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Pedrosa: “O Top 4 pode mudar a qualquer momento”

Pedrosa: “O Top 4 pode mudar a qualquer momento”

O piloto da Repsol Honda disse ao motogp.com o que planeia para o teste de MotoGP em Sepang e também discutiu o que pensa antes do início da época de 2010.

Dani Pedrosa começa os preparativos para a quinta temporada no MotoGP na quinta-feira com o primeiro de dois dias de testes no Circuito Internacional de Sepang. Em Dezembro foi alvo de uma operação para remover um parafuso do pulso esquerdo para melhorar a mobilidade e reduzir as dores e horas antes de iniciar o trabalho com a RC212V em pista, Pedrosa disse ao motogp.com o que pensa do teste e dos desafios que tem pela frente em 2010.

Como é que te sentes fisicamente e estás a começar a pré época em boa forma?
Sim. Ao longo da última época tive problemas com o meu pulso, mas não disse nada. Aguentei até ao final da temporada, dando o máximo, mas depois de ter terminado, e apesar de não ter rodado com uma moto nem ter colocado pressão no pulso, continuava a sentir dores. Por isso, decidi que era melhor tirar o parafuso. O período de recuperação foi de duas ou três semanas e até agora os resultados têm sido bons. Tenho treinado e tenho feito algum Motocross. O pulso respondeu bem, mas desde o momento que tirei o parafuso comecei a sentir-me melhor. Sinto que recuperei e que estou pronto para este primeiro teste.

Nos últimos anos sofrestes lesões na pré época (Sepang 2008, Qatar 2009) que afectaram a tua condição física antes do início da temporada. Este ano é importante usares todos os dias de testes...
Sim, a prioridade é tirar partido de todos os dias de testes disponíveis porque desta vez, mais que nunca, não há muitos dias. Assim, são testes muito importantes e é vital evitar cometer erros e estar em boa forma para a primeira corrida.

Qual é o plano para o primeiro teste?
Continuar a partir do ponto em que parámos em Valência. Vamos testar com a suspensão Öhlins, que é uma grande diferença depois de tantos anos com a Showa. Vamos como reagem com pequenas modificações do chassis. Também há a parte do piloto: não rodo há três meses, pelo que preciso de voltar à moto e encontrar o ritmo, velocidade e também nível físico.

A electrónica será importante ao longo destes dois dias?
Sim, é um dos aspectos mais importantes das motos de 800cc e temos de tentar configurá-la da melhor forma possível. No ano passado foi uma das nossas fraquezas, especialmente em travagem, e nesta pista há muitos pontos de travagem, pelo que vamos tentar encontrar a melhor afinação para isto.

O que esperas ter na primeira corrida do ano no Qatar, a 11 de Abril, que não tens agora?
Quero que a moto esteja totalmente do meu agrado e ser capaz de rodar com tudo em uníssono. Isto dá muita confiança e também é muito importante.

Com as limitações de motor a entrarem em vigor este ano (sei a usar ao longo de 18 corridas) a fiabilidade será mais importante que nunca. O que pensas disto?
Creio que a fiabilidade é um ponto forte das motos Honda, que são sempre competitivas e têm muito poucos problemas. É claro que será difícil porque nunca se sabe o que pode acontecer, se tivermos uma queda ou coisa do género. Mas a Honda tem uma abordagem cautelosa e dá sempre motores duráveis.

Pensas que haverá alterações aos quatro primeiros desta época?
Isso pode mudar a qualquer momento. É claro que no ano passado o nível era claro, mas a corrida muda a cada Grande Prémio. A ordem era diferente em todos os fins-de-semana. Um piloto pode ganhar num dia, e depois pode ganhar outro piloto – a competitividade é muito elevada. Quanto aos outros pilotos, isso vai tornar-se claro ao longo da época.

O que pensas do facto de, pela primeira vez, haver cinco pilotos espanhóis na categoria rainha?
É um número muito elevado. Se olharmos para o passado, é difícil encontrar um ou dois pilotos. Mas é muito positivo para nós neste momento.

Este é o teu quinto ano na categoria rainha e o teu contrato termina após esta época. Sentes que estás sob pressão extra em 2010?
Creio que é um ano importante, mas para todos. No início de cada ano sabemos sempre que vai ser renhido e talvez todos estejam um pouco nervosos, mas vão estar todos concentrados e preparados para todas as corridas.

Qual o motivo para teres voltado ao número 26?
É um sinal de gratidão aos meus fãs que me seguiram ao longo de momentos difíceis, como a campanha de 2008 e em especial a de 2009. Foi algo que fiz por eles, sei que gostam do número e conhecem-no e podem acompanhar-me.

Mas esperas mudá-lo para o número 1?
Mesmo no melhor cenário não o mudaria! Não tenho a certeza, mas primeiro tenho de o merecer.

Tags:
MotoGP, 2010, Dani Pedrosa, Repsol Honda Team

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