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Experiência de Yamano beneficia Repsol Honda

Experiência de Yamano beneficia Repsol Honda

Kazuhiko Yamano juntou-se à Honda com 19 anos e 25 anos mais tarde é o Director Desportivo da Repsol Honda no MotoGP.

Tendo entrado para a Honda nos inícios da década de 80, em 1991 Kazuhiko Yamano já trabalhava como mecânico do lendário Mick Doohan e desde então tem colaborado com nomes como Sete Gibernau, Taddy Okada and Tohru Ukawa.

O seu impressionante currículo inclui quatro anos a trabalhar como director da equipa de fábrica da HRC nas prestigiadas 8 Horas de Suzuka, com a sua vasta experiência a levá-lo à posição actual como Director de Equipa da Repsol Honda no MotoGP, gerindo o trabalho de Dani Pedrosa e Nicky Hayden.

Passaste de mecânico de Doohan a Chefe de Mecânicos do Ukawa, membro das equipas de desenvolvimento de Okada e Gibernau e Director de Equipa. Agora és responsável por uma das mais fortes equipas do campeonato. Como olhas estas mudanças de responsabilidade?
`O meu sonho era um dia tornar-me director de equipa na categoria de topo com a HRC. Muitas pessoas gostariam de ter este trabalho. Subi gradualmente desde que comecei como mecânico e finalmente tornei-me Director de Equipa. Mas não penso que seja o meu objectivo último. Não tenho muitos objectivos, quero apenas melhorar. No passado, todos os Directores de Equipa eram engenheiros, mas eu comecei como mecânico. Quero mostrar a todos os jovens mecânicos, e a todos, que um mecânico pode assumir a Direcção de Equipa se forem ambiciosos e trabalharem arduamente.´

Trabalhaste em áreas diferentes da equipa e creio que isso te dá um ponto de vista muito mais abrangente do todo. Isso torna o teu trabalho mais fácil?
`Graças à minha experiência como mecânico, sei o que os mecânicos sentem, até mesmo os pilotos, porque a relação é muito próxima. Mais ainda quando se é Chefe de Mecânicos. Por isso, agora compreendo todos os pontos de vista dentro da equipa; o que sentem, como encaram os problemas, como ter boa relação com os pilotos...´

Trabalhaste com vários pilotos diferentes. Quem é que te impressionou mais?
`Penso que, até ao momento, foi O Mick Doohan que mais me impressionou porque depois do grave acidente que teve em 1992, e da complicada lesão, ele recuperou e ganhou o campeonato por cinco vezes. A sua motivação era incrível e ele mostrou-me que o mais importante é estarmos muito motivados para ganharmos o Campeonato do Mundo. O seu espírito de luta também me impressionou muito.´

No Qatar, o Dani Pedrosa disse: `agora vi o verdadeiro significado de estar com a HRC.´ Houve meses difíceis durante a pré época, mas naquele momento a Honda fez um enorme esforço para que os pilotos tivessem o que pediram. Algumas pessoas dizem que a figura importante por trás disto és tu. Como é que te sentes em relação a isto?
`Não fui só eu a fazer o árduo trabalho. Como Director de Equipa fiz o que era esperado do mim. Há muitas pessoas na HRC e temos de deixar que todos os elementos da companhia saibam qual a situação actual da equipa, quais as queixas feitas pelos pilotos, etc. Não uma mera descrição aproximada, mas uma ideia muito clara do que é necessário. Fiz apenas o meu trabalho, que por acaso é de Director de Equipa, mas nessa altura todos fizeram o que se esperava deles.´

No ano passado a RC212V teve mais problemas que o esperado e a moto continuou a ser desenvolvida. O que pensas do actual estado de desenvolvimento da moto e qual o potencial que achas que tem?
`No ano passado mudaram as regras para um limite de 800cc. Fizemos nova moto e este ano não queríamos voltar a começar do zero. Por isso, fizemos uso do trabalho de desenvolvimento feito até à altura com a moto, isto sem grandes mudanças. Quando me perguntam `o campeonato por ser ganho nesta situação?´; penso que é uma pergunta traiçoeira. Temos de tentar coisas novas e isso leva tempo; e apesar de termos consciência que os pilotos esperam estes desenvolvimentos, temos de continuar a fazer os testes.´

Qual é a tua opinião sobre o Dani Pedrosa e o Nicky Hayden?
`Ambos os pilotos são muito fortes mentalmente e muito talentosos, mas com características diferentes, e tentamos tirar o máximo partido disso nas duas situações. Aprendi muito com o Dani, já que ele sabe aproveitar as oportunidades em qualquer situação. Ele é um piloto muito inteligente. O Nicky é muito agressivo e graças à motivação da equipa dele e à sua própria paixão pela formação ele faz também um trabalho muito valioso.´

Estiveste lá nas 500cc, depois no MotoGP a 990cc e agora nas 800cc. Como é que vez o Campeonato do Mundo neste momento?
`Compreendo bem a mudança feita para as 4 tempos porque este tipo de motor é mais amigo do ambiente. E, em consequência, a mudança para as 800cc também é fácil de explicar porque foi feita para melhorar a segurança dos pilotos.´

O que pensas do controlo de tracção?
`Penso que é muito importante para a segurança dos pilotos, por isso se o controlo de tracção tiver sido introduzido para melhorar esse aspecto torna-se fácil compreender porque é que foi feito.´

No ano passado a Bridgestone estava claramente à frente da Michelin e algumas equipas mudaram de fornecedor. A Honda ganhou os últimos campeonatos com a marca francesa e decidiu manter-se com eles. A equipa está contente agora?
`Estou muito contente. A prestação geral da Michelin é muito boa. Não sei bem o que se passou no ano passado, já que não era Directo de Equipa, mas este ano temos-nos encontrado muitas vezes para discutir as opiniões e agora estamos a fazer bom trabalho em conjunto.´

Podes dizer-nos alguma coisas sobre o novo motor?
`O nosso trabalho é produzir uma máquina capaz de vencer. Não interessa que válvulas são usadas, sejam pneumáticas ou normais. Tentamos produzir motos que vençam corridas e continuar a trabalhar com as duas opções para irmos ao encontro deste objectivo.´

Quem é que pensas que está em melhor condição para lutar pelo campeonato: a Ducati ou a Yamaha?
`Estão as duas muito fortes, têm motos que funcionam muito bem e ambas contam com bons pilotos.´

Tags:
MotoGP, 2008, Repsol Honda Team

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