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Espargaró: "A Aprilia vai ser a moto a bater entre as CRTs"

Dias antes da segunda ronda de testes da época para equipas e pilotos CRT na próxima semana em Jerez, Alexi Espargaró falou com o motogp.com sobre as suas impressões em relação ao projecto que o vai levar de volta à categoria rainha.

É difícil encontrar alguém no paddock de MotoGP™ com o entusiasmo de Aleix Espargaró quando se depara com novas aventuras e agora, que teve a oportunidade de regressar à categoria rainha em 2012, o espanhol está particularmente motivado e entusiasmado. O piloto de Barcelona estreou recentemente a moto ART da Aspar Team no primeiro teste de pré-época, em Valência, e vai continuar o desenvolvimento da montada no circuito de Jerez durante o ensaio da próxima semana. Mas antes disso, Espargaró vai fazer uma paragem em em Paterna (Valência), onde a equipa vai apresentar oficialmente a multi-nacional Power Electronics como patrocinadora principal da MotoGP Aspar Team. Nesta entrevista Espargaró partilha os seus pontos de vista sobre o projecto e os progressos pessoais conseguidos até ao momento.

Aleix, no final da época, quando assinaste pela Aspar Team, o previsto era correres na classe de Moto2. Depois surgiu este projecto CRT para o MotoGP. Estás onde querias estar em 2012?

"O MotoGP é melhor para mim, por causa do meu tamanho e peso tenho menos handicap. E o início do projecto tem sido excitante."

Por um lado, vais ter muitas opções para te destacares das outras CRTs, mas por outro, com um piloto como o Randy de Puniet na mesma box e na mesma moto...

"Sim, dizem sempre que o nosso amigo é o primeiro inimigo e, neste caso, ainda mais. O Randy é um piloto muito, muito rápido. Mas gosto mesmo dele, no teste de Valência conversámos muito e ajudámo-nos mutuamente, o mais importante é fazer da nossa CRT a melhor moto. É um ano para ganhar experiência e desenvolver a moto e penso que entre nós os dois podemos fazer um bom trabalho."

Crês que vai ser um ano de evolução gradual, ou pelo contrário, que vamos assistir a progressos rápidos, talvez depois da primeira parte do Campeonato? Que expectativas tens nesta matéria?

"É claro que vamos evoluir e que as CRTs se vão aproximar gradualmente da frente. É lógico e óbvio que vamos sofrer nas primeiras corridas, mas a ideia e o objectivo tem de ser melhorar em todos os GPs e depois, lá para o meio ou final da época, estar o mais perto possível da frente, especialmente nos circuitos mais pequenos."

A tua opinião após o teste de Valência foi positivo, mesmo com algumas surpresas desagradáveis, como foi o caso do nível de aderência. Em que é que te vais focar a seguir com a moto?

”No que toca a potência e pilotagem a moto é muito diferente da de Moto2 e tive de reajustar o meu estilo de pilotagem. Mas estou contente, a moto funciona bem. Temos de aprender a tirar bom partido da electrónica, penso que é o mais importante, e, como disse, também tenho de adaptar e melhorar a moto de forma gradual. É claro que o pacote inicial seja inferior ao que teremos no final da temporada, vai evoluir."

No que toca a suspensões, travões, chassis, pneus e outros componentes, é muito diferente das máquinas de MotoGP. Que aspectos pensas que terão de ser trabalhados para optimizar a ART CRT?

"Vejo-a como uma Superbike melhorada. Os tempos vão estar entre os da Superbike e da moto de MotoGP. Um pouco mais rápida que a Superbike, e um pouco mais lenta que a de MotoGP. Em termos de potência acredito que ainda podemos melhorar um pouco. E acredito que não estamos muito longe. No que toca à electrónica, o conceito da CRT é algo menos sofisticado que o do MotoGP, menos complexo, e com muito menos canais de telemetria, mas é claro que o temos funciona bem e que vamos ter de tentar melhorar ainda mais."

No primeiro teste de Valência não houve outras CRTs, estiveram no teste da Malásia, pelo que a primeira comparação entre as CRTs de 2012 está quase a ter lugar. Vais estar no teste de Jerez na próxima semana?

"Não tenho a certeza. É claro que gostava de ter ido à Malásia, mas fazia sentido não ir, a moto ainda está verde e treinar na Europa é muito mais seguro porque se acontecer alguma coisa temos a fábrica mesmo ao lado. Por isso é que ainda não fomos avaliados contra as outras equipas que foram à Malásia, mas agora vamos testar em Jerez, e depois em Aragão, e depois de novo no Teste Oficial de Jerez, o que significa que vamos ver onde estamos antes do Grande Prémio no Qatar, se bem que acredito que a Aprilia será a moto a bater entre as CRT."

"Vamos ver onde estamos em relação ao Colin (Edwards), que pareceu ser o melhor na Malásia. A pista de Sepang é algo enganadora por ser rápida e porque a potência das 1000cc é mesmo notável lá, mas se formos melhores que a BMW-Suter em pistas como Aragão, Valência e Jerez, então o objectivo tem de ser 2 a 2,5 segundos da pole."

Pilotos experientes e rápidos como o Edwards e o De Puniet não te vão fazer a vida fácil no que toca a seres o primeiro entre as CRTs...

"Não, tal como outros como o Pasini, um piloto sem experiência na classe, mas mesmo rápido... Penso que será divertido. As máquinas de MotoGP vão deixar-nos para trás – mas temos de tentar ficar perto porque depois tudo será mais competitivo – mas a nossa meta vai ser bater todas as CRTs. Como disse, creio que a Aprilia vai começar como a favorita, pelo que o De Puniet será o rival mais forte. Ficaria muito contente se conseguisse ser o primeiro entre as CRTs."

Como é a atmosfera na Aspar Team em relação a este projecto?

"Estamos motivados, com a equipa e com a Aprilia. A moto é totalmente nova e a verdade é que quando ela chegou gostámos muito dela. O Jorge Martinez e a Aprilia estão a trabalhar muito e estamos desejoso por ver até onde conseguimos chegar este ano.”

Para alguém como tu, com a reputação de seres bom piloto de testes, embarcar num projecto como este deve ser particularmente excitante...

"Sim, tive a sorte de desenvolver as primeiras Moto2 que estiveram em Espanha, com o Dani Devahive, e depois passei para o Campeonato do Mundo e subi ao pódio com uma Moto2. Agora quero mesmo fazer algo de fantástico com esta moto. O Jorge tem uma das melhores equipas no Campeonato, é um ambiente profissional e com a Aprilia é fantástico... É um projecto muito excitante, quero mesmo que sejamos competitivos e que façamos algo grande."

E a partir de amanhã vais ter novo patrocinador...

"Sim, vou estar na apresentação em Paterna (Valência) com a equipa. O Jorge está a fazer um grande esforço, começámos a testar com as novas motos sem patrocinador. Agora que tudo foi acordado e com um pouco de sorte, espero, poderemos dar-nos bem nas corridas e Campeonato."

Tags:
MotoGP, 2012, Aleix Espargaro, Power Electronics Aspar

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