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Quando a luta pelo título vai até ao fim

Quando a luta pelo título vai até ao fim

A luta entre Hiroshi Aoyama e Marco Simoncelli pelo supremacia nas 250cc vai disputar-se até ao final, trazendo à memória várias lutas da categoria no passado que se estenderam até à última jornada.

Após a vitória na Malásia, Hiroshi Aoyama chega à última jornada da época em Valência com 21 pontos de margem no Campeonato do Mundo de 250cc, o que significa que é o claro favorito à conquista do ceptro nas quarto de litro na última corrida do ano – e, de facto, a última corrida das 250cc em 60 anos de história de Grandes Prémios.

Marco Simoncelli adoraria revalidar o título e tornar-se no último Campeão do Mundo de 250cc da história antes da chegada da Moto2 na próxima época, mas para levar a melhor sobre o rival nipónico tem de ganhar no domingo e esperar que Aoyama não vá além do 12º lugar na corrida.

Na verdade, desde a mudança de regulamentos em 1977, em que o sistema de pontos passou a incluir todas as corridas do ano, o ceptro das 250cc foi atribuído na última jornada da época por 12 vezes. Além da considerável margem de pontos, Aoyama tem a história do seu lado, já que o piloto que chegou à última prova na frente da classificação só por duas vezes, nessas 12, perdeu o título: 1990 e 1993:

1978 – Kork Ballington foi para a última corrida do ano no circuito de Rijeka, na antiga Jugoslávia, à frente do companheiro de equipa na Kawasaki Greg Hansford com mais 11 pontos. Hansford venceu a corrida, mas Ballington terminou em terceiro e garantiu o ceptro.

1982 – Jean-Louis Tournadre (Yamaha), que só tinha ganho uma corrida durante o ano mas tinha somado pontos em todas as jornadas, liderava o Campeonato antes da última prova com oito pontos de margem sobre Toni Mang (Kawasaki), que tinha já vencido por quatro vezes. Mang ganhou a última corrida em Hockenheim, mas Tournadre terminou em quarto e conquistou o título por um mero ponto.

1988 – Sito Pons (Honda) liderava com o compatriota Juan Garriga (Yamaha) a seis pontos de distância antes da última prova do ano no Brasil. Pons terminou num confortável terceiro lugar na corrida depois de Garriga ter saído de pista na segunda volta e só conseguiu recuperar até ao quinto posto até ao final da corrida.

1990 – Carlos Cardus (Honda) foi para última corrida do ano em Phillip Island com mais cinco pontos que John Kocinski (Yamaha). Kocinski venceu a corrida e o título, enquanto Cardus viu-se forçado a desistir a duas voltas do final com a manete da caixa de velocidades partida.

1993 – Loris Capirossi (Honda) liderava com dez pontos de margem sobre Tetsuya Harada (Yamaha) à chegada a Jarama para a última corrida do ano. Harada ganhou a corrida e o título, com Capirossi a terminar em 5º devido a problemas de pneus.

1994 – Max Biaggi (Aprilia) somava mais oito pontos que Tady Okada (Honda) antes da última corrida do ano na Catalunha. Biaggi venceu após luta renhida e conquistou o título, como Okada a terminar em 4º.

1996 – Max Biaggi (Aprilia) foi para a última corrida da época em Eastern Creek, Austrália, com mais um ponto que Ralf Waldmann (Honda). Os dois pilotos lutaram entre si no início da corrida antes de Biaggi se isolar e vencer a corrida e o ceptro.

1997 – Os mesmo dois protagonistas do ano anterior, agora também com Tetsuya Harada (Aprilia), foram todos para última corrida com a possibilidade de ganharem o Campeonato. Biaggi (agora com uma Honda) liderava com Harada a seis pontos e Waldmann a mais um ponto de distância. Waldmann fez tudo o que pôde e ganhou a corrida em Phillip Island com Biaggi a terminar em segundo e a conquistar o ceptro por apenas dois pontos. Harada terminou em quinto com lesões resultantes de uma queda na qualificação.

1998 – Como em 1993, Loris Capirossi estava à frente de Tetsuya Harada (ambos em Aprilia) antes da última corrida do ano na Argentina, desta vez com uma margem de quatro pontos, com Valentino Rossi (Aprilia) a mais 14 de distância e ainda com uma possibilidade marginal de ganhar o título. Rossi venceu a corrida e uma colisão na última volta entre Capirossi e Harada resultou na desistência de Harada, com Capirossi a ganhar o ceptro ao terminar em segundo.

2000 – Olivier Jacque e o companheiro de equipa na Yamaha Shinya Nakano foram para a última corrida do ano separados por dois pontos, com a vantagem do lado de Jacque. Daijiro Kato (Honda) também tinha uma oportunidade de ganhar o ceptro, a 11 pontos de Jacque. A luta pelo Campeonato desenrolou-se até à última curva da última volta a Phillip Island, com Jacque a conseguir a vitória por 0,014s sobre Nakano, o que lhe valeu o título.

2003 – Manuel Poggiali (Aprilia) chegou à última corrida com sete pontos de margem sobre Roberto Rolfo (Honda). Rolfo nunca esteve na luta e Poggiali rodou de forma confortável até ao terceiro posto para se tornar Campeão do Mundo de 250cc na sua primeira época na classe.

2006 – Jorge Lorenzo (Aprilia) tinha 13 pontos de margem sobre Andrea Dovizioso (Honda) à chegada a Valência para a última corrida do ano. Ele fez o bastante ao terminar em quarto para arrebatar o ceptro com Dovizioso a terminar num desapontante sétimo lugar depois de ter estado à frente de Lorenzo no início da corrida.

Tags:
250cc, 2009, GP GENERALI DE LA COMUNITAT VALENCIANA, Hiroshi Aoyama, Scot Racing Team 250cc

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