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Director de Corrida explica o acidente de Tomizawa

Director de Corrida explica o acidente de Tomizawa

O Director de Corrida, Paul Butler, Claude Danis (FIM), Franco Uncini, do Gabinete de Segurança, o médico da Clínica Móvel Dr. Claudio Macchiagodena e Javier Alonso (Dorna) deram uma conferência de imprensa depois da triste morte do piloto japonês.

O Director de Corrida, Paul Butler, Claude Danis, da FIM, Franco Uncini, do Gabinete de Segurança, o Dr, Claudio Macchiagodena da Clínica Móvel e Javier Alonso, da Dorna, estiveram presentes numa conferência de imprensa onde prestaram declarações depois da morte trágica de Shoya Tomizawa, na sequência de um acidente na corrida de Moto2, em Misano.

Claudio Macchiagodena: “Queremos falar sobre o acidente de hoje, um acidente muito grave, envolvendo três pilotos que caíram e que tiveram de imediato problemas graves. Um dos pilotos, Alex de Angelis, levantou-se. O segundo piloto (Scott Redding) não tinha problemas. Um estava num estado grave e, tal como sabem, esse piloto era Shoya Tomizawa. A primeira ideia que tive foi se era possível parar a corrida, por causa do perigo, mas o pessoal com a maca chegou de imediato e, quando retirámos o piloto da pista por minha decisão médica, eu não pedi à Direcção da Corrida a bandeira vermelha, porque não ajuda o meu trabalho, porque atrasamos a intervenção da ambulância. Atrás da protecção da pista tínhamos uma ambulância com uma máscara respiratória e tratámos de imediato de todos os cuidados intensivos para ele. Não pedi a bandeira vermelha, porque eu não precisava, Depois do piloto chegar ao centro médico algumas pessoas perguntaram-me porque é que demorou tanto tempo. Os cuidados intensivos começaram a ser prestados atrás da protecção da pista. Normalmente, quando temos um braço partido, a ambulância é o mesmo que um táxi, onde pomos o piloto lá dentro rapidamente e o enviamos depressa. Agora era muito importante ter a ventilação e dois médicos. Quando chegámos ao centro médico, o estado dele era crítico e continuamos com os cuidados intensivos. Tínhamos muitos médicos, mas a situação era crítica, tínhamos os procedimentos da respiração. Verificámos o problema abdominal com o raio-x, porque era uma situação muito séria, não apenas o traumatismo craniano, mas o tórax e a zona abdomina”l.

“Ele sofreu um traumatismo no coração e a melhor opção era transferi-lo para o hospital em Riccione, porque é muito perto e porque nós temos dois médicos na ambulância, que continuavam com o processo respiratório. Quando chegámos ao hospital, continuámos por dez minutos ou mais… mas, no final, já nada podia ser feito pelo Tomizawa.”

Paul Butler: “Acho que a primeira coisa que temos que dizer é apresentar os sentimentos à família, amigos do Tomizawa e para a equipa, sem dúvida. O Dr. Macchiagodena explicou a situação de forma muito clara. A minha função é decidir se a bandeira vermelha é mostrada ou não, tendo em conta as informações que recebo. A intervenção médica foi muito rápida e muito eficiente, porque do ponto de vista do acidente, havia lá muitos serviços médicos: várias ambulâncias e muitos médicos. Por isso, a evolução da situação foi rápida. O outro nível tem que ver com a segurança dos outros pilotos na pista e da intervenção e a intervenção dos comissários foi muito rápida, por isso não havia riscos para os outros pilotos. As motos acidentadas e o que ficou na pista foi removido muito depressa e, a partir daí, não havia razão para bandeira vermelha”.

Claude Danis: “Quero apenas confirmar o que o Paul disse. Pensámos depois de falarmos que não era necessário parar a corrida, porque parecia que tudo ia ficar pronto quando os outros pilotos passassem para a próxima volta e foi esse o caso. Claro que o dia de hoje é muito triste para nós e em nome da FIM quero endereçar as mais sentidas condolências à família de Tomizawa, à equipa e aos seus amigos. Coisas como estas às vezes acontecem, felizmente não muito frequentemente, isto são corridas”.

Franco Uncini: “Estamos com a família, com a equipa, com todos os que eram próximos dele. Podemos dizer que o que aconteceu nada teve que ver com segurança. Este tipo de acidentes infelizmente podem acontecer a qualquer momento. Com a tecnologia que temos no momento é muito difícil resolver este problema, mas estamos a tentar trabalhar nisto e em ter alguma coisa no futuro que nos ajude a ter menos danos neste tipo de acidentes”.

Javier Alonso: “Hoje perdemos uma excelente pessoa, claro que era um bom piloto, mas primeiro que tudo uma excelente pessoa e temos muita pena por isso. Temos muita pena pela família, claro, e pela equipa, e apenas uma pequena clarificação, porque parece que a informação de que infelizmente o Tomizawa tinha morrido foram divulgadas antes de um anúncio oficial. Isso aconteceu porque queríamos informar a família primeiro. Assim, a primeira coisa que fizemos quando recebemos a notícia foi informar a família”.

Tags:
MotoGP, 2010, GP APEROL DI SAN MARINO E DELLA RIVIERA DI RIMINI, Shoya Tomizawa, Technomag-CIP

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