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Kallio aponta calma, consistência e confiança como chaves para sucesso de 2008

Kallio aponta calma, consistência e confiança como chaves para sucesso de 2008

O líder do Campeonato do Mundo de 250cc Mika Kallio tem dominado as quarto de litro devido à consistência da KTM e às suas próprias melhorias.

O líder do Campeonato do Mundo de 250cc, o finlandês Mika Kallio, tem estado em destaque até ao momento em 2008. Na véspera do mais recente desafio, o Grande Prémio de Itália Alice, o piloto da Red Bull KTM diz o que pensa das razões que motivam o seu sucesso num conjunto de perguntas e respostas da KTM.

Tens uma vantagem confortável no Campeonato. Será a combinação Mika Kallio/KTM a melhor deste ano nas 250cc?

`Neste momento é claro que parece ser. Mas é difícil dizer exactamente porque é que estamos a liderar tão cedo. Até agora tem corrido tudo muito bem, não tivemos quedas, nem quebras de motor e terminámos sempre em boas posições com alguns pódios. E tem sido este o nosso plano desde o início: lutar pela vitória se tivermos boas possibilidades de vencer, mas também rodar para bom conjunto de pontos sem correr riscos desnecessários se não estivermos em condições de ganhar. Tem funcionado bem até agora e o facto de termos boas afinações para a maior parte das pistas e de eu me sentir, de forma geral, bem com a moto, também tem ajudado. Mas o campeonato está longe do fim, e temos de trabalhar muito se quisermos continuar assim. Precisamos de encontrar mais velocidade, temos de melhorar ainda mais o motor e o chassis e, é claro, posso sempre melhorar o meu estilo de pilotagem também.´

O departamento de competição da KTM é uma estrutura pequena em comparação. O que é que torna a equipa tão competitiva?

`Todos pensam que é necessário uma fábrica grande e muitas pessoas para se ter sucesso nas corridas, mas por vezes o oposto é verdade. A KTM chegou ao topo nesta categoria em apenas dois anos e, na minha opinião, o facto de termos um departamento de competição pequeno foi a chave para isso. É um grupo pequeno e eficiente, com pessoas muito capazes que trabalham muito bem em conjunto e isso faz com que se chegue rapidamente a decisões e conclusões. Duas ou três pessoas podem decidir no momento, levar a melhorias ou mudanças de certos componentes e o tempo de resposta é muito rápido. As grandes fábricas normalmente levam mais tempo a chegar a resultados similares. E como disse, a equipa da KTM é muito boa. Tirando pequenas mudanças, também é determinante continuar com o mesmo grupo de pessoas ao cabo de tantos anos.´

A tua estreia nas 250cc foi em 2007 e foi uma autêntica montanha russa de altos e baixos. O que mudou esta época?

`Tive os meus altos e baixos, é verdade, e houve muitos motivos para isso. Mas no final do ano encontrámos a luz ao fundo do túnel e sabíamos que 2008 ia ser muito melhor. A moto foi suficientemente desenvolvida para favorecer o meu estilo de pilotagem, e sabíamos as áreas que tínhamos de melhorar. O maior passo foi o nosso novo chassis. Senti logo que era muito boa para o meu estilo de pilotagem, que agora era capaz de tirar partido dos meus pontos fortes de novo, especialmente na travagem. Depois de um ano de trabalho árduo senti finalmente: Esta é a minha moto! Estava a melhorar, a ganhar confiança, a começar a ter bons resultados e, em resposta, a minha confiança cresceu ainda mais. As peças começaram a juntar-se de forma muito positiva.´

É positivo ter duas equipas KTM no campeonato de 250cc?

`Penso que é claramente melhor ter três pilotos do que dois. Dá mais possibilidades de testar e avaliar as coisas e isto acelera o desenvolvimento da moto. A Aprilia tem muitos pilotos e está um passo à nossa frente neste respeito, por isso é bom termos pelo menos mais um piloto connosco este ano. Contudo, para a afinação actual da moto cada um segue o seu caminho. Os estilos de pilotagem do Hiroshi Aoyama, do Julian Simon e o meu são muito diferentes para trocarmos acertos.´

Estás surpreso com o segundo posto do Mattia Pasini no Campeonato, já que o principal piloto da Aprilia é o Álvaro Bautista e está tão atrás nos pontos?

`É uma grande surpresa para todos. Pensava que o Bautsita ia ser o rival mais difícil de bater. Mas ele teve algum azar e também cometeu alguns erros e isto é claro que se reflecte no total de pontos que tem. Mas ainda penso que ele é muito rápido e um concorrente muito difícil e ainda há muitas corridas pela frente esta época. A questão não tanto se ele vai vencer corridas, porque estou certo que vai. A questão é se ele será, ou não, capaz de reduzir a diferença para nós.´

`No que toca ao Pasini, ele tem uma história de ser muito rápido, mas também muito inconsistente, com muitas quedas. Agora ele parece já não cair mais, o que é a maior surpresa. Mas é uma velha história: conseguimos alguns bons resultados, o nível de confiança cresce e o sucesso começa a surgir por si.´

Mas tu és o piloto mais equilibrado nesta categoria. O que é que te torna tão tranquilo? É uma característica da mentalidade finlandesa?

`É verdade: a maior parte dos finlandeses são assim. Sempre muito calmos. Também sou calmo durante as corridas. Mesmo quando acontece alguma coisa, se alargo uma trajectória ou cometo outro erro, nunca perco a concentração. Apenas digo a mim próprio: Bem, perdi um pouco, mas na próxima volta vou atacar e voltar a ultrapassar. Um italiano ou um espanhol pode enervar-se com isso e reagir de forma mais agressiva. Mas nos desportos motorizados é bom termos calma, manter a concentração e calcular os nossos riscos constantemente.´

És como o Kimi Raikkönen, o finlandês Campeão do Mundo de Fórmula 1?

`Estive com ele uma ou duas vezes, mas não o conheço bem e não me comparo com ele, de todo. A Fórmula 1 é muito popular na Finlândia, é claro, seguida dos Ralis e do MotoGP, mas o interesse pelas motos parece crescer todos os anos. Se conseguir vencer o Campeonato do Mundo será muito importante para o desporto no meu país, isso é garantido, mas ganhar pelas pessoas não me passa pela cabeça. Estou contente com todos os que gostam de corridas de motos e que gostam de nos ver, mas também respeito as pessoas que têm outros interesses em termos de desporto.´

Quais são os teus interesses quando estás longe das corridas?

`Quando tenho tempo no Verão gosto de ir para a nossa casa de férias, junto a um lago, onde brinco com a minha filha Mimosa, ando de barco e pesco, onde me limito a aproveitar o tempo com a minha família e, o mais importante de tudo, onde desligo o meu telemóvel. Gosto de simplicidade, como gosto de guisado com batatas e legumes, uma especialidade finlandesa que a minha mãe prepara como ninguém. E é claro, gosto de me manter em forma. No Verão ando muito de bicicleta ou vou ao ginásio. No Inverno ando de patins de gelo no lago, faço motocross com pneus de gelo. É fantástico!´

Entrevista cortesia da KTM.

Tags:
250cc, 2008, Mika Kallio, Red Bull KTM 250

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