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Ferguson fala dos preparativos da Dunlop para a Moto2

Ferguson fala dos preparativos da Dunlop para a Moto2

O motogp.com falou com Jeremy Ferguson, da Dunlop, esta semana semana para saber as mais recentes novidades sobre a forma como a marca inglesa de pneus está a trabalhar no projecto de Moto2.

Escolhidos no início do ano como fornecedores únicos da nova classe de MotoGP a partir de 2010, a Dunlop tem estado ocupada a preparar o seu produto para as novas máquinas a 4 tempos de 600cc.

O responsável da Dunlop Motorsport Jeremy Ferguson explicou ao motogp.com como é que os actuais fornecedores das 250cc e 125cc estão a proceder com o projecto e quais os principais factores no desenvolvimento de um produto de custos controlados mas que ainda seja consistente para a Moto2.

Quais são os primeiros passos no projecto do ponto de vista técnico?
Começou assim que a BQR e a Laglisse, no Campeonto de Espanha, e a Moriwaki, no Japão, tiveram as máquinas de Moto2. A BQR já era nossa parceira no Campeonato de Espanha, como no MotoGP. Na fase inicial não havia regulamentos definidos sobre diâmetros das jantes ou larguras, pelo que começámos a correr usando o material usado na Formula Extreme em Espanha.

Como é que garante que os custos são razoáveis?
Queremos manter os custos baixos de várias formas. Primeiro em termos das quantidades de pneus permitidos em cada corrida, que creio será decidido no Estoril, e penso que as quantidades serão menores que, por exemplo, no MotoGP.

Também decidimos ter uma jante fixa para que as equipas não posso experimentar diferentes larguras. Haverá um frontal de 3,75” e um traseiro de 6” em termos de larguras e um diâmetro de 17” à frente e a trás, pelo que as equipas não vão poder dizer que temos de experimentar um frontal de 3,6” ou de 3,82”, ou qualquer outro número. Isso também faz parte no nosso plano de redução de custos.

Vamos ter duas especificações de slicks e apenas uma de pneus de chuva por prova. A prestação tem de ser razoável e pode haver alguns circuitos onde, porque questões de segurança e prestação, vamos necessitar de certas especificações para respondermos à natureza da pista, onde Phillip Island é um claro exemplo.

Quando é que o produto final vai estar disponível para as equipas?
Queremos ter o produto finalizado para ser testado e usado em Novembro. Estamos agora a finalizar a especificação dos compostos, uma vez que já identificámos as dimensões e construção, pelo que estamos a ver qual os melhores compostos para as diferentes pistas.

Quão relevante são os vossos dados das 125cc e 250cc e os que recolheram no MotoGP até 2007?
Os circuitos são os mesmo, por isso temos muitos dados do MotoGP e das 250cc. As motos não são as mesmas que as 250cc, vemos isso pelas que já existem, mas isso não é problema porque é algo que podemos trabalhar. Agora é apenas um caso de garantir que temos a combinação certa de compostos para os circuitos individuais e difíceis.

O que é que a Dunlop espera da Moto2?
É um mundo totalmente novo para todos. O que queremos atingir, para ser franco, é o que a Bridgestone conseguiu no MotoGP. Isso significa tornar a competição mais próxima e apresentar pneus de bom nível porque isso vê-se nos resultados, como quando estabelecem novos recordes de volta na última ou penúltima volta de uma corrida, então o pneu fez um bom trabalho.

É claro que vamos tratar todos da mesma forma, pelo que vamos usar o mesmo sistema de marcação e distribuição de pneus do MotoGP, com todos os pneus a terem códigos de barras e distribuídos pelo Mike Webb e pelo seu pessoal antes do início de cada fim-de-semana de corridas.

Tags:
250cc, 2009, GP CINZANO DI SAN MARINO E DELLA RIVIERA DI RIMINI

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