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Marco Simoncelli: Feitos da carreira

O motogp.com apresenta-lhe um perfil da carreira e dos feitos do piloto italiano...

Quando chegou aos Grandes Prémios com 15 anos Marco Simoncelli já contava com grande experiência e títulos e a sua entrada para o Campeonato do Mundo em 2002 foi o início de uma carreira marcada por sucessos, ambição, determinação, alguma controvérsia e muita admiração enquanto progrediu através das classes para ser já considerado uma das mais reconhecidas estrelas do MotoGP aquando da trágica morte a 23 de Outubro de 2011.

Nado e criado em Coriano, a uns 10 kms do Circuito de Misano, Simoncelli passou a maior parte da juventude a correr na Costa Este italiana e foi um dos que rodou na frente no Campeonato de Mini-Moto de 1996 a 2000 – competição que venceu por mais que uma vez.

Ao entrar para as 125cc depois dos feitos conseguidos nas mini-motos Simoncelli não demorou a adaptar-se, competindo no Campeonato de Itália em 2001 e conquistando depois no ano seguinte o Campeonato da Europa. Em 2002 estreou-se no Campeonato do Mundo, alinhando em seis jornadas da campanha de 125cc antes da primeira temporada completa no ano seguinte.

O ano de 2004 viu o então piloto de 17 anos assinar a primeira vitória em GPs – foi também o seu primeiro pódio e primeira partida da pole – quando venceu a muito molhada corrida de Jerez a caminho do 11º posto da classificação. A última época de Simoncelli na categoria, em 2005, resultou num total de seis pódios, incluindo mais um triunfo em Jerez, e terminou o ano em sexto depois de mais alguns passos em frente.

A passagem para as 250cc em 2006 requereu a Simoncelli dois anos para se acostumar e quando o fez foi em grande estilo. A época de 2008 não começou da forma mais positiva, com Simoncelli a ficar a zeros nas duas primeiras jornadas, mas na 3ª Ronda, no Estoril, qualificou-se na pole pela primeira vez na categoria intermédia e terminou a corrida em segundo – o primeiro pódio nas 250cc. A partir daí a época de Simoncelli ganhou ritmo fantástico. Estreou-se a vencer na classe em casa, em Mugello, sexta jornada da temporada, e só ficou fora dos três primeiros mais uma vez enquanto caminhava para o título. Ao vencer seis corridas e conquistar um total de 12 pódio em 2008 Simoncelli tornou-se no primeiro piloto Gilera a conquistar o ceptro de 250cc e no primeiro piloto a sagrar-se Campeão da categoria intermédia sem ter somado pontos nas duas primeiras rondas do ano desde Dieter Braun, em 1973.

Os rumores ligavam o carismático Campeão do Mundo de 250cc a uma mudança para a classe de MotoGP, mas Simoncelli optou por ficar e defender o ceptro. Voltou a apresentar o seu estilo de pilotagem arrojado em várias batalhas, levando a luta pelo título até à última jornada em Valência, onde acabou por perder para Hiroshi Aoyama. Simoncelli terminou a campanha em terceiro depois de ter somado seis vitórias e estava, por essa altura, pronto para a passagem para a categoria rainha.

Os testes de pré-época de 2010 foram uma espécie de baptismo de fogo para Simoncelli, que foi abalado por um grande acidente no segundo ensaio de Sepang. Ele voltou à moto para o último teste no Qatar e depois terminou a sua primeira corrida de MotoGP, no mesmo traçado de Losail um mês mais tarde, em 11º. Simoncelli ganhou confiança com o desenrolar da época de estreia, melhorando de forma estável os resultados de qualificação e corrida e terminou o ano de 2010 com forte sequência de prestações, em que se incluiu o quarto posto na penúltima jornada no Estoril, onde falhou o pódio por pouco.

Com uma época completa de experiência, o segundo ano de Simoncelli no MotoGP viu o piloto começar o combate em bom plano, convertendo o promissor final de 2010 em resultados em 2011. Após um resultado nos cinco primeiros na ronda de abertura no Qatar sofreu queda e desistiu em Jerez quando liderava a corrida. Na ronda seguinte Simoncelli estreou-se na segunda linha da grelha, em Portugal, e a primeira pole position surgiu pouco depois na Catalunha com a excitação à volta do italiano a continuar a crescer.

Seguiu-se mais uma pole em Assen, mas Simoncelli não consegui conquistar o fugidio pódio que parecia quase certo sempre que ia para a pista, mas tal foi ultrapassado em Brno quando terminou em terceiro na República Checa.

Seguiram-se corridas fantásticas, terminando em quarto em três corridas consecutivas em Misano, Aragón e Motegi, a última destas após Simoncelli se ter envolvido em aguerrida luta com o rival de longa data Andrea Dovizioso. Apenas duas semanas mais tarde, em Phillip Island, Simoncelli voltou a bater o compatriota em épica batalha para terminar em segundo, o seu melhor resultado de MotoGP.

Qualificando-se na segunda linha da grelha para o GP da Malásia, Simoncelli estava a lutar com Álvaro Bautista pela quarta posição quando sofreu queda na segunda volta da corrida, contraindo lesões que acabaram por colocar ponto final abruto na vida de um piloto e pessoa que muito admirado dentro e fora da pista.

Carreira de Marco Simoncelli no Campeonato do Mundo:

2002: Campeonato do Mundo de 125cc – 33º lugar numa Aprilia, 6 partidas, 3 pontos

2003: Campeonato do Mundo de 125cc – 21º lugar numa Aprilia, 15 partidas, 31 pontos

2004: Campeonato do Mundo de 125cc – 11º lugar numa Aprilia, 13 partidas, 79 pontos, 1 vitória

2005: Campeonato do Mundo de 125cc – 5º lugar numa Aprilia, 16 partidas, 177 pontos, 1 vitória

2006: Campeonato do Mundo de 250cc – 10º lugar numa Gilera, 16 partidas, 92 pontos

2007: Campeonato do Mundo de 250cc – 10º lugar numa Gilera, 17 partidas, 97 pontos

2008: Campeonato do Mundo de 250cc – 1º lugar numa Gilera, 16 partidas, 281 pontos, 6 vitórias

2009: Campeonato do Mundo de 250cc – 3º lugar numa Gilera, 15 partidas, 231 pontos, 6 vitórias

2010: Campeonato do Mundo de MotoGP – 8º lugar numa Honda, 18 partidas, 125 pontos

2011: Campeonato do Mundo de MotoGP – 6º lugar numa Honda, 16 partidas, 139 pontos

Tags:
MotoGP, 2011, Marco Simoncelli

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