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Witteveen fala sobre desenvolvimento do motor de MotoGP

Witteveen fala sobre desenvolvimento do motor de MotoGP

No Teste Oficial de MotoGP desta semana em Jerez contou com a presença do respeitado antigo chefe técnico da Aprilia Jan Witteveen que falou com o motogp.com dando a saber as suas impressões sobre a mais recente geração dos motores de 800cc de MotoGP.

No Teste Oficial de MotoGP desta semana em Jerez contou com a presença do respeitado antigo chefe técnico da Aprilia Jan Witteveen que falou com o motogp.com dando a saber as suas impressões sobre a mais recente geração dos motores de 800cc de MotoGP.

O holandês de 50 anos, que no passado já trabalhou com marcas como Bimota, Cagiva, Gilera, Sachs e Simonini, foi responsável ainda por 17 títulos da Aprilia ao longo de um período de glória de 15 anos e que teve início em 1989.

Sendo um dos mais experientes homens dos motores a dois tempos, Witteveen trabalha agora como jornalista freelance e consultor técnico, usando os seus vastos conhecimentos de especificações de motores no Campeonato do Mundo e não só.

Comparando o desenvolvimento de motores no MotoGP com a F1 e as avançadas tecnologias como os sistemas de válvulas pneumáticas introduzido pela primeira vez no MotoGP com o protótipo Aprilia RS3 em 2002 Witteveen explica: Com a mudança de regulamentos das 990cc para as 800ss, iniciada no ano passado, era necessário desenvolver um sistema destes porque as rotações dos motores subiram cerca de 2.000 a 2.500 rpm. Por isso, para se ter uma boa prestação com maiores rotações é necessário ter os sistemas certos. Na F1 trabalham com regimes de 19.000 a 20.000 rpm e agora no MotoGP, com as 800cc, trabalhamos com regimes de 18.000 a 19.000 rotações. Creio que a Ducati está mesmo acima das 19.000.

Agora é necessário porque com o sistema normal conseguem-se obter essas rotações, mas não se obtém a prestação necessária. Com o sistema normal de válvulas penso que se conseguem performances razoáveis entre as 14.000 e as 15.000 rpm.

De acordo com o técnico holandês, a Campeã do Mundo Ducati está um passo à frente dos rivais graças ao seu sistema desmodrómico.

Para lá disso não há volume de admissão suficiente e não se consegue prestações, por isso é necessário fazer alguma coisa. Neste caso a Ducati tem o sistema desmodrómico e é uma grande vantagem. Outras marcas como a Kawasaki e a Suzuki começaram cedo com os seus novos sistemas. Foi por isso que, do ponto de vista do motor, no ano passado se viu a Kawasaki e a Suzuki serem, por vezes, mas competitivas que a Honda e Yamaha.

Para este ano a Yamaha tem estado a trabalhar muito para mudar para o sistema de válvula pneumática porque se consegue melhor performance e mais rotação, mas é claro que é necessário tempo. Não é muito fácil faze-lo. Na altura, quando começámos com o motor de válvula pneumática o objectivo era conseguirmos rotações mais elevadas e melhor prestação e isso leva, por norma, dois anos a conseguir.

Também se pode fazer uso da tecnologia da Fórmula Um, mas a filosofia do motor sobre as características da potência e binário é totalmente diferente. O desenvolvimento do motor tem de ser feito de forma diferente, é por isso que necessitam de mais tempo.

A longo prazo todas as equipas de MotoGP vão estar a usar o sistema desmodrómico, a válvula pneumática ou algo como isso. O sistema normal de válvulas vai deixar de se usar porque limita a prestação a regimes elevados.

Tags:
MotoGP, 2008

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