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Elena Rosell vai rodar pela QMMF Racing Team em 2012

Elena Rosell vai alinhar no Campeonato do Mundo de Moto2™ de 2012 ao serviço da Qatar Motor and Motorcycle Federation (QMMF) Team e ao lado do companheiro de equipa australiano Damian Cudlin. O motogp.com falou com a espanhola, discutindo o passo dado na carreira e o que espera para a época.

Rosell é a primeira mulher a competir no Campeonato do Mundo desde que a alemã Katja Poensgen deixou as 250cc em 2003, além de ser a primeira espanhola na história a juntar-se ao Campeonato em mais de 60 anos de história.

Rosell fez notícia no ano passado quando se estreou no Campeonato de Moto2 com a Aspar Team. Apesar de não se ter qualificado em Assen devido a queda, foi 33ª no GP de Aragão, tornando-se assim na primeira mulher a participar, e terminar, uma corrida de Moto2. No GP de Valência surpreendeu o paddock ao terminar em 25ª depois de ter ultrapassado nove pilotos durante a corrida, incluindo nomes como os de Joan Olivé e Simone Corsi.

Numa entrevista com o motogp.com a piloto de Moto2 partilhou as suas expectativas para a aventura em que vai embarcar no Campeonato do Mundo.

O que sentes antes da tua primeira temporada completa no Campeonato do Mundo?

- "É impressionante; algo com que sonhei durante muito tempo e que agora se vai concretizar. A verdade é que passámos muito tempo a discutir isto e agora o meu lugar na equipa foi confirmado. Estou contente por termos terminado as negociações.”

Quão bem conheces a formação e o teu companheiro de equipa Damian Cudlin?

- "Conheço a equipa do CEV (Campeonato de Espanha de Velocidade), são-me familiares porque a maior parte deles são espanhóis. É uma formação do Qatar dirigida por espanhóis e penso que isso funciona muito bem. Não conheço o meu companheiro de equipa pessoalmente, mas creio que nos vamos ajudar mutuamente – pelo menos ele vai ajudar-me porque tem mais experiência que eu. Estou contente por iniciar esta nova aventura."

Como pensas que te vais dar na Moto2, uma classe conhecida pela forte competitividade?

- "Bem, este ano quero aprender o máximo possível e o mais depressa possível porque a grelha é composta por pilotos de alto nível e não são muitos os que têm tão pouca experiência como eu. Vai ser duro porque tenho de ficar a conhecer quase todos os traçados e isso vai ser complicado. Mas estou pronta para isso e penso que com a minha determinação poderei resolver as coisas conforme forem surgindo."

Disseste que te vês não como uma ‘piloto feminina’, mas como uma piloto – mas é claro que como a única mulher em pista vais despertar muitas atenções.

- "Sim, desde que comecei que tenho sido grande tema de conversa, seja positiva, ou negativa, e este ano será o mesmo. Tenho tido a sorte de ter muitas pessoas a apoiarem-me, e há sempre opiniões divergentes, mas estas coisas não me afetam de forma negativa. Temos de dar o melhor que pudemos e penso que é assim que vou lidar com tudo.”

Houve algumas mulheres que te antecederam no Campeonato, nomes como Taru Riine, Tomoko Igata e Katja Poensgen. Sabes alguma coisa sobre as corridas delas? Tens como objetivo superar alguma?

- "Não sei tudo sobre as suas carreiras, sei que a Katja Poensgen somou pontos, mas... Não me quero comparar com elas. Quero fazer o meu trabalho como piloto, se os meus resultados forem melhores e se isso ajudar outras possíveis pilotos a usarem-me como referência, tanto melhor. Tenho de tentar dar o meu máximo por mim, pelos patrocinadores que acreditaram em mim e pela equipa.”

Qual é a tua estratégia para a pré-época e para conheceres a Moriwaki MD 600?

- "Bem, há o próximo teste em Valência, depois um em Jerez, e depois o último de novo em Jerez. Por isso, tenho ainda tenho mais algum tempo de pista. Na verdade, nestes dias tenho estado em pista mais vezes que em todo o ano passado com a Suter de Moto2 (no CEV).”

Já recuperaste da lesão na escápula?

- "Por vezes ainda a sinto um pouco. Começámos a treina a 12 de janeiro, antes disso não conseguia correr, nem fazer exercícios básicos. Desde essa altura tentei fazer Supermoto e Motocross em cada semana. Ainda sinto algumas dores de vez em quando porque é um local onde se juntam vários músculos, mas estou suficientemente forte, estou a treinar que nem uma louca nesta pré-época. Comecei todas as épocas com o treino a limitar-se às voltas na moto e penso que o que fiz nesta pré-época me vai ajudar."

Pensas que vais ser a primeira mulher a somar pontos na Moto2, ou até mesmo a primeira a somar um pódio?

- "Bem, isso é sonhar demais, creio. Temos de ter em conta os nossos rivais e os meus não são tão novos como eu, têm muito mais experiência. Vai ser difícil, mas isso torna os resultados muito mais valiosos. Tenho de tentar ser o melhor possível e nos circuitos que conheço veremos se tenho alguma vantagem em termos de confiança e experiência."

E talvez nos surpreendas.

-"Espero que sim!”

Tags:
Moto2, 2012, Elena Rosell, QMMF Racing Team

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