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McWilliams: “Gerir uma equipa é mais difícil que correr”

McWilliams: “Gerir uma equipa é mais difícil que correr”

O antigo piloto de MotoGP regressou ao paddock como responsável de uma equipa de Moto2 no CEV Buckler.

Jeremy McWilliams não resistiu à tentação de voltar à vida nos circuitos quando lhe foi oferecida a possibilidade e o irlandês, que se retirou das corridas como piloto, está actualmente envolvido num projecto que tem por objectivo desenvolver jovens talentos ingleses e irlandeses, sempre com os olhos postos do MotoGP. A JMW Fogi Team compete na Moto2 no CEV Buckler, com o jovem irlandês de 23 anos Ian Lowry aos comandos de uma FTR.

McWilliams foi o mais bem sucedido piloto britânico da sua geração no Campeonato do Mundo, somando um total de 684 pontos em menos de 180 partidas de Grande Prémio e entre os quais se incluem seis pódios, um deles uma vitória.

O seu regresso aos circuitos foi um “processo natural”, acredita McWilliams. “Gosto do mundo do motociclismo e penso que posso passar a minha experiência a jovens pilotos, principalmente num Campeonato tão disputado como o CEV Buckler,” explicou.

“É mais difícil gerir uma equipa que ser piloto,” continuou McWilliams. “Quando somos pilotos só temos de pensar numa coisa. Agora tenho sempre de pensar numa série de coisas. Também tenho de me adaptar ao piloto e não o contrário. Tinha o meu estilo, mas o Ian tem o seu e tenho de o ajudar a tirar o máximo, especialmente quando ele está no processo de adaptação a uma máquina de Moto2, que é muito diferente das motos que já pilotou no passou.”

McWilliams começou a correr por si aos 24 anos e só se estreou nos Grandes Prémios aos 29 anos, altura em que começou a correr nas 500cc. Ao cabo de quatro anos numa Yamaha V4 decidiu mudar-se para as 250cc e rodar com uma Honda RS, onde o seu estilo agressivo impressionou a Aprilia. Em 1999 assinou pelo fabricante italiano e em 2000 rodou com a dois cilindros de 500cc da marca, somando dois pódios. Na época seguinte voltou às quarto de litro e garantiu a sua única vitória, em Assen. McWilliams foi depois recrutado por Kenny Roberts para rodar com o protótipo Proton KR na classe de MotoGP, assinando a pole em Phillip Island. Ajudou a desenvolver a V5 em 2003 e em 2004 regressou à Aprilia com quem levou a cabo a sua última temporada, formando equipa com o estreante Shane Byrne.

Em 2005, aos 40 anos, deixou o MotoGP e passou para as SBK inglesas, mas ainda competiu em Brno como wildcard com a Proton KR. A sua últimas corrida no Campeonato do Mundo teve lugar em 2007, no Qatar com o protótipo da Ilmor.

Tags:
MotoGP, 2010

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