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Stoner: "Consistência não ganha títulos, é preciso ganhar corridas”

Stoner: 'Consistência não ganha títulos, é preciso ganhar corridas”

O australiano da Repsol Honda Team lidera a classificação geral com 20 pontos de margem a meio da época de 2011.

Líder do Campeonato do Mundo de MotoGP com cinco vitórias em dez corridas, Casey Stoner começou a primeira temporada na Repsol Honda Team tomando a iniciativa na dura luta com Dani Pedrosa e Jorge Lorenzo. A vitória no primeiro Grande Prémio com as cores da petrolífera espanhola foi o melhor sinal que o australiano podia dar quanto à sua vontade de ganhar e vai chegar à República Checa com uma margem de 20 pontos na frente da classificação do Campeonato do Mundo de MotoGP.

Cinco vitórias e mais quatro pódios em dez corridas. Não parece nada mau para a primeira metade da época, não é?
"Sim. Creio que sem o problema da segunda corrida teríamos estado no pódio em todas as corridas da época, o que acredito que é algo de muito especial. Estou muito contente este ano na Repsol Honda Team. A moto tem funcionado de forma brilhante e mesmo nos piores dias não funcionou mal. Isto é algo muito positivo. Quando temos a oportunidade de ganhar estamos sempre lá, muito próximos, e isso dá-nos a possibilidade de vencer mais vezes."

Das corridas que já disputaste com a Repsol Honda, qual foi a tua preferida?
"Diria que a minha corrida preferida esta época foi, sem dúvidas, Laguna Seca. Tivemos um fim-de-semana muito difícil. Desde Assen, onde tive grande queda, sofri com as minhas lesões porque tinha caído também em Sachsenring e as coisas não nos correram da melhor forma. Quando chegámos a Laguna Seca estava confiante, mas infelizmente durante o fim-de-semana não conseguimos pôr a moto como queríamos. Só na corrida é que conseguimos dar o passo em frente que precisávamos e isso deu-nos a confiança para fazermos uma grande corrida."

O Lorenzo, o Pedrosa e tu estão a mostrar prestações muito próximas e estão com um nível bem acima dos outros. Isso dá-te a liderança e as vitórias a um nível mais elevado?
"Competi contra esses pilotos durante toda a minha carreira, por isso penso que o valor das vitórias é sempre muito alto. Nós os três, o Jorge [Lorenzo], o Dani [Pedrosa] e eu tivemos o azar de coincidirmos numa altura muito difícil, uma das mais duras da história, em que é mais difícil atingir a vitória, e é claro que é uma sensação muito boa, uma emoção muito forte quando se vence. Mas depois de competir com eles durante a maior parte da minha vida a sensação é mais ou menos a mesma. Quando se faz uma corrida como em Laguna Seca, então a sensação é especial, mas também foi assim na primeira vitória na primeira corrida com a Honda. Foi algo de especial."

Que detalhes é que achas que vão decidir quem é o Campeão desde agora até ao final do ano?
"Diria a consistência, mas como é difícil não penso que a consistência ganha campeonatos. Temos de estar lá e vencer corridas, correr riscos. Creio que é isso que pode decidir o Campeonato. Vamos dar o nosso melhor sempre que estivermos em pista, mas se não formos capazes de ganhar num dos dias teremos de nos contentar com o segundo lugar, um terceiro, ou até pior, mas vamos tentar ganhar sempre."

O que podes dizer da tua moto e o que tem de ser melhorado? Isto porque nas últimas corridas sofreste mais que o esperado...
"Tivemos alguns fins-de-semana estranhos porque em Mugello sofremos um pouco devido ao aquecimento excessivo dos pneus, o que se deveu a excesso de aderência na traseira. Em Sachsenring tentámos reduzir a aderência para diminuir a temperatura dos pneus e isso não é a direcção certa. Em Laguna Seca seguimos o mesmo caminho, tentando evitar que a temperatura fosse demasiado elevada, mas não foi a direcção certa. Temos andado às voltas a tentar dar um passo em frente para voltarmos a encontrar aderência outra vez, para encontrarmos tracção que ajude a moto a funcionar bem porque penso que é a melhor característica da Honda: a tracção. Quando não seguimos esse caminho não temos uma característica forte e foi por isso que sofremos nessas corridas."

E onde pensas que têm de melhorar? Como te sentes com os teus problemas físicos?
"Agora temos umas semanas de paragem e estou certo que me vou sentir muito melhor depois porque semana após semana não melhorei muito. É algo que nos afectou, mas temos de competir e não fizemos muito em relação ao assunto. Há muitas coisas que tenho de melhorar na minha pilotagem, bem como na moto. Tenho estado a aprender nas últimas corridas, mas a falta de experiência com a Honda não ajuda. Vai ser muito bom ter mais experiência para saber que certas afinações funcionam de certa forma e isso é bom para seguirmos o caminho quando temos falta de aderência ou dificuldades em curva. Com um pouco mais de experiência talvez tenhamos menos maus momentos, pelo que penso que isso com um pouco mais de experiência vai melhorar esses pontos porque têm sido fraquezas nas últimas corridas."

O que pedes para a segunda parte da época?
"Honestamente, o melhor que pode acontecer é ser igual à primeira metade! Chegar ao final da época com mais que os outros é o nosso objectivo. Quero somar ainda mais vitórias, quero dar o melhor até ao final do ano. A moto é boa, rápida, estou a rodar bem, mas o problema é que tenho rivais muito fortes que fazem o mesmo. Vamos ter de esperar para ver o que podemos fazer na segunda metade do ano, mas estou certo que vai ser um campeonato duro."

Que planos tens para estes dias antes da República Checa?
"Não tenho muitos planos, quero apenas tentar recuperar das minhas lesões e se conseguir recuperar o bastante então começarei a treinar outra vez antes do início da segunda parte da temporada. Este ano, desde Le Mans que tenho estado doente, ou lesionado, e tem sido muito complicado arranjar tempo para treinar, pelo que seria bom voltar à pista em plena forma."

Entrevista cortesia da Repsol Media

Tags:
MotoGP, 2011, Casey Stoner, Repsol Honda Team

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