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Jeremy Burgess já olha para a próxima época

Jeremy Burgess já olha para a próxima época

Numa entrevista com o antigo piloto de GPs Daryl Beattie, o Chefe de Equipa de Valentino Rossi na Ducati Team discute a forma como está a correr, até ao momento, a mudança para a marca italiana e a mudança dos Regulamentos Técnicos a partir de 2012.

Em conversa com o antigo piloto de GPs Daryl Beattie, Jeremy Burgess falou de vários assuntos, a começar pela mudança para a Ducati com Valentino Rossi para a campanha de 2011.

“Foi um início difícil com a lesão do Valentino,” disse Burgess a Beattie numa entrevista para o canal australiano One HD. “A moto estava a ser construída no final do ano passado e não com vista à primeira primeira corrida; creio que se tivéssemos um piloto em boa forma teríamos tido uma moto melhor no Qatar. Mas é assim, agora estamos a progredir e na paragem que tivemos antes de Portugal a forma física do Valentino melhorou muito e tivemos um bom Teste na segunda-feira após a corrida.”

“Conseguimos o que queríamos (no Teste do Estoril) e ambas as partes – chassis e motor – foram melhoradas. Precisamos de mais em ambas as partes. Se isto tivesse acontecido no segundo Teste de Sepang teria ficado muito contente, infelizmente foi no primeiro Teste durante a época de Grandes Prémios e estamos um pouco atrasados.”

Ele continuou: “Penso que de início vamos estar sempre a tentar recuperar (face a motos como as Honda e Yamaha), é claro que isto é apenas até os apanharmos. Não temos estado parados, temos trabalhado muito com a electrónica, que já refinámos muito e passámos para os pilotos das equipas satélite que verificaram as melhorias. O chassis esteve melhor no Teste, como o motor, pelo que se conseguirmos ir mais além nessa matéria ficaremos mais próximos, mas temos de garantir que continuamos a melhorar.”

Antes do início da época de 2011 falou-se muito da moto que Burgess herdaria do compatriota australiano Casey Stoner.

“O Casey, sem dúvidas, é uma piloto fantástico e fez um grande trabalho na moto, mas houve muitas desistências,” disse Burgess. “Por vezes, e neste tema em particular, penso que a Ducati se deixou afectar um pouco porque só analisam o sucesso, nunca analisam as falhas. Tratam as desistências e quedas como azares e não olharam para elas com ideia de que algo poderia estar errado, e o Casey talvez tenha tido de rodar demasiado perto do limite para vencer as corridas que venceu. A margem que que Casey tinha na moto talvez fosse muito mais reduzida que aquela que gostaríamos para a do Valentino.”

O progressos conseguidos por Burgess e Rossi na adaptação à máquina para estar mais perto do estilo e exigências do italiano, e a partir do Teste de Portugal, foram fruto de trabalho. Mas Burgess acredita que ainda há muito a fazer: “Há coisas que podemos continuar a fazer ao longo deste ano e melhorar, e há outras que podemos fazer para acelerar a moto do próximo ano.”

Falando da época de 2012, ano de entrada em vigor dos novos Regulamentos Técnicos de 1000cc, Burgess comentou: “Creio que não vamos ver muitas diferenças em termos dos pilotos que vencem corridas, espero que o Valentino esteja mais na frente! Honestamente, creio que os quatro ou cinco primeiros serão os mesmos em cada semana.”

“Considero um pouco desapontante voltar às 1000cc. Penso que companhias como a Suzuki, por exemplo, gostariam de ver algum tipo de estabilidade nos regulamentos para que possamos todos trabalhar para uma competição mais equilibrada. Sei, de conversas com a Yamaha no ano passado, que gostariam de construir um motor V4, mas enquanto os regulamentos continuarem a mudar não terão gente que o permita fazer. Por isso, no próximo ano vão competir com outro bloco de quatro cilindros em linha; as mudanças de regulamentos fazem com que se pare um pouco as melhorias de desenvolvimento.”

Questionado sobre se o desafio que tem pela frente na Ducati é o maior da sua carreira Burgess mostrou-se algo incerto.

“Creio que os primeiros tempos com o Mick (Doohan) foram provavelmente tão duros, A Honda não ganhava o Campeonato há uns anos, e havia expectativa no início da década de 90 quanto a isso,” explicou. “Nesses anos havia muita pressão do Japão. Penso que agora posso lidar melhor com esse tipo de pressão do que na altura, mas talvez continue a ver esses anos como os mais complicados. Perguntem-me de novo em Dezembro!”

Tags:
MotoGP, 2011, Valentino Rossi, Ducati Team

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