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Simón: “Tenho o que é preciso para lutar no Top 5”

O piloto da Blusens Avintia discutiu o início do Campeonato do Mundo de Moto2™ de 2012 e o que espera da próxima ronda em Jerez. Simón também revelou o desejo de passar para a categoria rainha em 2013, tudo nesta entrevista com o motogp.com.

Após um início de época modesto com o 15º lugar no Qatar, Julián Simón olha para Jerez com renovada determinada e com a intenção de resolver alguns problemas de monta na sua FTR. O espanhol falou com o motogp.com sobre o seu arranque de campanha e sobre as metas para a próxima ronda e depois.

É justo dizer que o 15º lugar no Qatar soube a pouco depois das metas que traçaste antes do início da época?
“Não foi o que esperava. Fiz muita preparação durante o Inverno e o objectivo era estar entre os cinco primeiros, ou pelo menos no Top 10, e não foi o que consegui. Mas não perdi motivação motivação por isso. Sabemos que o nível da Moto2 aumenta a cada ano, mas a equipa e eu sabemos qual o nosso potencial e temos expectativas mais altas.”

Depois da corrida do Qatar referiste que, acima de tudo, era preciso resolver um problema de vibração...
“Sim, vamos tentar resolver este problema de vibrações que tenho sentido desde que comecei a rodar com esta moto. Tem de ser ultrapassado porque é um grande problema. Quando largo o travão a moto começa a vibrar e isso faz com que seja difícil pilotar. Com o nível de competição na Moto2, quando temos um problema como este na afinação perdemos um pouco de confiança e torna-se muito mais complicado estar onde queremos. Isto, em conjunto com a moto não curvar como gostaria, faz com que não possamos ser competitivos em muitos sectores da pista – como aconteceu no Qatar – e no final não podemos terminar na posição em que noutras circunstâncias seria capazes.”

O Corsi foi o melhor classificado com uma FTR no Qatar com o 8º posto e tu foste o segundo melhor em 15º. O que te falta para estares na frente com as outras moto?
“A equipa está a fazer todos os possíveis para me sentir confortável com a moto e para estar nas posições de topo e ser o melhor com uma FTR. No último GP no Qatar o (Simone) Corsi foi o melhor da FTR, ele rodou melhor que eu, mas durante o Inverno fomos um pouco a referência. Temos que dar tudo com o que temos e isso que vamos fazer agora, trabalhar e tentar ficar mais perto das Kalex e das Suter, que são motos fortes. Vamos ver o que acontece em Jerez, espero que a equipa e eu estejamos a melhor nível.”

Como estás em termos físicos, depois da séria lesão do ano passado, e como avalias o teu nível de pilotagem?
“Estou a um grande nível. Treinei muito no Inverno, como gosto de treinar, fazendo motocross, ciclismo... A perna não me impediu de fazer as actividades que vejo como ideais para estar activo e forte. Estou em muito boa forma, talvez a melhor de sempre, mas também antevejo um ano duro pela frente com muita competição dura e isso significa que se o piloto, ou a moto, não estão a 100% não podemos terminar na posição que queremos. Contudo, estou mais confiante que nunca, se a moto me permitir fazer o que quero estarei a lutar pelas posições da frente porque acredito que tenho a experiência, motivação e capacidade de pilotagem necessária para lugar, pelo menos, com os cinco melhores.”

É fácil assumir que gostarias de ter estado na luta pela frente no Qatar. Como vez a luta e a controvérsia em volta da ultrapassagem do Márquez sobre o Lüthi?
“Sim, teria adorado lá estar, mas nessa corrida a minha luta não foi na frente, neste momento não tenho esse ritmo, mesmo que estivesse um pouco atrás. Quanto ao que aconteceu, as corridas de motos são sempre no limite. Vemos ultrapassagens nos limites em todas as categorias, mas na Moto2 parecem mais intensas por causa da competitividade estar a um nível mais elevado devido a termos todos o mesmo motor. A diferença entre os chassis é muito mais variada, mas menos que no MotoGP e isso significa que é normal estarmos todos muito agrupados até pelo menos meio da corrida. Há muita luta, muitas ultrapassagens e uns quantos cotovelos – é claramente um espectáculo. As ultrapassagens são nos limites, os pilotos têm consciência que um toque pode resultar em queda e isso faz parte dos ossos do ofício, por vezes há ultrapassagens na fronteira do extremo. A que envolveu o Márquez e o Lüthi foi dentro dos limites, o Márquez é um piloto muito astuto e fechou aquele espaço. Felizmente para os espectadores e fãs vamos ter muitas mais ultrapassagens no limite durante a época e isso é positivo para todo o espectáculo.”

Apesar de não se ver muito na TV, a luta pela 15ª posição da Moto2 também é muito disputada.
“Talvez ainda mais! Na Moto2 podemos estar em sétimo e ter oito, ou nove pilotos atrás de nós. Não podemos perder a concentração por uma fracção de segundo que seja, temos de estar certos de nós próprios e confiantes, saber o nosso ritmo e nunca desistir. Podemos cair de 7º para 15º em apenas algumas voltas. Foi o que me aconteceu no Qatar, quando estava a lutar com o Elías, o Neukirchner e uns quantos outros.”

Pensas que poderás estar a lutar na frente com a FTR e vais lutar por vitórias este ano?
“Não tenho dúvidas de que vamos alcançar melhores resultados que no Qatar. A minha principal meta é resolver os problemas que estamos a ter, que são significativos, e melhorar a nossa posição não apenas na corrida, mas também nos treinos e qualificação. Temos de começar já a subir essa fasquia e com o trabalho que a equipa está a fazer com o desenvolvimento do chassi espero que possamos estar nos cinco primeiros em breve. Penso que podemos apostar na luta por vitórias em algumas corridas.”

Tu és muito activo em redes sociais como o Twitter e Facebook, e parece que recebes muito apoio dos fãs através destas plataformas.
“Sim, é verdade, eles demonstram muito o seu carinho e vi isso muito no ano passado quando me lesionei. Há uma grande mostra de apoio e eles estavam mesmo preocupados com o acidente e fiquei muito grato por isso. Através das rede sociais tento mostrar que sou uma pessoa normal que adora motos, que compete, essa é a minha concentração diária... A minha motivação e ambição é estar contente todos os dias com o que faço.”

Já pensaste se vais ficar na Moto2 no final de 2012?
“Neste momento o mais importante para mim são os resultados. Mas sim, tenho de dar o meu melhor entre os pilotos de topo para que as equipas de MotoGP – incluindo a minha Blusens Avintia que agora está na categoria rainha – me possam oferecer a possibilidade de entrar no MotoGP. Há uns anos que espero para dar este passo, acredito que o poderia fazer bem e que me daria bem com as máquinas de MotoGP. Já testei com a Ducati em Jerez e adorei. Espero que este seja o ano decisivo, mas só o será por ter tido uma campanha fantástica na Moto2 e por poder subir de categoria com muitos feitos alcançados.”

Tags:
Moto2, 2012, Blusens Avintia

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