e a lutar pelo título, mas tivemos azar toda a temporada. Foi um golpe duro, não vou mentir, foi frustrante para a equipa porque tínhamos grandes esperanças de nos darmos bem. Podemos fazer as coisas muito melhor. O que posso fazer? Apenas ultrapassar isto e lutar por o reconquistar no próximo ano.

Então estás pronto para voltar a lutar pelo título?
É claro. Foi um ano muito difícil. Não estou nada contente. No próximo ano tenho de rodar a um nível muito melhor, espero estar mais forte e divertir-me muito mais.

Qual foi o melhor momento de 2007?
Diria que foi a pole em Portugal. Foi um bom prémio depois do que aconteceu lá no ano anterior. E foi bom para a equipa porque tenho confiança neles e eles em mim também. Os pódios na Holanda, Alemanha e na República Checa também foram bons momentos.

E o pior?
Não terminar em casa, em Laguna Seca, isso foi muito duro. A verdade é que houve muitos maus momentos, mas as corridas são assim. Mas sei que temos de aprender com os maus momentos, bem como com os bons e estou desejoso por voltar a estar no topo.

Sem tempo para descansar, a temporada de 2007 terminou no domingo passado e na terça-feira já estavas a trabalhar para 2008. É demais?
Não. Não é um trabalho fácil, mas sei que há outros bem piores. Ser um piloto de fábrica da Honda no MotoGP é um privilégio e não vou chorar pela quantidade de trabalho que tenho. Viajámos muito nos dois últimos meses e vamos continuar a fazê-lo nos próximos dois, é um pouco complicado, não são só sorrisos. Estamos sempre a andar de um lado para o outro, mas são ossos do ofício. Não posso dizer que seja demais.

Parece que a Honda está a fazer grande esforço para voltar a ser competitiva. Foi isso que se viu nas últimas corridas, uma moto muito competitiva. Mas agora a moto é nova, isso significa que têm de começar de novo do zero?
É uma moto totalmente diferente. Diria que em muitos aspectos estamos a começar do zero, mas com uma base muito maior. O compromisso da Honda nos maus momentos é muito encorajador para mim, principalmente quando os resultados não estavam a surgir. Não desistiram e isso mostra bem o carisma da marca.

Entrevista cortesia da Repsol Honda.

Tags:
MotoGP, 2007, Nicky Hayden

Outras actualizações que o podem interessar ›