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Anális da prestação dos pneus em Phillip Island

Hirohide Hamashima, da Bridgestone, discute a prestação dos pneus no Iveco Grande Prémio da Austrália.

O Grande Prémio da Austrália foi ganho, pela quinta vez consecutiva, pelo herói da casa Casey Stoner, que assim conquistou o segundo ceptro de Campeão do Mundo e o primeiro da Honda na era das 800cc. O fim-de-semana começou com bom tempo em Phillip Island, mas a temperaturas caíram e a chuva marcou presença no dia da corrida. Algumas zonas da pista ficaram molhadas, enquanto outras continuaram secas, o que tornou imprevisível o nível de aderência e resultou em quedas de quatro pilotos. A dupla da Yamaha Factory, Jorge Lorenzo e Ben Spies, não pôde participar no Grande Prémio devido a lesões contraídas em acidentes separados e Damian Cudlin, piloto de substituição na Mapfre Aspar, também ficou de fora após lesão.

 

Hirohide Hamashima – Director Assitente da Divisão de Desenvolvimento de Pneus de Competição
 

Que desafio representa Phillip Island para os pneus?
  “É um circuito muito traiçoeira porque é de extremos – é, ao mesmo tempo, relativamente pouco exigente e o mais severo da época para os pneus. A temperatura ambiente tende a ser fria e apesar das temperaturas da pista terem estado razoáveis este ano, o vento que vem do mar tem um efeito de arrefecimento nos pneus, pelo que a prestação de aquecimento é importante. Para os pneus frontais é um circuito fácil em termos de durabilidade porque só uma zona de forte travagem, mas há que usar o composto macio para gerar boa aderência.”

 

“O circuito também é fácil para o ombro direito dos pneus em termos de durabilidade, mas, uma vez mais, gerar bom nível de aderência é muito importante e é por isso que usámos o composto extra macio este ano. Mas o extremo surge nas duas últimas curvas, que exigem muito do ombro esquerdo dos pneus traseiros, que atingem as temperaturas mais elevadas de todo ano. Por este momento, temos uma construção especial para o pneu traseiro para este traçado porque sem bom nível de resistência ao calor e durabilidade o pneu começa a ficar com bolhas e outros problemas.”

 

“Ao longo do fim-de-semana, o desgaste dos pneus foi baixo em todos os aspectos, que não os ombros esquerdos, onde foi muito elevado por causa da temperatura. O Casey, em particular, escorrega muito com a traseira em Phillip Island, o que lhe dá alguma vantagem, mas leva a elevado nível de desgaste dos pneus traseiros. Por isso, o principal desafio para nós neste Grande Prémio é equilibrar a necessidade de um ombro direito muito macio em termos de pneu traseiro, com um ombro esquerdo resistente ao calor e com durabilidade suficiente para fazer a corrida toda. Vimos sinais de elevado desgaste no lado esquerdo dos pneus traseiros, mas nada de problemático ou fora do esperado para Phillip Island.”

 

E os tempos volta durante o fim-de-semana?
  “Este ano optámos por slicks traseiros mais macios para a Austrália para melhor prestação no aquecimento e sabemos, pela nossa experiência, que os pilotos geralmente preferem sempre a opção traseira mais macia para a qualificação porque dá mais aderência e, com isso, mais velocidade. Este fim-de-semana o Casey rodou abaixo do recorde da melhor volta na qualificação com o traseiro mais macio, mas houve alguns factores que retiraram qualquer vantagem que o pneu macio pudesse oferecer. Para começar, o circuito estava muito mais irregular este ano, o que abrandou muito os pilotos interrompendo a fluidez da moto e dos pneus em curva. Também, e como sempre, o vento foi um grande factor; no dia da corrida esteve muito forte com rajadas acima dos 50 km/h, e ventos destes têm grande repercussão num circuito tão plano e aberto como Phillip Island. De forma geral acredito que as opções de composto macio foram um passo em frente apesar dos tempos por volta não terem melhorado muito; ofereceram melhor prestação de aquecimento com o tempo a arrefecer a cada dia.”

Tags:
MotoGP, 2011

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